Vilanculos

Dia 376

Mais uma longa viagem tínhamos nós pela frente, desta vez até Vilanculos. Acordámos por volta das 6h00 para ter tempo de arrumar as coisas. Às 7h00 já estávamos a apanhar o autocarro público até Inhambane, pelo qual pagámos 12 MTS. Chegámos à cidade às 8h00. Pedimos ao motorista para nos deixar na paragem mais próxima do porto. Depois andámos até ao porto para apanhar um barco até Maxixe, pelo qual pagámos 15 MTS para cada um mais 10 por cada mala, ou seja, no total cada um de nós pagou 25 MTS. Chegámos a Maxixe por volta das 9h00 da manhã. Começámos logo à procura de um autocarro (pensávamos nós) mas na realidade tivemos de apanhar um “chapa”. Para este trajeto (bem grande), pagámos 400 meticais e já foi caro, mas mesmo assim no início queriam 500 meticais. A conclusão é, quase sempre nos vão pedir mais dinheiro do que na realidade custa, por isso, temos sempre de tentar baixar um pouco o preço. Chegámos a Vilanculos por volta das 14h30. Depois, como era domingo não havia muitos “chapas” e por isso tivemos de apanhar uma “chopela” pelo qual pagámos 150 meticais até à casa da nossa amiga Joczabet. Quem cá estava à nossa espera não era ela, pois ela estava Maputo, mas sim a Adélia (a sua empregada) e a sua filha. Depois de arrumarmos as nossas coisas, decidimos ir um pouco à praia. Gostamos muito da casa, pode-se dizer que estamos mesmo numa casa de praia hehe. Para jantar, decidimos fazer alguma coisa rápida, pois ainda não tínhamos ido às compras.

Dia 377

Depois da primeira noite bem dormida, fomos tomar o pequeno almoço e ir um pouco até à praia. Ainda antes do almoço, decidimos ir ao supermercado fazer algumas compras. No caminho aproveitámos também para passar por uma agência para ver dos passeios de barco até à ilha do Bazaruto. Quando voltámos desta longa caminhada, fomos mais um pouco até à praia.  De volta a casa, fomos trabalhar mais um pouco para o website e continuar a programar a nossa próxima aventura. Para o jantar a Carina cozinhou um belo vorse (espécie de salsicha) acompanhado de arroz, que estava muito bom. Como a Joczabet tem muitos DVD’s em sua casa, aproveitámos para ver um.

Dia 378

Como acordámos cedo, a seguir ao pequeno almoço, fomos andar para o lado esquerda da praia até uma zona de rochas. Depois de já estarmos um pouco cansados, nada melhor que um belo mergulho nestas águas claras. Voltámos para trás e parámos numa zona onde estavam alguns pescadores locais a chegar com a sua pescaria. Este sítio também é muito engraçado, pois tem uma árvore mesmo junto à água. Como já estava na hora de almoço, voltámos a casa para almoçar. Bebemos um café e descansámos um pouco. Depois mais uma vez, voltámos para a praia, mas não andámos muito.


Dia 379

Mais um dia para aproveitar a praia de Vilanculos, para descansar e planear a nossas próximas viagens. Aproveitámos também para ir visitar a loja Machilla Magic, que fica mesmo ao lado de onde estávamos e onde se podem encontrar trabalhos manuais feitos nas comunidades locais de Vilanculos. Muito bonito, vale mesmo a pena uma visita. Mais tarde, entrámos em contacto com uma empresa para fazermos um passeio de barco até à ilha do Bazaruto.



Dia 380

Não há muito a acrescentar neste dia, fizemos mais do mesmo 😊. Como gostamos muito de passear pela praia, foi mesmo isso que fizemos. Para o almoço e o jantar, mais uma vez fizemos o comer em casa.

Dia 381

Desde que chegámos a Vilanculos, estávamos à espera deste dia, fazer um passeio de barco até às ilhas Bazaruto e Benguerra. Às 8h30, já estávamos na praia à espera do barco e não podíamos estar mais contentes, pois o tempo estava perfeito, melhor era mesmo impossível. Este era sem dúvida o melhor dia de toda a semana. Além de nós, no barco também iam mais dois casais, um francês e outro belga. Como estava maré baixa, a nossa primeira paragem foi na zona de corais para fazer snorkeling. Durante a viagem ainda podemos ver uns golfinhos. Durante o snorkeling, vimos peixes e corais muito giros. De salientar que todos os barcos que lá estavam, nenhum lançou a âncora para a água para não partir nenhum coral e todos eles possuem motores de última geração, ao contrário do que acontece em muitos países do sudeste asiático. Quando acabámos, fomos então para a famosa ilha do Bazaruto. Enquanto preparavam o almoço para nós, podemos subir até ao topo da duna e apreciar a vista. Muito, muito bonito. A duna em si é bastante alta e de lá podemos ver todos os lençóis de água em redor. Ficámos deslumbrados pois nunca tínhamos visto nada assim. Nesta praia também podemos ver as lindas conchas pansy. Depois de quase 1h30 a passear pelas dunas, voltámos para a zona onde já tinham montado a tenta para almoçarmos. Nada melhor que dar um mergulho antes do almoço, nestas águas cristalinas. O almoço estava muito bom. Comemos peixe, puré de batata, salada, pão e laranja. Depois do almoço, fomos ver se tínhamos a sorte de ver Dugong, conhecido como vaca do mar, mas apesar do esforço dos membros da tripulação não conseguimos ver nenhum. Mas conseguimos ver uma tartaruga, quando veio ao cimo da água para respirar. Seguimos então para a nossa próxima paragem, a ilha Benguerra. Nesta ilha a paragem foi só de 30 minutos. Mais uma ilha paradisíaca com areia branca e águas cristalinas. Depois de um pequeno passeio voltámos para o barco e partimos de volta a Vilanculos. Foi sem dúvida um dia muito bem passado, pois as ilhas são lindíssimas, foi pena foi não termos visto um Dugong.







Dia 382

Além de termos de arrumar as nossas malas, também tínhamos de preparar algumas coisas para a nossa próxima viagem. De manhã e depois de almoço fomos um pouco até à praia. Por volta das 15h00, saímos da praia pois tínhamos de ir ao centro de Vilanculos comprar os bilhetes de autocarro para o dia seguinte. Para lá chegar, apanhámos um “chapa”, que são um pouco diferentes dos outros que estamos acostumados. Apesar de também existirem as “Toyota Hiace”, aqui usa-se bastante as chamadas “Pickup”, carrinhas de caixa aberta. Bem, lá chegámos ao centro e fomos ver onde se podia comprar os bilhetes. Ao contrário do que esperávamos, não existe nenhum terminal rodoviário, basicamente os autocarros chegam e param na rua. Para comprar os bilhetes temos de esperar que o autocarro chegue e só depois podemos comprar ao cobrador. Existem três companhias que fazem o trajeto Maputo – Vilanculos e o preço do bilhete é de 1000 MZN por pessoa. O preço da bagagem já depende da capacidade de negociação de cada pessoa 🤣🤣 nós conseguimos por 250 MZN cada mochila. Combinámos com o casal francês, que tínhamos conhecido no dia anterior, beber um copo depois de jantar, por volta das 19h00. Tivemos mesmo de nos despachar, pois já eram 18h00 e ainda não tínhamos chegado a casa. Só tivemos tempo de comprar umas cervejas e ir. Quando eles chegaram, foi galhofa até tarde. Eles são um casal supersimpático, da zona de Marselha. Foi um prazer os ter conhecido e termos passado um belo serão juntos. No dia seguinte, tínhamos que apanhar o autocarro às 5h00 e como não tínhamos acabado de arrumar a mala, às 3h00 já era hora de acordar.

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