Perth a Darwin em 24 dias

Dia 243

Acordámos bem cedo para prepararmos as mochilas, desta vez com o objetivo de ir buscar a campervan que tínhamos alugado previamente pela empresa Mighty. Às 10 horas da manhã já lá estávamos e uma hora depois, partimos em direção ao parque nacional Yanchet. Aqui pudemos ver mais uma vez koalas, cangurus e as aves cockatoo. De seguida parámos para fazer compras, para podermos ser autónomos durante alguns dias. Depois seguimos até ao parque nacional Nambung, onde se encontram as famosas formações rochosas no meio do deserto, as Pinnacles. É uma paisagem realmente invulgar e impressionante, algo que nunca tínhamos visto antes. Já ao anoitecer decidimos seguir viagem até ao parque de campismo gratuito Hobby head camping.


Dia 244

Neste dia decidimos seguir em direcção a Dongara. Mas antes disso, parámos em Port Denison, no memorial fishermen e obelisk, onde pudemos ter uma bela vista do porto e da costa. Demos um passeio pela praia com a cor do mar azul turquesa incrível de fundo. Seguimos então até Dongara e dirigimo-nos para mais um miradouro, para ver o rio Irwin e a costa. Aproveitámos para almoçar perto da praia e seguimos viagem até Geraldton. Parámos primeiro no farol Point Moore e depois fomos até ao centro da cidade onde estacionámos a campervan. Demos um passeio pelas ruas, onde se encontra bastante arte urbana, passando pela bonita catedral São Francisco Xavier e subindo até á colina onde está o memorial Hmas Sidney. Este espaço é dedicado ás vítimas do naufrágio do navio Hmas Sidney. Já ao final da tarde fomos até ao pontão “esplanade” para tentar ver leões marinhos, mas sem sucesso. E acabámos o dia a ver o pôr-do-sol na praia sunset. Passámos a noite no parque de campismo Oakabella homestead.






Dia 245

A noite foi bem ventosa e o dia adivinhava-se igual, mas mesmo assim acordámos relativamente cedo, mas antes de partirmos do parque de campismo fomos provar os tão famosos scones, que realmente eram deliciosos. A nossa primeira paragem do dia foi na praia Horrocks. Seguimos então para o Hutt lagoon, conhecido pela coloração cor-de-rosa da água. Esta cor é devido à espécie de algas que se encontram no lago. Outra curiosidade que remarcámos quando estávamos a passear no lago é que a água é salgada, tanto que se formam cristais pegados ás rochas. Adorámos ver este lago, uma experiência e beleza única. A nossa próxima paragem foi a lindíssima zona costeira do parque nacional Kalbarri. Passámos pelo miradouro natural bridge, castle cove, island rock, grandstand, eagle gorge, mushroom rock e red bluff, onde vimos dois cangurus. Acabámos o dia a beber uma cerveja e a admirar o pôr-do-sol na praia de Kalbarri. Passámos a noite no parque de campismo Big river ranch, que recomendamos.




 


Dia 246

Depois de uma noite muito bem dormida, acordámos “no meio” da quinta, com muitos animais à nossa volta, mais propriamente cavalos e lamas. Depois de estarmos despachados, fomos em direção ao parque nacional de Kalbarri. Após percorrermos cerca de 25 km, chegámos à primeira paragem, a Natures’s Window, que é basicamente uma rocha com uma abertura no meio, uma espécie de janela natural. Desta zona podemos ver as gorges e o rio Murchison, sem dúvida muito bonito. Daqui fomos até ao miradouro Z-Bend, do qual se tem outra vista sobre as gorges e o rio. Voltámos para trás até á entrada do parque e decidimos ir ao monte Meanarra, para ver a vista sobre a cidade Kalbarri, o rio Murchison a desaguar no mar e boa parte da costa. Como estava bastante calor, decidimos mudar os nossos planos e voltar até Kalbarri para dar uns mergulhos na praia. Optámos pela praia Blue Holes que gostámos bastante. Depois de um par de horas a fazer praia e um pouco de snorkeling, seguimos viagem. Como ainda não tínhamos acabado de ver os miradouros do parque nacional, fomos ver os dois que nos restavam, o Hawks Head e o Ross Graham. A vista é em muito similar ao que já tínhamos visto de manhã, por isso não ficámos tão impressionados. Quando acabámos e já pela fresquinha, seguimos caminho para a zona de descanso onde iríamos passar a noite, Nerren Nerren rest area.


 



Dia 247

Depois da noite passada na área de descanso, seguimos viagem até á península Shark bay, que faz parte do Património mundial da Unesco. Pelo caminho ainda parámos na localidade Billabong para atestar o depósito da carrinha que consome muito ?. A nossa primeira paragem foi para ver os Stromatolites na Hamelin Pool. São formações rochosas na água que continuam a crescer, sem dúvida um fenómeno muito impressionante. Daqui seguimos para a famosa praia das conchas. Nesta praia ao invés da habitual areia, tínhamos pequenas conchas por todo o lado. Aproveitámos para relaxar nesta linda praia e nadar nestas águas cristalina, onde tivemos oportunidade de ver uma raia bem especial, a shotled nose. Quando já estávamos na toalha prontos a partir, vimos uma cobra do mar, felizmente não estávamos lá perto. Quando saímos da praia parámos no miradouro para observar a baia e daqui fomos diretos para Denham. Antes de irmos procurar um campismo, fomos ver o “pequeno” lago, muito giro. Voltando ao centro da cidade, fomos para o campismo Shark Bay Caravan Park. Como tinha piscina, fomos aproveitar para dar uns mergulhos e nos refrescarmos. Mais para o final do dia, fomos ver o pôr-do-sol á praia e beber uma bela cerveja.



Dia 248

Dia de acordar bem cedo e ir até à localidade Monkey Mia. Fomos ver, nada mais nada menos que golfinhos. Tivemos de pagar 12 $ (AUD) cada um, mas foi mesmo muito engraçado vê-los tão perto. Neste sítio, eles alimentam 5 golfinhos em específico, mas apenas lhes dão 10% do que normalmente cada um come por dia. Assim, eles são obrigados a pescar, pois a quantidade média que cada golfinho come por dia é de cerca de 10/11 Kg. No total, dão-lhes comida 3 vezes. Apesar de aparecem mais uns quantos golfinhos, neste dia eram á volta de 15, só estes 5 são alimentados. Além deles também um pelicano andava a tentar a sua sorte ahahah. Depois de os alimentarem a primeira vez e como eles andavam por ali, fomos para dentro de água para tentar nadar com eles. Tivemos mesmo sorte e podemos vê-los bem de perto dentro de água, até os vimos a saltar na água e tudo, absolutamente fantástico. Depois de fazermos mais um pouco de praia, continuámos a nossa viagem com destino a Coral Bay. Antes disso, ainda parámos no centro de Denham para ir tomar um banho nos balneários públicos. Depois mais à frente na praia de Nanga para almoçar e ver a praia. Daí para a frente foi sempre a andar até Carnarvon, onde parámos para ir às compras e encher o depósito de combustível. Como já tínhamos feito cerca de 450 km e já estávamos cansados, decidimos parar para dormir na área de descanso Lake MacLeod. Daqui para a Coral bay, ainda são cerca de 160 km.




Dia 249

Como diz o belo ditado português ” deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer” ? e foi isso mesmo que fizemos. Acordámos cedo e fomos para a praia Coral bay. Chegámos lá às 10h00 em ponto. Como só existem dois parques de campismo nesta zona, fomos logo reservar um lugar e de seguida fomos para a praia fazer snorkeling. A praia Coral Bay faz parte do famoso recife de corais Ningaloo. Este é caracterizado como fringing reef, quer dizer que está perto da costa. Existem apenas 5 como este em todo o mundo, sendo este o maior. Aqui encontra-se uma grande variedade de corais, mas do tipo duro. Lá fomos nós entrar na água no sítio que nos aconselharam (ao pé da placa de 5 nós de velocidade) e desfrutar dos coloridos corais e dos mais variados peixes. O resto da tarde foi passado na praia a relaxar e ainda vimos o pôr-do-sol, acompanhados por uma bela cerveja australiana, James square pale ale. Quando saímos da praia, já depois do pôr-do-sol, ainda vimos um canguru a comer com o seu filho na bolsa, isto só mesmo na Austrália. Quando chegámos ao parque de campismo, decidimos marcar um tour de barco pelo recife de coral e nadar com mantas raias, para o dia seguinte. Pagámos 225 $ (AUD) os dois pela excursão de cerca de 5 horas, com aperitivos e equipamento de snorkeling incluído.


Dia 250

Neste dia acordámos bem cedo e cheios de energia. De manhã foram-nos buscar de autocarro ao parque de campismo até ao pontão a cerca de 2 km de Coral bay, onde iríamos embarcar. Navegámos cerca de 45 minutos até à primeira paragem, onde se localiza um dos melhores sítios para fazer snorkeling. Foi lindo, vimos um jardim enorme de corais de diferentes formatos e cores, uma tartaruga verde (green turtle), dois tubarões de corais (reef shark) e dezenas de peixes diferentes. Depois fomos até outro local para nadar com as mantas raias, foi uma experiência única. É impressionante o tamanho e a delicadeza com que este animal nada e se alimenta. Já por volta das 13:30 voltámos à praia e decidimos seguir caminho em direção a Exmouth, cidade que dá acesso ao parque nacional Cape range e a outra parte do recife de corais Ningallo. Quando chegámos a esta pequena cidade fomos até ao centro de informações e depois continuámos até ao farol Vlamingh head, de onde se pode ver um belo pôr-do-sol. Enquanto estávamos a apreciar a vista do farol conhecemos a Benoït e o Marcus, que andávamos já a cruzar várias vezes pelo caminho, mas ainda não tínhamos tido oportunidade de falar. Decidimos então passar a noite no parque de campismo junto a este farol, o Lighthouse caravan park e continuar a conversa.


Dia 251

Neste dia decidimos conhecer o parque nacional Cape range e fazer snorkeling nas diferentes praias ao longo da costa. Fomos primeiro até à praia de rochas, Oyster stacks que é bastante conhecida por ser um bom local de snorkeling, com bastante vida marinha. Nós não ficámos muito tempo dentro de água, devido à presença de várias medusas, mas ainda assim vimos alguns peixes e duas estrelas do mar. Nesta praia para fazer snorkeling, tem que se escolher as horas de maré alta, para não destruir os corais. Depois fomos até Yardie creek, visitar uma gorge e fizemos o percurso até ao miradouro Meander, com vista para o mar e para a formação rochosa. De seguida parámos na praia Sandy, com uma água azul turquesa incrível. Depois decidimos então passar o resto do dia na famosa praia Turquoise bay. Passámos o resto da tarde a fazer snorkeling. Adorámos, aqui não havia medusas, a visão dentro de água era ótima e pudemos ver inúmeros corais, peixes que nunca tínhamos visto antes e até tivemos a companhia de uma tartaruga verde. Já no final do dia, resolvemos voltar para o mesmo parque de campismo do dia anterior.



Dia 252

Acordámos e decidimos voltar novamente para o parque nacional Cape range para vermos o que não tínhamos visto no dia anterior. Fomos até à praia Lakeside para fazermos mais algum snorkeling, mas como havia algumas medusas também não ficámos muito tempo dentro de água. Ainda assim, vimos mais uma tartaruga verde e uma raia. Depois fomos até ao Mandu mandu gorge, onde também se pode ver uma boa parte da costa. Depois de almoço decidimos voltar para a praia Turquoise bay, fazer snorkeling e relaxar o resto do dia. Fomos mais uma vez passar a noite no parque de campismo dos dias anteriores.


Dia 253

Este dia foi passado a fazer a longa viagem de 650 km até à cidade Tom Price. Esta é a cidade mais próxima do parque nacional Karijini, que iríamos visitar nos próximos dias. Aproveitámos para fazer compras e abastecer, mais uma vez a campervan. Fomos passar a noite num miradouro, RIP viewpoint. Durante a noite pudemos apreciar o perfeito céu estrelado.

Dia 254

Depois de acordarmos com um nascer do sol muito bonito com os vales de fundo, foi tempo de seguirmos viagem em direção ao parque nacional Karijini. Como não tínhamos um veículo 4WD, a nossa estratégia para este dia era deixar a campervan no campismo Eco Retreat e tentar apanhar boleia com alguém que fosse visitar as gorges Weano. Passados 30 minutos e depois de algumas tentativas falhadas, um casal australiano muito simpático, o Rowan e a Sandi deram-nos boleia. Depois de estacionar o carro, decidimos ir juntos fazer uma das caminhadas mais difíceis, a Hancock gorge. Para lá chegarmos, tivemos de descer umas escadas, depois andar cuidadosamente na gorge e mais à frente tivemos de passar pela conhecida “Spyder walk”. Finalmente chegámos à piscina natural Kermits, com uma cor esverdeada impressionante. No caminho, encontrámos os nossos amigos, Markus e Benoit, que também tinham pedido boleia para lá chegar. A água nestas piscinas naturais é bastante fria, mas a caminhada é simplesmente lindíssima e vale todo o esforço. Depois de voltarmos ao parque de estacionamento, o Rowan e a Sandi decidiram ficar na área de descanso e disseram para continuarmos a outra caminhada que eles esperavam por nós. A segunda caminhada que fizemos foi a Weano gorge (parte de cima e baixo), mais a piscina natural Handrail. Para chegar à piscina tivemos de tirar a roupa e ir só com fato de banho e GoPro. Depois de nadar um pouco, de alguma escalada e de caminhar sobre as rochas (bem escorregadias) chegámos à magnífica piscina Handrail. Este tipo de paisagem é bastante complicado de descrever, pois estamos dentro de água e mal conseguimos ver o céu, devido à altura e á proximidade das paredes das rochas. Foi algo que nunca tínhamos experienciado e pelo qual ficámos apaixonados. Quando estávamos a voltar para trás, soubemos que um rapaz tinha sido mordido por uma serpente venenosa, onde tínhamos estado á poucos minutos, o que nos deixou um pouco assustados. Depois de almoçar, fomos até ao parque de estacionamento, onde estavam o Rowan e a Sandi e depois todos juntos, fomos ver os miradouros, Junction Pool e Oxer. Daqui conseguimos ver a junção das quatro gorges, a Handcock, a Weano, a Red e a Joffre. Depois disto tudo, como já estávamos bastante cansados, decidimos voltar para o parque de campismo Eco Retreat. Mais tarde e já com um belo banho tomado, fomos beber passar um belo serão com o Rowan e a Sandi, que gostámos muito de conhecer. Tudo isto, enquanto víamos um belo pôr-do-sol sobre a savana. Para jantar, fomos ter com o Benoit e o Markus, pois este ia ser o último dia que os íamos ver.


 

Dia 255

Depois de acordarmos no meio da savana, continuámos a visita do parque nacional. Começámos por ver a cascata Joffre, do seu miradouro e como adoramos uma bela caminhada matinal, descemos até à base para ver a cascata de mais perto. O seu formato é sem dúvida muito bonito, uma espécie de “S”. Daqui seguimos para outra parte do parque, para ver a Dales gorge, mas para isso tivemos de percorrer cerca de 70km. Começámos por descer as escadas em direção á cascata Fortescue. Já na base, decidimos fazer um caminho opcional para ver a cascata Fern. De volta à cascata Fortescue, foi tempo de tirar a roupa e mergulhar na piscina natural. Depois de nos secarmos, petiscarmos algo, começámos a caminhada na gorge. Mais à frente e para nosso espanto, encontrámos o Matthieu, um rapaz belga que já tínhamos encontrado algumas vezes na nossa viagem. Depois de alguma conversa, continuámos juntos até à piscina circular que é muito bonita, mas como já estava à sombra não nos fomos banhar. Voltámos então para o cimo da gorge para termos outra perspetiva. Despedimo-nos então do Matthieu e continuámos a caminhada até ao parque de estacionamento, onde estava a nossa campervan. Fomos até ao centro de informações, para obter a chave que dá acesso aos duches e fomos tomar um banho por 5 $ (AUS) por pessoa. Como ainda era cedo e já tínhamos acabado de visitar o que queríamos, decidimos adiantar caminho e ir dormir á área de descanso Two camel creek, que ficava a 160 km.

 

 

Dia 256

Neste dia acordámos com o objetivo de chegar o mais próximo possível da cidade de Broome. No caminho parámos na cidade de Port Hedland. Esta cidade tem um dos portos mais importantes da Austrália, pois daqui saem muitos barcos de grande porte, com minerais. Nós fomos até ao porto e vimos vários cargueiros, um com mais de 300 metros de comprimento. Aqui a diferença das marés é grande, com cerca de 7 metros de diferença, sendo que os barcos têm que esperar pela altura certa para saírem do porto. Depois ainda fomos até a um miradouro, de onde também se pode ver a diferença de altura das marés, pelas rochas que estão com uma cor mais branca no fundo. Por fim, parámos ainda noutro miradouro para admirar salinas e as suas grandes montanhas de sal. Aqui também se pode ver comboios com quase 2 km de comprimento e vários camiões, considerados os comboios de estrada, pois podem ter até 60 metros de comprimento. Continuámos mais uma vez viagem, parámos uma vez para almoçar e outra para ver a praia eighty mile, que tem mais de 130 km de comprimento. Já chegámos ao final do dia á área de descanso onde iríamos ficar a dormir, Stanley rest area.

 

Dia 257

Depois de uma noite bem passada na área de descanso, foi tempo de preparar tudo e seguir caminho em direção a Broome. Chegámos a esta cidade ainda cedo, por volta das 10h30. Fomos de imediato ao centro de informações para saber o que visitar. De seguida fomos arranjar um parque de campismo para ficar. Optámos pelo Broome Vacation Villa, pois era o mais barato. Depois de lavarmos roupa e de almoçarmos, fomos dar uma volta até perto do farol. Esta zona e conhecida por ter pegadas de dinossauros, que apenas podem ser vistas durante a maré baixa. Infelizmente não podemos ver, pois a maré baixa não era suficientemente baixa. Mesmo assim, podemos ver umas belas formações rochosas junto ao mar. Daqui fomos então para a tão conhecida praia cable. Aqui ficámos o resto da tarde a descansar. Ainda na praia, vimos um casal que tinha tudo para ser português, mas na realidade eram italianos ?, ficámos a falar um bom bocado com eles e ainda para mais eles estavam no mesmo parque de campismo. Esta praia é muito conhecida pelo seu magnífico pôr-do-sol, que não conseguimos ver devido às nuvens. Mesmo assim vimos os tão conhecidos passeios de camelo à beira da praia. Para sermos muito sinceros, achámos que isto é uma simples forma que alguém arranjou para fazer dinheiro. Nesta praia, existe uma parte especifica em que os veículos todo o terreno podem andar, o que sinceramente não gostamos muito. Já depois do pôr-do-sol, voltámos para o campismo para fazer o jantar e descansar.


Dia 258

Esta noite não foi das melhores que já tivemos, porque o parque de campismo fica perto de duas estradas que têm bastante movimento. Outra razão que não nos deixou muito contentes, foi o facto de nos pedirem 5 $ (AUD) para carregar a bateria da máquina fotográfica. Na cozinha têm um papel afixado a dizer que é proibido carregar telemóveis e computadores portáteis. Foi a primeira vez que isto nos aconteceu, ainda bem que nem todos os parques de campismo só pensam em fazer dinheiro. Enquanto tomávamos o pequeno almoço, o casal simpático italiano veio-se despedir de nós. Depois de arrumarmos tudo, fomos até ao centro de Broome ver um pouco da cidade e ir ao supermercado. Esta cidade é um dos maiores produtores mundiais de pérolas. Antes de chegarmos ao centro, passámos pelo cemitério japonês e chinês. Aqui estão sepultadas pessoas que morreram quando estavam á procura de pérolas e também devido aos vários ciclones. Basicamente, o centro resume-se ao comércio de pérolas, com várias lojas, cafés e restaurantes. Visitámos uma loja bem conhecida, a Cygnet Bay e ficámos a perceber um pouco mais sobre a história em redor das pérolas e também sobre os equipamentos de mergulho utilizados antigamente. Depois de toda esta volta, fomos finalmente ao supermercado e seguimos viagem para a área de descanso Ellendal, que ficava a cerca de 310 km de Broome.


Dia 259

Saímos cedo da área de descanso, pois este seria mais um dia longo de viagem. No total conduzimos cerca de 500 km e parámos no parque nacional Geikie gorge, perto da cidade Fitzroy crossing. Neste parque fizemos uma caminhada de uma hora e meia e passámos pelas formações rochosas enormes que acompanham o rio Fitzroy. Durante a época das chuvas, entre Outubro e Abril, o caudal é enorme, como se pode ver pela foto abaixo. A parte branca é até onde a água pode chegar na época das chuvas e as rochas no topo têm formato de picos, devido à grande quantidade de chuva. Depois desta pequena visita, fomos até à área de descanso Spring creek, onde passámos a noite.





Dia 260

Nós escolhemos passar a noite nesta área de repouso, pois é estrategicamente localizada à entrada do famoso parque nacional Purnululu, os Bungle bungles. Como não tínhamos um veículo 4WD, decidimos acordar bem cedo e ir para a entrada do parque pedir boleia. Depois de quase 2 horas a tentar e sem sucesso, pois muitas pessoas não tinham espaço ou então não voltavam naquele dia, decidimos continuar caminho em direção a Kununurra. Quando chegámos, fomos até ao parque Celebrity tree, onde almoçámos. Daqui seguimos até ao parque nacional Mirima, para ver as formações rochosas conhecidas como mini Bungles Bungles. Sem dúvida muito bonito e algo que ainda não tínhamos visto antes.  Existe também um miradouro de onde podemos ver a cidade. Depois fomos até outro miradouro para ter uma outra perspetiva da cidade, o Kellys Knob. Antes de sairmos da cidade em direção ao lago Argyle, fomos encher o depósito mais uma vez. Este foi o dia mais quente até ao momento. Para acabar bem o dia, fomos acampar no parque de campismo resort Lake argyle paradise e aproveitar a piscina “infinita” com vista sobre o lago. Este lago apesar de enorme, foi formado devido a barragens. Depois ainda tivemos na conversa algum tempo com um casal holandês.



Dia 261

Este dia foi de viagem, acordámos cedo e fomos até ao miradouro mais próximo do parque de campismo. Depois ainda aproveitámos para dar uns mergulhos na bela piscina com vista privilegiada para o lago. Já prestes a partir, ainda fomos de carro até outro miradouro, com vista para o lago e o rio Ord. Partimos então já por volta das 11h00 em direção á cidade Katherine, já no estado norte da Austrália. Depois de 45 minutos, passámos a fronteira entre estes dois estados e as diferenças já se faziam notar. Na fronteira para o estado oeste, todas as pessoas têm que parar e deixar frutas e legumes que tenham. Felizmente, nós estávamos a passar no outro sentido. A hora muda, adiantou 1:30. A velocidade máxima passou de 110 para 130 km/h. Como já estávamos a conduzir a algum tempo decidimos passar a noite na área de descanso Mathison, que ficava a 100 km de Katherine.

Dia 262

Ainda com alguns quilómetros pela frente até chegar a Katherine, decidimos acordar cedo e aproveitar bem o dia. Fomos então diretos ao centro de informações para saber um pouco mais da zona. Depois de adquirimos a informação que precisávamos e de planearmos os últimos dias na Austrália, fomos então para as piscinas quentes termais de Katherine. A água estava a uma temperatura ideal e límpida, conseguíamos perfeitamente ver as rochas e os peixes através dela. Aqui encontrámos um casal de australianos, que já tínhamos cruzado no parque de campismo em Kunurrura. Eles convidaram-nos para beber um café e conversar, foi ótimo. Depois desta pausa fomos até ao centro cultural e artes Godinymayin yijard rivers. Queríamos ver e perceber mais da cultura e arte aborígene, mas ficámos dececionados quando lá chegámos, não achámos muito interessante. Seguimos então viagem até ao parque nacional Nitmiluk, conhecido pelas 13 gorges que acompanham o rio Katherine. Quando chegámos ao parque estava mesmo muito calor, decidimos então ir só ao miradouro mais próximo, Baruwei. A parte norte da Austrália é conhecida como a casa dos crocodilos, tanto de água salgada, como os freshwater (estuários, lagos…). Ou seja, todos os rios, lagos (mesmo cascatas com acesso a rios ou lagos) e mar podem ter crocodilos. Só podemos ir a banhos depois de bem informados e em sítios estritamente controlados. Depois da visita ao miradouro, decidimos ficar no parque de campismo Katherine gorge, pois no dia seguinte íamos fazer uma caminhada até outras gorges. Passámos o resto do dia na piscina do parque de campismo e a admirar os wallabis e as kokaburras que lá habitavam.


Dia 263

Neste dia acordámos bem cedo e decidimos fazer uma caminhada matinal que durou cerca de 4 horas.  Andámos por entre a butterfly gorge, depois fomos até ao miradouro Jeddas rock e por fim ao miradouro Pat. Chegámos ao parque de campismo já era hora de almoço, decidimos então almoçar e dar um último mergulho na piscina. À tarde, decidimos visitar outra parte do parque nacional, a cascata Edith. Aqui é permitido nadar, mas ainda assim existem inúmeros animais que podem ser perigosos, como 8 espécies de serpentes diferentes, nada que uma pessoa não esteja à espera na Austrália. Ainda assim arriscámos e seguimos até à parte mais alta da cascata, lugar lindo e relaxante. Já na volta ainda passámos por um miradouro, com vista para as cascatas. Decidimos fazer mais alguns quilómetros e passar a noite na área de descanso, Bridge creek.


 

Dia 264

Neste dia o objetivo era conhecer o parque nacional Litchfield. Mas para isso, decidimos voltar atrás alguns quilómetros e fazer a estrada paralela à estrada principal, pois tinha-nos sido recomendada no centro de informações. Nesta estrada encontrámos dezenas de wallabis, que se alimentavam das ervas à beira do caminho. Passámos ainda pela cascata Robin, onde não havia quase ninguém e para lá chegar tínhamos que andar quase um quilómetro no meio da floresta. Já por volta da hora de almoço chegámos então ao parque nacional Litchfield. Começámos por visitar as cascatas Wangi, depois fomos até às cascatas Tolmer e acabámos o dia nas cascatas Florence, as únicas onde é seguro nadar. Fomos então dar uns mergulhos na piscina natural. Como ainda não tínhamos visto tudo o que queríamos no parque e já era tarde, decidimos passar a noite no parque de campismo ao lado das cascatas, que recomendamos e muito.



Dia 265

Acordámos já o sol tinha nascido e fomos até ás piscinas naturais Buley rockhole. Demos uns bons mergulhos e fomos até aos famosos montes de terra feitos pelas térmitas. Nós vimos alguns montes de terra que chegavam até aos impressionantes 4 metros de altura. Depois desta última paragem no parque nacional, fomos até ás piscinas termais Berry springs. Onde aproveitámos para relaxar e nadar nestas águas cristalinas, onde sem máscara de snorkeling se pode ver o chão e os peixes. Já depois de secos e de barriga cheia, fomos então até Darwin. A nossa primeira paragem em Darwin foi no centro de informações. Depois de sabermos onde estacionar a campervan sem pagar, fomos dar uma volta pelo centro da cidade, incluindo a rua comercial Mitchell. Por estes lados já se vêm muitos aborígenes, que se encontram muitas vezes em grupo na rua. Fomos até ao porto de Darwin, onde existe uma praia artificial que é protegida contra os crocodilos e medusas. Seguimos então pelo parque Bicentennial até onde estava estacionada a campervan. Ao final do dia, fomos admirar o pôr-do-sol à praia Mindil, bem acompanhados por uma cerveja fresquinha da Austrália. Esta praia é também muito conhecida pelos mercados de rua que acontecem durante o fim-de-semana. Já depois do pôr-do-sol, fomos passar a noite ao parque de campismo Hidden valley tourist park. Durante a nossa estadia neste parque tivemos a sorte de cruzar um amigável possum, que são muito mais ativos durante a noite.



Dia 266

Este foi o nosso último dia na Austrália, mais ainda queríamos conhecer mais um bocadinho de Darwin. Esta cidade foi praticamente destruída durante a segunda guerra mundial e pelo ciclone Tracy de 1974. Portanto, muito do que se vê é recente e parte da história e dos museus são dedicados a estes dois momentos. Nós decidimos visitar o East point, onde se pode dar um passeio e ter uma vista da cidade. Fomos ainda ao museu e galeria de arte do território do norte. Achámos este museu muito interessante. Depois desta última visita, dirigimo-nos até ao local onde se encontra a companhia Britz, para entregar a campervan. Como aqui não existe Uber tivemos que ir de táxi até ao aeroporto. Mais uma vez, o taxista tentou não cumpri o que estava no taxímetro e queria negociar o preço. Já no aeroporto tivemos que esperar cerca de 6 horas até o voo para Bali, Indonésia. Já chegámos a Bali passava da meia noite. Negociámos um táxi, na zona onde supostamente é oficial, mas os preços estavam inflacionadíssimos. Ainda assim conseguimos a um preço razoável, mas o dobro do normal, 100 IDR. Chegámos ao hotel já eram 2 da manhã e só queríamos uma boa noite de descanso.




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