Flores

Dia 282

Às 07h00 chegámos ao porto de Sape, Sumbawa. É importante referir que estamos nos últimos dias de ramadão, o que significa festejos e feriados. Para nosso espanto quando chegámos ao porto, havia uma reunião enorme de muçulmanos no recinto do porto e estavam todos a rezar. Fomos então perguntar a que horas sairia o ferry até Labuan Bajo e responderam-nos que não sabiam, pois iria depender dos festejos/rezas do dia. Depois começaram por dizer ao meio dia, que rapidamente passou para as 14 horas da tarde. Finalmente ás 15h00 o ferry saiu do porto. Passámos por várias ilhas e assistimos a um belo pôr-do-sol. Por volta das 22h00 chegámos a Labuan Bajo. Fomos até ao hotel que tínhamos reservado, Gardena hotel, condições básicas, mas com uma bela vista para a baía.

Dia 283 

Depois de uma noite bem passada, mesmo com bastante barulho do exterior, fomos tomar o pequeno almoço e pôr roupa a lavar. Depois fomos dar uma volta pela rua principal perto da baía. Fomos a várias agências para ver qual seria o melhor preço para fazer o tour de barco 2 dias/1 noite para ver os dragões de komodo e fazer snorkeling. Escolhemos a agência Komodo Explorer e pagámos 70 000 IDR cada um. À tarde ainda fomos ver a vista sobre a baía do ciao hostel e aproveitámos para atualizar o site.

Dia 284

Neste dia decidimos alugar scooter e conhecer um pouco mais de Labuan Bajo. Fomos até à gruta Batu cermin, onde nas paredes da gruta se encontram fósseis de animais, sendo o mais impressionante o fóssil de uma tartaruga. Depois fomos até ao miradouro Amélia, de onde se pode ver a vista dos dois lados da península. Fomos almoçar ao restaurante perto da praia de waecicu e passámos o resto da tarde a dar uns mergulhos naquelas águas quentes. Já ao final do dia fomos até ao local onde se vendem bilhetes de autocarro, pela agência gunung mas, para Bajawa. Passámos também pelo mercado de peixe perto do porto de Labuan Bajo.

Dia 285

Estávamos muito entusiasmados com o cruzeiro de dois dias que iríamos ter pela frente. Depois de chegarmos ao barco, ainda tivemos de esperar cerca de 1h até ao barco arrancar, um típico atraso asiático. Durante este tempo, estivemos a falar um pouco com o resto dos turistas, todos eles pessoas novas e de várias nacionalidades, Holanda, Irlanda, Islândia, Bangladesh e Indonésia. Depois de quase 2h no barco, a nossa primeira paragem foi a ilha Rinca, que juntamente com a ilha de Padar e Komodo, fazem parte do parque nacional de Komodo. Depois de pagarmos a entrada (245 000 IDR por pessoa) fomos então ver os famosos dragões de komodo. Podemos dizer que são criaturas impressionantes. Claro que não podemos andar sozinhos na ilha, pois estes animais apesar de parecerem muito preguiçosos e lentos, eles são muito rápidos e perigosos. Dois Rangers andaram sempre connosco e explicaram muitas coisas interessantes sobre estes animais intrigantes. Por exemplo, o seu período de gestação é de 9 meses, podem viver até cerca de 60 anos, quando nascem sobem para as árvores para fugirem dos predadores (águias e os próprios dragões). Depois de fazermos uma caminhada pela ilha, parando num miradouro para apreciar a vista, voltámos para o barco onde já tínhamos o almoço à nossa espera. A próxima paragem era a ilha de Komodo, para isso andámos mais 2 horas de barco. Quando chegámos já era quase 15h00. Desta vez já não foi preciso comprar bilhete, mas tivemos de pagar os 2 guias/rangers (80 000 IDR). Não estávamos com muita esperança de ver algum dragão, pois o ranger disse que se víssemos um já tínhamos muita sorte. Depois de andarmos 10 minutos, demos de caras com três dragões, o pai a mãe e o filhote. O pai foi sem dúvida o que mais nos impressionou devido ao seu tamanho, cerca de dois metros e meio e com 25 anos de idade. Quando chegámos perto dele ainda tinha saliva a sair-lhe da boca, com todas as bactérias possíveis e imaginárias. Por curiosidade, este é um dos animais do mundo com mais bactérias na boca, sendo que mordem as vítimas e esperam que elas morram com uma infeção. Também existem vários casos de pessoas locais e até mesmo de turistas, que foram mordidas e algumas delas acabaram por falecer. Pouco depois de ali estarmos, ele deitou-se e ficou ali a pousar para as fotos. Enquanto apreciávamos este belo animal, apareceram mais dois, um deles para beber água. Depois de meia hora a apreciar estes animais e a tirar muitas fotografias, seguimos caminho. Até ao fim do percurso por entre a ilha, ainda vimos mais uns quantos. Tivemos sem dúvida muita sorte, porque vimos 7 dragões de Komodo, até o Ranger estava espantado. Voltámos então ao barco para irmos até à praia Pink. Apesar de já não faltar muito para o pôr-do-sol, ainda fomos fazer um pouco de snorkeling, onde vimos o peixe “nemo” e vários corais coloridos. Depois ainda fizemos uma última viagem de barco de cerca de 1h até finalmente chegarmos à baía na ilha de Padar, onde iríamos passar a noite. Com o mar um pouco agitado, esta hora pareceu uma eternidade. Mal chegámos, já tínhamos o jantar praticamente pronto. Jantámos um belo caril de peixe com legumes, bebemos cerveja, conversámos e jogámos às cartas.

Dia 286

Pouco passava das 05h30 e já tínhamos saído do barco e iniciado a caminhada até ao miradouro na ilha de Padar. Ainda meio a dormir lá fizemos esta subida para vermos o nascer do sol. Sem dúvida uma vista magnífica, onde se pode ver do topo do monte as três praias, uma com a areia de cor preta, outra de areia branca e outra de areia de tons cor de rosa. Com os olhos postos no nascer do sol, podemos ver ao fundo as outras ilhas. Depois deste belo nascer do sol e de tirarmos dezenas de fotografias, descemos para ao barco para tomarmos o pequeno almoço. Já de barriga cheia, fomos de barco até à Manta Point. Esta zona é conhecida por ser possível ver e nadar com mantas. Depois de algumas voltas no barco, assim que o nosso guia as viu, nós saltámos imediatamente para a água e podemos ver e nadar com quatro mantas. Continuámos dentro de água ao sabor da corrente e avistámos uma tartaruga no meio dos corais. Voltámos então para o barco e andámos mais um pouco para avistar outras mantas. Ao sinal do guia, entrámos outra vez dentro de água e vimos mais umas quantas. Sem dúvida que tivemos sorte, pois vimos várias e bem de perto. O nosso guia Sakasabi foi muito simpático e parou o barco num sítio que não estava incluído no pacote, na batu bulong, porque para ele é um dos melhores locais para fazer snorkeling e mergulho. Quando mergulhámos parecia que estávamos dentro de um grande aquário, cheio de peixes de muitas espécies à nossa volta. Para não falar dos corais que também eram muito bonitos e coloridos.  Durante toda a nossa viagem, este foi sem dúvida um dos sítios que mais gostámos. Daqui fomos para a nossa última paragem, a ilha Kanawa. Quando chegámos, fomos logo almoçar um belo peixe que estava muito saboroso. A seguir ao almoço fomos fazer um pouco de snorkeling. Apesar dos corais não serem os mais espetaculares que já vimos, desta vez o João também viu o “Nemo” escondido no meio de um coral mole. Uma coisa que também gostámos muito, foi de ver as imensas estrelas do mar, muito diferentes do que já vimos. No final destes dois dias, estávamos muito contentes, porque além de ter sido muito completo, vimos muitos animais, conhecemos muitas pessoas e a tripulação do barco foi cindo estrelas. Ainda antes de chegarmos a Labuan Bajo tivemos a sorte de ver golfinhos a nadarem mesmo perto do barco. Esta foi sem dúvida a cereja no topo do bolo. Depois de chegarmos a terra e de nos termos despedido, fomos diretos ao hotel Gardena para tomar um belo banho e descansar. O nosso amigo Antony, natural da Indonésia, que conhecemos no barco, ficou no mesmo hotel que nós. Mais tarde, fomos juntos beber um café e ver o pôr-do-sol ao Paradise bar. Para jantar, decidimos ir até à zona do mercado de peixe, onde se pode comer peixe e frutos do mar frescos, grelhados ou fritos na hora. Foi sem dúvida uma bela refeição de peixe grelhado que nós tivemos. Depois do jantar, o Shihab veio ter connosco e fomos beber umas cervejas e falar, com vista para o porto de Labuan Bajo. Como todos tínhamos de acordar cedo no dia a seguir, por volta das 21h30 despedimo-nos e fomos para o nosso hotel.

Dia 287

Neste dia acordámos bem cedo, pois tínhamos um autocarro para apanhar em direção a Bajawa. Às 07h00 da manhã, já o condutor nos estava a chamar para embarcarmos. O preço do bilhete foi de 200 000 IDR cada um. Demorámos cerca de 4 horas até Ruteng, onde parámos cerca de 3 horas para apanhar o outro autocarro e aproveitámos para almoçar. O almoço estava mesmo muito bom, foi o típico arroz frito com frango. A viagem foi cheia de curvas e contracurvas, altos e baixos, onde passámos por zonas onde fazia sol, outras chovia, muitos campos de arroz e vegetação. Chegámos a Bajawa, por volta das 18 horas. O motorista deixou-nos no terminal rodoviário, a cerca de 2 quilómetros da guesthouse onde iríamos ficar. Como é óbvio não ficámos muito contentes com a situação, pois ele deveria nos ter deixado onde tínhamos pedido, como tinha feito com os outros passageiros. Quando saímos do autocarro, já lá estavam dois homens com duas scooters e ofereceram-se para nos levar até à guesthouse Marselino, por 10 000 IDR cada scooter. Lá fomos nós, pois ainda era longe e já estava de noite. Já no quarto onde iríamos ficar, instalámo-nos e tomámos uma espécie de duche, pois a água era gelada e em Bajawa não fazia calor. Ainda fomos até ao restaurante mais próximo para assistir ao jogo de futebol, Portugal vs Marrocos. Foi o primeiro jogo que vimos do mundial de futebol e ficámos muito contentes especialmente pelo resultado, 1-0 para os campeões europeus.

Dia 288

Como a Carina estava um pouco constipada, não tínhamos decidido ainda o que fazer durante este dia. Depois do pequeno almoço, ela começou a sentir-se um pouco melhor. Decidimos então alugar uma mota (100 000 IDR) e dar uma volta até às aldeias tradicionais, que ficam perto de Bajawa. Todas elas têm uma particularidade em comum, ficam na base do vulcão Inerie. Começámos por visitar a mais conhecida, a vila Bena. Para entrar nesta vila, tem de se pagar entrada, 25 000 IDR cada pessoa. Depois de entrar, ao fundo podíamos ver os miúdos a jogar à bola, enquanto as mulheres faziam os típicos sarongs. Até uma viatura da polícia estava lá, com os policias a tirarem fotografias. Todas as casas têm o mesmo formato e algumas delas têm ornamentos no telhado. A seguir passámos por uma outra vila, que era mesmo ao lado da anterior, a Luba. Uns km depois, chegámos à vila Gurusina. Aqui já não é preciso pagar entrada, mas tem de se dar uma pequena doação. Todas estas aldeias são muito idênticas. A senhora que estava à entrada disse-nos que numa aldeia um pouco mais acima, estava a decorrer uma celebração devido à construção de uma casa. Nós decidimos então ir dar uma vista de olhos. O caminho até lá chegar, por si já era uma aventura, pois além de ser bem a subir, o pavimento era horrível. Ao mesmo tempo que nós chegámos, também chegou um casal polaco, o Marcin e a Kaska. Fomos sem dúvida muito bem-recebidos pelos locais. Como era um dia de celebração, para entrar no recinto tínhamos de vestir um sarong. Quando entrámos, convidaram-nos logo para bebermos chá/café e comer batata doce frita. Enquanto estávamos ali sentados, chegou um casal da Eslováquia, o Gábor e a Michaela. Depois ficámos ali a assistir um bocado das celebrações até que uma senhora se lembrou de convidar a Carina e a Kaska para elas vestirem roupa típica e irem dançar com elas. Foi sem dúvida uma experiência única para elas poderem fazer parte desta celebração. Eu e o Marcin ficámos a tirar fotografias e a filmar. Mais tarde a Michaela também se juntou às danças. Apesar desta ser uma aldeia cristã, durante uma celebração destas existem sempre sacrifícios de animais. A maior parte deles iria ser só no dia seguinte, mas mesmo assim neste dia mataram 3 porcos. Não vamos explicar como foi a matança, mas podemos dizer que é um pouco “violento”. Depois de mais de 3 horas na aldeia, decidimos ir embora e o casal polaco também. Quando íamos entregar os sarongs à pessoa que nos tinha emprestado, pediu-nos 200 000 IDR pelos 4. Nós pensámos que só podia estar a gozar e depois de alguma conversa pagámos 100 000 IDR. Situações destas são um pouco aborrecidas, mas nestes países podem acontecer. Ficámos um pouco tristes, pois por um lado tínhamos gostado bastante da experiência, mas uma pessoa consegue estragar um pouco o momento. Depois da longa e difícil descida de mota, resolvemos parar à entrada da aldeia de Gurusina para falar um pouco e trocar contactos com o casal polaco. Eles estão a viajar à cerca de dois anos e de bicicleta!! Nós ficámos muito espantados, pois apesar de já termos conhecido mais pessoas a fazerem o mesmo, isto é sem dúvida um grande desafio. O nosso plano inicial era ir até uma hot spring a seguir às visitas das vilas tradicionais, mas como acabou tarde, decidimos voltar para Bajawa e assim despedimo-nos deles. O outro casal que conhecemos na vila e que com quem também trocámos contacto, o Gábor e a Michaela, estão a viajar como nós, de mochila às costas. Como eles estavam hospedados em Bajawa combinámos dizer alguma coisa para jantar. Mais tarde para a jantar, fomos ao mesmo sítio do dia anterior e eles foram lá ter e ficámos a falar maioritariamente sobre viagens até bem tarde.

Dia 289

Mais uma longa viagem tínhamos nós pela frente. Desta vez o nosso destino era Moni. Optámos por ir num autocarro público, pelo qual pagámos 120 000 IDR cada um. Depois de tomarmos o pequeno almoço, às 07h00 já estávamos a arrancar de Bajawa. Como é habitual, ainda não tínhamos andado 5 km e já o motorista tinha parado o autocarro. Até galinhas iam dentro do autocarro, para não falar do excesso de passageiros que é uma constante habitual em todos os transportes públicos. Chegámos a Ende por volta das 12h30 e o motorista parou num restaurante bem local para almoçarmos. A refeição foi mesmo muito barata, só pagamos 32 000 IDR no total. Chegámos a Moni por volta das 14h00 e como não tínhamos marcado nenhum alojamento, tínhamos de ir à procura de um. Mal saímos do autocarro, já tínhamos um local a perguntar se precisávamos de alojamento. Depois de irmos ver o quarto, decidimos ficar com ele para as próximas 2 noites. Por noite pagámos 200 000 IDR e tínhamos direito a água quente. O resto da tarde, foi para descansar. Já depois do pôr do sol, decidimos ir tentar alugar uma mota para o dia seguinte, o que foi uma tarefa praticamente impossível. Perguntámos em vários lados e já não tinham, apenas uma pessoa nos ia alugar, mas as luzes não estavam a funcionar e como íamos andar de noite, decidimos não ficar com ela. Como não conseguíamos arranjar mota, a única opção que nos restou foi partilhar um carro com outro casal para subir até ao vulcão Kelimuto para vermos o nascer do sol. Cada casal teve de pagar 150 000 IDR, o que foi um pouco caro, mas não havendo outra hipótese, não tivemos escolha. Para jantar, optámos por ficar no restaurante mesmo não lado nosso quarto, onde estava a jantar o casal que ia connosco no dia seguinte. Eles, são um casal que estava em lua de mel e que vinham da Hungria, mais propriamente de Budapeste, uma das nossas cidades favoritas. Depois de um belo jantar (jantámos um belo Garo-Gado) e de muita conversa foi hora de ir dormir porque no dia seguinte tínhamos de acordar bem cedo, por volta das 04h00.

Dia 290

Apesar de estarmos a dormir em pé, mal abrimos a porta do quarto ficámos muito contentes pois o céu estava estrelado, não havendo nenhuma nuvem no céu. Como combinado, às 04h30 já estávamos no carro a caminho do topo do vulcão. Depois de passarmos a bilheteria, (150 000 IDR por pessoa, caso fosse no domingo seria 225 000 IDR) pouco tempo demorámos até ao estacionamento. Daí, seguimos o resto do caminho a pé até o miradouro para ver o nascer do sol. Este vulcão tem a particularidade de ter três lagos e de a sua cor variar consoante os gases que se expelem do seu interior. Desta vez dois lagos tinham a cor azul turquesa/esverdeada e o outro mais escuro. Do miradouro tínhamos uma vista privilegiada sobre uma das crateras do vulcão. Não havia nenhuma nuvem nem nevoeiro sobre o vulcão. O nascer do sol foi mesmo um momento mágico, com todas as cores a iluminarem o vulcão. Depois de apreciarmos e de tirarmos várias fotografias, iniciámos então a nossa caminhada até Moni. Mal começámos, vimos logo vários macacos muito curiosos e nada agressivos, pois não estão habituados aos turistas. Continuámos então até à vila tradicional Pemo. Pelo caminho passámos por algumas pessoas locais muito simpáticas, sempre com um sorriso na cara. A paisagem, simplesmente lindíssima com vários campos de arroz e muitos campos agrícolas na encosta do vulcão. Passámos por Pemo, onde vimos várias casas típicas e seguimos caminho para a hot spring já perto de Moni. Mais à frente parámos um pouco para comer umas bolachas. Enquanto estávamos sentados a comer, um senhor local já com alguma idade, parou também para nos cumprimentar e claro perguntar de onde nós éramos. Para chegar à hot spring, tivemos ainda de fazer um desvio e andar alguns km na estrada principal, que se encontrava em obras, não sendo este caminho tão bonito e interessante. Ao contrário do que pensávamos, a hot spring não era muito grande, mas sem dúvida que soube muito bem aquele momento dentro de água para relaxar os músculos e os pés ? muitos locais utilizam as hot springs para tomarem banho e também para lavarem as suas roupas. A paisagem em redor é magnífica, com muitos campos de arroz. Como ainda faltavam cerca de 4 km até Moni e já estávamos a ficar com muita fome, pois já era 13h00 e a única coisa que tínhamos comido neste dia era bolachas, resolvemos continuar. Já em Moni, foi só tempo de irmos tomar um banho e fomos os 4 almoçar ao restaurante Chenty. Depois de almoço foi altura de despedidas, pois eles seguiam para Ende. Nós decidimos ir descansar um bocado, porque este dia já estava a ser bem longo. Para jantar fomos até um restaurante que tinha WiFi, mas depressa nos apercebemos que funcionava muito mal. Altura de ir dormir porque no dia seguinte tínhamos mais uma viagem pela frente até Maumere.

Dia 291

Depois de tomarmos o pequeno almoço, arrumámos as nossas coisas e esperámos pelo autocarro. Como íamos fazer a viagem num autocarro público, nunca se sabe bem quando vai chegar. Falámos com alguns locais que estavam no restaurante e eles disseram para esperarmos ali sentados. Quando veio o autocarro, eles gritaram para ele parar e nós entrámos. Pela viagem, pagámos 100 000 IDR cada um. Após quase 5 horas de viagem e com algumas paragens pelo meio, lá chegámos ao alojamento, a Lena House. Este alojamento, fica a cerca de 30 km do centro de Maumere. Quando chegámos ainda não tínhamos a certeza se tinham um bungalow para nós ou não, mas felizmente tudo correu bem e podemos ficar com um mesmo em frente ao mar. Já com tudo arrumado no quarto, fomos para a praia fazer um pouco de snorkeling. Mais tarde quando regressávamos para o bungalow para tomar banho, encontrámos um casal que já tínhamos visto em Bajawa, a Conny e o Daniel. Mais tarde jantámos com eles e começámos a jogar cartas ?.

Dia 292

No dia anterior tínhamos combinado com o casal alemão ir fazer um tour de barco pelas ilhas aqui na zona. Infelizmente quando perguntámos no alojamento se seria possível, já não dava, pois, os barcos já não estavam disponíveis. Conclusão devíamos ter reservado no dia anterior. Reservámos logo para o dia a seguir. Da parte da manhã ficámos basicamente a falar de viagens, fotografia e muitas outras coisas. Nem chegámos a sair da zona do restaurante ?. Depois do almoço fomos então fazer um pouco de snorkeling e aproveitar a água quente ? tempo de relaxar, jogar cartas e jantar.

Dia 293

Por volta das 08h00 já estávamos a tomar o pequeno almoço para irmos iniciar o nosso passeio de barco. Como éramos 6 pessoas, o tour de barco ficou a 90 000 IDR por pessoa. Como íamos passar o dia todo fora, as pessoas do nosso alojamento prepararam nos uma lancheira com o nosso almoço ?. Após quase 45 min de barco, parámos para o nosso primeiro snorkeling do dia. Nesta zona não existiam muitos corais e nem muitos peixes. A seguir parámos já perto da Ilha Babi e aí sim, os corais eram bem maiores e mais bonitos, até vimos reef sharks e vários peixes. Mesmo assim e tendo em conta os sítios onde já fizemos snorkeling anteriormente este não foi dos mais espetaculares. Depois para almoçar, parámos na ilha Babi. Basicamente estávamos só nós e umas cabras ??. A seguir ao almoço, voltámos para o barco e já de volta ao alojamento, ainda parámos em mais um sítio para fazer snorkeling. Em relação a este tour, podemos dizer que tendo em conta o que pagámos, valeu a pena, mas os corais e a vida marinha não foram os mais espetaculares. Nada melhor que acabar o dia a beber uma bela cerveja Bintang e a comer uns amendoins fritos ?. Depois foi tempo de tomar um belo banho e relaxar no bungalow, a desfrutar da vista para o mar. A seguir ao jantar “tivemos” de jogar mais cartas e ver os vídeos que o Daniel fez com o drone. Tempo de ir dormir com o barulho das ondas.

Dia 294

Como não tínhamos conseguido alugar mota para irmos até ao vulcão Egon, decidimos aproveitar este dia para fazer rigorosamente nada ?. Ainda tomámos o pequeno almoço com a Conny e o Daniel, pois eles iam para Bali. O resto do dia resume-se a apanhar sol, fazer snorkeling e relaxar. Ainda conhecemos um casal de espanhóis muito simpáticos, o Andrés e a Carmen, que nos deram muito boas dicas sobre Singapura.

Dia 295

Como tínhamos o voo de regresso para Bali às 08h30, tivemos de acordar bem cedo. Ainda deu para vermos o nascer do sol e despedirmo-nos da nossa bela cabana junto à praia. Decidimos ir de táxi para o aeroporto. Apesar de não ser a solução mais econômica (150 000 IDR), foi a mais segura, pois com o transporte público nunca se sabe a que horas se chega. Já em Bali, seguimos diretos para o hotel que ficava a cerca de 15 minutos a pé. Escolhemos um hotel perto do aeroporto, porque no dia a seguir tínhamos voo para Singapura às 09h00. Como não tínhamos comido grande coisa, mal chegámos fomos logo almoçar. Esta zona onde ficámos em nada tem a haver com a anterior em Maumere, o contraste é enorme. Do outro lado estávamos só com locais e com um bungalow em frente da praia, enquanto aqui só se vê hotéis por todo o lado, cheio de restaurantes e bares só com turistas. Depois de irmos almoçar, voltámos para o hotel e trabalhámos um pouco no website. Estava previsto irmos jantar com a Conny e o Daniel, mas por causa do imenso trânsito eles não vieram ter connosco, caso contrário estariam 2h no trânsito. Decidimos então ir jantar ao restaurante Johnny Tacos, que tinha comida deliciosa. Depois fomos gastar o resto do dinheiro em cerveja e alguns snacks ?.

Dia 296

O dia da grande aventura até ao momento. Ainda antes de nos deitarmos no dia anterior, já tínhamos recebido uma SMS da companhia aérea, a AirAsia, a dizer que o nosso voo tinha sido reagendado para as 11h55. Quando acordámos recebemos outra SMS a dizer que o voo afinal tinha sido cancelado. A razão disto tudo se deve ao facto do vulcão Agung ter entrado em erupção às 01h00 da manhã. Sem sabermos bem o que fazer, tentámos pensar em soluções, pois a validade do nosso visto acabava neste dia. Depois do pequeno almoço, fomos para o aeroporto tentar arranjar uma solução com o serviço de apoio ao cliente da AirAsia. Depois de quase 5h na fila, a única solução que nos arranjaram foi colocar-nos num voo para Singapura na próxima segunda feira dia 2 de julho, ou seja, 3 dias depois. A questão é que além de já termos pago o hotel em Singapura, também tínhamos um voo para África do Sul no dia 3 de julho à noite e que não podíamos perder. Sem saber bem se o vulcão iria entrar outra vez em erupção e depois perdermos tudo, decidimos arriscar e apanhar um autocarro gratuito desde o aeroporto em Bali até ao aeroporto de Surabaya na ilha de Java e daí apanharmos um voo para Singapura, com escala em Jakarta. É claro que o voo de Surabaya até Singapura tivemos de ser nós a pagar, pois era numa companhia aérea diferente, a Garuda Indonesia. Por outro lado, iríamos ser reembolsados do voo da AirAsia. Em relação ao visto, os serviços de imigração, disseram-nos que não havia problema, mas isto depois de muito muita conversa. Primeiro queriam que nós pagássemos 300 000 IDR (cada um de nós) para fazer a extensão do visto por um dia ou então tínhamos de ir aos serviços de imigração no meio da cidade para ser gratuito. Enfim, 5 ou 6 pessoas a trabalhar e nenhum sabia bem o que fazer, até que depois de algumas chamadas, disseram que não havia problema nos serviços de imigração do aeroporto de Surabaya. O resto do dia foi passado no autocarro a caminho de Surabaya.

Dia 297

Depois de uma noite dormida no autocarro, coisa que não estava nos nossos planos iniciais, chegámos ao aeroporto de Surabaya por volta das 8h30. A viagem durou praticamente 16h e mal chegámos fomos logo levantar dinheiro e tomar um belo pequeno almoço. O nosso voo para Singapura, ou melhor, para Jakarta e depois para Singapura só partia às 18h00, por isso tínhamos muito tempo pela frente. Depois de chegarmos a Jakarta, foi tempo de correr um pouco para passar os serviços de imigração e apanhar o próximo voo. Aqui tivemos de explicar tudo outra vez e ao fim de alguma conversa lá nos deixaram passar sem problemas. Chegámos a Singapura por volta das 00h00. Depois de passarmos os serviços de imigração e apanhar as nossas malas, seguimos para o nosso alojamento. Devido à hora que chegámos, já não era possível apanhar o metro, pelo que decidimos apanhar um shuttle (9 S$ cada um) que era a solução mais econômica a seguir ao metro (cerca de 2 S$ cada um). Chegámos ao alojamento 15 minutos depois das 2h00 da manhã, ou seja, mesmo a tempo de vermos o jogo de Portugal contra o Uruguai apesar de estarmos bastante cansados. Infelizmente o resultado não foi o melhor para nós. Tempo de ir dormir porque no dia seguinte tínhamos uma nova cidade para explorar.

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