Namibia

Dia 394

Este foi mais um dia de uma longa viagem. Levantámo-nos bem cedo, pois o nosso objetivo era passar a fronteira para a Namíbia e acamparmos no parque de campismo Popa Falls. Mas a nossa primeira paragem, foi no jardim do posto de polícia de Kasane, para ver a antiga prisão feita dentro de uma árvore baobab. Depois disso, passámos pela estrada que passa dentro do parque nacional Chobe, pois não existe outra alternativa e ainda bem. À beira desta estrada podemos ver muitas zebras, girafas, impalas e o antílope rare sable. Passámos a fronteira com bastante facilidade e às 10:00 já estávamos a continuar viagem na Namíbia. A estrada até ao parque de campismo foi mesmo muito monótona, com nada de interessante para ver, apenas cabras, burros e vacas, que insistiam em passar a estrada na altura em que também estávamos a passar. Chegámos ao parque de campismo por volta das 15h00. Ainda nos podemos refrescar com um mergulho na piscina e dar um pequeno passeio para ver o rio Okavango. À noite, um grupo de pessoas locais foi dançar e cantar perto do restaurante do parque de campismo.




Dia 395

Mais um dia de viagem, desta vez tivemos que percorrer mais de 600 km. Tínhamos com objetivo chegar ao parque de campismo Namutoni, dentro do parque nacional Etosha. Levantámo-nos cedo e por volta das 9:00 já estávamos na cidade Rundu. Parámos nesta cidade para levantar dinheiro, abastecer o carro, comprar um cartão sim e comprar alguma comida para os próximos dias. Chegámos ao parque nacional Etosha às 14h30. Depois de nos inscrevermos à entrada e pagar o dia que iríamos passar no parque, fomos então até ao parque de campismo. A entrada de um dia (24h) no parque nacional é de 80 NAR por pessoa, mais 10 NAR por carro. Mesmo antes de chegar ao parque de campismo vimos várias girafas e zebras. Quando chegámos instalámo-nos e fomos dar um mergulho à piscina. Ao final da tarde, fomos até ao lago que está no parque de campismo e vimos alguns elefantes.

Dia 396

Depois da primeira noite dormida dentro do Parque Nacional Etosha, foi tempo de acordar bem cedo e começar a visitar o parque. De todos os waterholes (lagos) que visitámos na zona de Namutoni, os que mais gostámos foram: Tsumcor, Groot Okevi, Klein Okevi, Koinachas e Chudop. Conseguimos ver muitas girafas a fazerem posições acrobáticas para beberem água, muitos zebras, springbock, black-faced impala, kudu e a ave kori bustard. Antes de sairmos do parque ainda fomos fazer o dik-dik drive para tentar ver, como o nome indica o dik-dik, mas não conseguimos ver nenhum, apenas algumas zebras. Esta noite, fomos dormir fora do parque, porque não conseguimos arranjar lugar no parque de campismo de Namutoni. Passámos a noite na reserva de Onguma, que fica mesmo na entrada do Parque Nacional Etosha e que também tem um waterhole. Gostámos imenso deste parque de campismo, pois além de cada espaço ter uma casa de banho, a piscina também era muito agradável e ainda conseguimos ver dois dik-dik.


Dia 397

Após uma boa noite de sono, por volta das 06h30 já estávamos acordados. Enquanto tomávamos o pequeno almoço, voltámos a ver os dois dik-dik no mesmo sítio do dia anterior. Depois de nos despacharmos, fomos logo para a entrada Von Lindquist para continuarmos a nossa visita. Começámos pelo waterhole Kalkheuwel, onde vimos imensos animais. Um leão, elefantes, kudus, eland, black-faced impalas, zebras, oryx e avestruzes com bebés. Depois de uma hora a observar estes animais, seguimos caminho para outros waterholes: Ngobib, Okerfontein, Springbockfontein e Batia. Fizemos uma paragem para comer e fomos para o waterhole Goas. Foi aqui que conseguimos admirar um leopardo que estava a descansar numa árvore e ainda conhecemos uma fotógrafa espanhola, a Montse. Ela indicou-nos o waterhole Salvadora, onde supostamente estaria uma família de leões. A caminho, conseguimos ver vários red hartebeest e algumas steenbok. Quando chegámos ao waterhole Salvadora, os leões não estavam lá. Conduzimos um pouco mais para a frente e conseguimos ver dois leões bebés a beberem água e o resto da família, dois leões e duas leoas perto do waterhole Charitsaub. Já perto do pôr do sol e como ainda não tínhamos feito o check-in, dirigimo-nos para o parque de campismo Halali. De qualquer forma, só se pode andar dentro do parque desde o nascer do sol até ao pôr do sol. Depois de instalados e de jantarmos, fomos até ao waterhole Moringa, que se encontra dentro do parque de campismo. Gostámos muito, pois conseguimos ver rinocerontes, duas famílias de elefantes muito numerosas, hienas, jackal e coelhos selvagens (scurb hare). Depois de vermos estes animais todos, já fomos dormir bem tarde.


Dia 398

Antes de sairmos do parque para continuar o nosso passeio, vimos dois honey badger. Quando o João se preparava para tirar uma foto, eles ficaram bastante agitados e com vontade de lhe morder. Às 6h30, que é quando as portas dentro do parque nacional abrem, já estávamos prontos para começar mais um dia de descoberta. Partimos diretamente para o waterhole Charitsaub, para ver a família de leões. Também percorremos o caminho até ao waterhole Homob, porque supostamente nesta área tinham sido encontradas algumas chetas, mas não vimos nada.  Vimos mais uma leoa a beber água perto do waterhole Sueda. No caminho ainda vimos uma hiena. Decidimos voltar para perto do parque de campismo Halali, para fazer a estrada do Rino, onde conseguimos ver dois rinocerontes. Depois, ainda fomos até ao waterhole Goas, na esperança de ver mais uma vez o leopardo, mas sem sucesso. Seguimos até ao lindo waterhole Nuamses, mas não vimos muitos animais. No caminho para o parque de campismo Okaukuejo, passámos mais uma vez para ver a família de leões e desta vez conseguimos vê-los todos juntos e a 1 metro do nosso carro, foi um momento especial e indescritível. Seguimos então caminho até ao waterhole Nebrowni, que para nossa surpresa também tinha mais uma família de leões, desta vez cerca de 7 leoas e um leão. Como ainda não tínhamos noite reservada no parque de campismo Okaukuejo, decidimos ir para lá e tentar a nossa sorte. Depois de muito puxar pela cabeça, lá conseguimos encontrar uma solução e ficámos a partilhar o espaço com um casal alemão muito simpático. Depois de tudo isto resolvido, fomos mais uma vez até ao waterhole Nebrowni, para ver alguma ação. Quando chegámos, o leão e as leoas estavam reunidos e tiveram uma desavença entre eles. Voltámos então para o parque de campismo e durante o jantar tivemos a conversar com o casal alemão. Durante os nossos dias pelo parque, vimos várias aves hornbill e african hoopoe. Para acabar bem o dia, fomos até ao waterhole do parque de campismo. Durante a noite, conseguimos ver vários rinocerontes e um grupo de leões agitados e a rugir, pensamos nós que estavam prontos para caçar.



Dia 399

Para nossa grande tristeza, este iria ser o nosso último dia dentro do parque ☹. Por outro lado, este dia era um dia bem especial, porque era o aniversário do João 😊. Decidimos mais uma vez, acordar bem cedo para aproveitar bem o dia. Começámos por ir ver o waterhole Nebrowni, mas como estavam bastantes carros e os leões estavam escondidos, decidimos seguir caminho para o waterhole Gemsbokvlakte. Aqui, para nosso espanto estavam três leões jovens e no caminho ainda vimos mais uma hiena. Como seria de esperar, todos os outros animais não se chegavam perto da água. Seguindo as dicas do casal alemão, fomos ver os outros dois waterholes, o Olifantsbad e o Aus. No Aus não vimos nada, mas no Olifantsbad, conseguimos ver cerca de 30 elefantes e até havia alguns bebés. Voltámos para o parque de campismo Okaukuejo para almoçar e aproveitar a vista para o waterhole. Por volta das 16h00, decidimos ir fazer mais uma vez a volta que já tínhamos feito de manhã, mas desta vez iríamos continuar até à saída, Anderson’s gate. Além dos animais que já tínhamos visto de manhã, conseguimos ver um gato selvagem africano, algumas águias e um banded mongoose. Antes de sairmos do parque ainda passámos pelo waterhole Ombika, na esperança de ver mais alguns rinocerontes, mas sem sucesso. Desta vez, já não ficámos a dormir dentro do parque Etosha, mas sim no parque de campismo El Dorado. Neste parque de campismo também existe uma espécie de reserva de animais e logo à entrada vimos algumas chetas e rinocerontes. Como era o aniversário do João, decidimos ir jantar um belo buffet/churrasco que estava delicioso.


Dia 400

Mais uma vez começámos cedo o dia, pois tínhamos uma grande viagem pela frente. Neste dia, fizemos quase 450 km para chegar ao parque de campismo de Spitzkoppe. Pelo caminho ainda parámos na cidade Otjiwarongo para fazer compras. Chegámos ao parque de campismo por volta das 14h00, com alguma dificuldade, pois as estradas não são alcatroadas e os últimos 15 km ainda são piores. Almoçámos e instalámo-nos debaixo de uma das enormes rochas que se encontram neste parque. A paisagem é incrível, para onde quer que olhemos só vemos formações rochosas enormes, esculpidas à milhões de anos. Às 15h00 resolvemos fazer um passeio com um guia para explorarmos partes do parque que não é possível ir por nós próprios. Vimos várias gravuras na rocha, feitas pela tribo “bushmans”. Ficámos a perceber mais um pouco da cultura e das tribos existentes na Namíbia. Por exemplo, eles falam dialetos com uma mistura de estalos com a boca. Também vimos algumas árvores com poderes curativos e outras muito perigosas, onde a seiva era colocada na ponta da flecha para matar os animais. As várias gravuras de vimos são feitas com o intuito de ajudar as tribos da altura, na caça, para avisar quais os animais que se encontravam naquela área e como eles deveriam andar/gatinhar. Depois deste passeio, fomos tomar um duche e perto da hora do pôr-do-sol fomos até a uma formação rochosa em forma de janela/ponte. Daqui temos uma vista fantástica e muito fotogénica. Para jantar, fizemos uma salada e aproveitámos o resto do serão para admirar o maravilhoso céu estrelado. Neste parque de campismo, podemos acampar numa área muito vasta, onde só existe casas de banho secas. Para tomar banho e ter acesso a água potável temos que nos dirigir perto da receção.






Dia 401

Acordámos com uma bela vista para a montanha e com vários “rock dassie” (espécie de coelhos minúsculos, sem cauda) a passear nela. Tomámos o pequeno-almoço arrumámos tudo e fomos mais uma vez até à formação rochosa em forma de janela/ponte, para apreciá-la com um outro ângulo luminoso. Depois seguimos viagem até Henties bay e subimos até à reserva de focas “Cape cross”. A maior concentração de focas no mundo, podendo chegar a 210 000 entre novembro e dezembro. Apesar de já termos visto focas na Nova Zelândia, aqui impressiona pelo número e pelo contacto tão próximo. Tivemos que pagar 80 NAD por pessoa para entrar nesta reserva, mais 10 NAD pelo carro. Perto das focas, também andavam os jackal para tentarem apanhar alguma foca bebé. Seguimos então caminho até Swakopmund, mas ainda parámos para ver o navio naufragado Zeila e também para almoçar com vista para o oceano Atlântico, que já não víamos desde que saímos de Portugal à mais de um ano. Quando chegámos a Swakopmund, não sabíamos onde ficar, mas tínhamos pesquisado antes e havia um quarto disponível a um preço razoável na guesthouse Japie’s Yard. Quando nos aproximámos da casa, o proprietário da casa, o Peter estava lá e podemo-nos instalar. As condições da casa são ótimas por isso, estávamos muito contentes. Além do mais tínhamos muito mais conforto e assim aproveitámos para fazer uma pausa do campismo. Mais tarde, ainda fomos até ao centro da cidade fazer algumas compras, mas o resto do dia decidimos descansar.








Dia 402

Decidimos que não iriamos acordar com o despertador e aproveitar a cama, que era muito confortável. Como estava meio nublado, aproveitámos parte da manhã para relaxar. Por volta das 11h00, fomos passear pelo centro e o João passado 5 meses foi cortar o cabelo. Visitámos o porto, o farol e passeámos pelas ruas pitorescas, com os edifícios muito bem preservados da época colonial alemã. Decidimos almoçar numa roulotte perto do mar, peixe e lulas fritas com batata frita, estava uma delícia. Fomos até à casa onde estávamos hospedados e ficámos um pouco a atualizar o website. Por volta das 15h00 decidimos voltar a sair, fomos até a uma loja de segunda mão, passeámos mais um pouco por entre as ruas no centro da cidade e fomos fazer mais algumas compras. Para jantar, fomos buscar uma pizza feita no forno a lenha. Aproveitámos o facto de termos uma boa internet, para a falar com a família e amigos. Além disso falámos também com um casal americano que também partilhava a casa connosco.




Dia 403

Depois da conversa no dia anterior com o casal americano, descobrimos que íamos para o mesmo sítio neste dia, Sesriem. Como eles não tinham reservado lugar no campismo Namibia Wild Resorts (NWR), nós oferecemos o nosso espaço. Como também não tinham tenda, tiveram de ir comparar uma. Nós como nos despachamos mais cedo, seguimos viagem. A nossa primeira paragem foi em Walvis Bay para ver os flamingos. Apesar do forte vento e do frio que se fazia sentir, ainda saímos do carro e fomos tirar umas fotos. A seguir, parámos perto da Dune 7 para tirar uma foto, mas não ficámos muito impressionados. Decidimos não perder muito tempo pois ainda tínhamos uma viagem bem grande pela frente. Parámos apenas num miradouro para observar estas paisagens incríveis. Quando já era hora de almoço, estávamos a chegar a Solitaire, uma pequena povoação com meia dúzia de casas. Aqui pode-se ver alguns carros antigos e também comer uma bela apple pie. Depois de um café e uma apple pie, seguimos viagem para percorrer os últimos km de viagem até Sesriem. Chegámos ao parque de campismo pouco passava das 15h00. Depois de montarmos a tenda e de tirar as coisas do carro, por volta das 16h15, chegou o Nick e a Tracey. Esperámos um bocado que eles arrumassem tudo e fomos juntos ver o pôr do sol de cima da duna Elim.







Dia 404

Acordámos bem cedinho. Às 5h00 já o despertador estava a tocar. Tínhamos decidido acordar cedo, para ir ver o nascer do sol de cima da duna “45”, este nome, deve-se ao facto da duna ficar a 45 km de Sesriem. Quando lá chegámos, o céu estava um pouco nublado, por isso, optámos por ir diretamente para o deadvalley ao invés de subir. Pelos vistos, foi a melhor decisão, pois mais tarde descobrimos que o nascer do sol não tinha sido nada de especial. Pois bem, quando chegámos ao deadvalley, ou melhor ao parque de estacionamento, tivemos de apanhar um shuttle, pois o nosso carro não era 4×4. Cada um de nós teve de pagar 170 NAD (ida e volta), sinceramente um pouco caro para a distância (5 km), mas pronto já se sabe tudo o que é turístico é mais caro. Já no deadvalley, fomos iniciar a nossa subida até à duna “Big Daddy”. No início, não pareci assim muito complicado, mas tendo em conta que eramos os primeiros a subir neste dia, ainda não havia os “degraus”. Depois de algum custo, finalmente lá chegámos ao cimo. Sem dúvida uma vista muito bonita sobre todas as dunas em redor e também sobre o tão conhecido deadvalley. Para descer, como se diz no ditado português, “a descer todos os santos ajudam”. Em apenas alguns minutos, já estávamos cá em baixo. Depois, foi caminhar pelo lago seco e ver as árvores, também elas secas. Estas árvores, já têm milhares de anos e apesar de estarem secas, não caiem, pois, o clima é muito seco. Depois de várias fotografias, foi tempo de voltar para o campismo, pois, ainda tínhamos alguns km pela frente e a hora do check-out já se estava a aproximar. Quando chegámos ao campismo, fomos ainda comer alguma coisa e arrumar tudo antes de seguirmos viagem. O Nick e a Tracey também foram connosco até ao próximo campismo onde iriamos passar a próxima noite. Depois de algumas horas de viagem, chegámos ao campismo que queríamos, mas estava fechado. Voltámos para trás cerca de 15 km para ver outro campismo que apesar de estar aberto, as condições nãos nos agradaram. Pois bem, decidimos continuar até à maior vila mais próxima, que ficava a poucos km’s. Apesar de ser uma vila pequena até tinha um museu e o campismo que tanto procurávamos. Apesar de estar completamente vazio, quando perguntámos na receção se tinham lugares disponíveis, disseram que não. Nós ficámos um bocado de queixo caído, por estávamos cansados e não queríamos conduzir mais. Voltámos para o carro para tentar encontrar uma solução para nós os 4, mas não havia. A Carina lá voltou para tentar convencer o homem e lá conseguiu. Conclusão, no final percebemos que eramos só nós no campismo e não chegou mais ninguém, por isso só nos pode ter mentido, pois mesmo que viesse alguém, havia muito espaço. Ele não queria era ter trabalho, pois já tinha chegado um grande autocarro com muitas pessoas que ocuparam os quartos todos. Com isto tudo, fomos só tomar banho, cozinhar alguma coisa e dormir.




Dia 405

Neste dia nós íamos para Lüderitz e o Nick e a Tracey para a África do Sul. Como ainda partimos cedo, por volta das 11h30 já estávamos a chegar a Lüderitz. Pelo caminho passámos por uma estrada onde haviam imensos pássaros suicidas, que basicamente não se desviavam a tempo do carro. Infelizmente ainda matámos uns quantos. Mal chegámos, fomos logo fazer o check-in na guesthouse onde tínhamos marcado as próximas 2 noites. Sem dúvida, que foi a melhor opção que podíamos ter tomado, pois esta zona é muito ventosa e o campismo iria ficar praticamente ao mesmo preço. Depois de irmos fazer umas pequenas compras, fomos almoçar e descansar um pouco. Mais tarde, fomos dar uma volta até um lago onde se podia ver flamingos a caminho da praia agate. Haviam imensos, mas estava bastante vento. Quando chegámos à praia, como estava tanto vento, demos só uma pequena volta e decidimos voltar para o alojamento. O resto da tarde, aproveitámos para relaxar enquanto víamos um pouco de televisão. Para o jantar, a Carina aproveitou o facto de termos uma bela cozinha, para fazer uma bela comida com bastante molho, assim como nós gostamos 😊.


Dia 406

Neste dia decidimos ir visitar a tão falada cidade fantasma de Kolmanskop. Tomámos um bom pequeno almoço e antes das 9h00 já tínhamos chegado. Pagámos 90 NAD por pessoa para visitar a cidade e com um tour de uma hora com um guia incluído. Depois do tour com o guia ficámos a perceber muito melhor a origem desta cidade. A cidade de Kolmanskop foi construída em 1908 por alemães, depois de serem descobertos diamantes nesta área da Namíbia. Nesta altura esta cidade era uma das mais ricas de África, tendo até um casino e bowling. Foi então abandonada em 1954. Tendo em conta que as casas estão rodeadas de dunas e a areia apoderou-se delas, ficam bastante fotogénicas. Depois de visitar esta cidade voltámos até ao centro da cidade de Lüderitz. Fomos almoçar ao alojamento onde estávamos e que aconselhamos, Villelodge guesthouse. À tarde fomos até ao cabo Diaz. O nome deste cabo, deve-se ao facto do navegador português Bartolomeu Dias ter passado por estas terras. Estava um dia muito ventoso e era bastante difícil ficar fora do carro, mas ainda assim demos uma volta interessante. Vimos mais flamingos e na ilha Halifax vimos de longe muitos pinguins africanos. À noite, jantámos por casa e aproveitámos o conforto do quarto para fazer uma sessão de cinema.







Dia 407

Para não variar acordámos bem cedo. Neste dia, seguimos viagem até ao Fish River Canyon. Antes de chegarmos à cidade Aus, parámos num miradouro para observar cavalos selvagens. Depois de mais uma longa viagem, chegámos ao campismo Hobas NWR por volta das 13h30, mesmo a tempo do almoço. A seguir fomos um pouco até à piscina. Mais tarde, fomos finalmente ver o Canyon. Sem dúvida muito impressionante, algo que nunca tínhamos visto antes, juntando o facto de ser um dos maiores do mundo. A sua formação foi devido ao movimento das placas tectónicas e tem o formato de uma serpente. Passámos o fim da tarde e vimos o pôr-do-sol de um dos miradouros. Voltámos ao parque de campismo fizemos o jantar e fomos descansar.



Dia 408

Acordámos e decidimos voltar ao Fish River Canyon, pois a luz da parte da manhã é bem diferente da luz do fim da tarde. Fomos aos mesmos miradouros do dia anterior e ainda percorremos mais alguns. Nesta altura do ano só é possível ver o Canyon de cima. Em alguns meses específicos é possível fazer uma caminhada de vários dias no Canyon. Já passava das 10h00 quando decidimos seguir caminho para sul para perto da fronteira com a África do sul. Até lá chegarmos foi uma grande aventura pois estávamos a contar em haver uma bomba de gasolina pelo caminho e não encontrámos nenhuma. Felizmente e com alguma sorte, conseguimos chegar a Noordoewer e abastecer. Aqui a fronteira que separa África do Sul e Namíbia é o rio Orange. Escolhemos o parque de campismo Amanzi, que recomendamos. Este parque de campismo tem espaços com muita sombra e com vista para o rio. Chegámos mesmo à hora de almoço, instalámo-nos e fomos dar um mergulho ao rio. Decidimos descansar o resto da tarde. À noite começou a ficar muito vento, jantámos rapidamente e refugiámo-nos na tenda.




Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *