Bariloche

Dia 465

Acordámos e fomos tomar um ótimo pequeno almoço. Esta noite dormimos muito bem, pois a cama era muito confortável e as pessoas com quem partilhámos o dormitório não fizeram barulho nenhum. O transporte que tínhamos para o aeroporto, só nos vinha buscar entre as 10h30 e as 11h00, por isso aproveitámos para trabalhar um pouco no website. Por volta das 11h00, lá chegou o transporte para nos levar para o aeroporto e às 11h30 já lá estávamos. Depois de fazermos o check-in fomos em direção ao controlo de segurança e quem é que nós vimos outra vez, a Tamara e o Antonin. Supostamente, eles tinham um voo no dia anterior à noite para Buenos Aires, mas foi cancelado. E sabem a melhor, eles iam no mesmo voo que nós até Bariloche, mas depois esse mesmo avião continuava até Buenos Aires. Ainda passámos mais um tempo com eles, enquanto esperávamos para embarcar. Quando chegámos a Bariloche, fomos logo buscar o carro que tínhamos alugado. Ainda tínhamos um longo caminho pela frente, pois íamos passar a noite a San Martin de los Andes. Íamos seguir os conselhos do Fabian e apanhar a estrada RP65, para poder visitar a Villa Traful, que ficava perto de um lago. O passeio até lá foi muito bonito, pois passámos ao lado do rio Limay. Já a chegar perto da Villa Traful, parámos num miradouro para ver a vista sobre o lago. Quando voltámos para o carro tivemos uma surpresa, um pneu furado. Nada que não se resolva e passados uns 15 minutos já estávamos a seguir viagem outra vez. Ao passar pela Villa Traful, parámos para ver o lago mais de perto. Daqui até chegar a San Martin de los Andes já não voltámos a parar, pois ainda queríamos chegar de dia ao alojamento. O nosso objetivo neste dia e no dia seguinte era fazer a Ruta de los Siete Lagos, parte da famosa Ruta Nacional 40, que fica entre a San Martin de los Andes e a Villa la Angostura. Depois de nos instalarmos, já estava na hora de ir jantar. Decidimos ir a uma pizzaria, que estava cheia (logo devia ser boa). A nossa conclusão estava certa, a pizza estava deliciosa. Tempo de voltar para o quarto e descansar, pois, no dia seguinte íamos voltar de carro para Bariloche, mas desta vez íamos parar nos miradouros para ver os lagos.

Dia 466

Nada melhor que dormir bem e tomar um bom pequeno almoço. Antes de começarmos o nosso passeio, tínhamos de ir à companhia de aluguer de carros, porque não tínhamos pneu suplente. Felizmente tínhamos pago um pequeno seguro que incluía este tipo de coisas, por isso estávamos descansados. Quando lá chegámos, o senhor que nos atendeu não queria resolver o nosso problema. Depois de bastante insistência ele lá se decidiu a resolver a situação e disse-nos que em 20 minutos poderíamos ir buscar o carro. Aproveitámos esse tempo para dar um pequeno passeio pelas ruas antigas desta vila e ainda passámos no centro de informações para nos darem algumas dicas. Por volta das 11h00, já com o carro pronto, fomos até ao miradouro Arrayán para ver a vista sobre a vila e o lago Lácar. Não estávamos à espera de grande coisa, mas quando lá chegámos, ficámos impressionados com a magnífica vista. Quando já estávamos a sair de San Martin de los Andes, estavam 2 raparigas do País-basco, a Katixa e a Maialen a pedir boleia e nós decidimos dar. Elas são muito simpáticas e queriam ir para Bariloche, ou seja, para onde nós também íamos. Pelo caminho, fomos parando nos miradouros para ver a vista sobre os lindíssimos lagos (Machónico, Hermoso, Villarino, Falkner e Escondido). Nem sabemos bem quantas vezes parámos, mas foram bastantes e valeu bem a pena. Quando já estava na hora de almoço, parámos para almoçar perto do rio Ruca Malen, que tinha uma cor azul turquesa difícil de explicar. Depois de almoço, seguimos pela Ruta Nacional 40, em direção à Villa la Angostura. Quando chegámos, estacionámos o carro e fomos andar um pouco até à Bahia Brava e Bahia Mansa. Daqui, já só parámos em Bariloche. Como ainda era cedo para jantar, primeiro fomos ao hostel, onde elas iam ficar alojadas e depois fomos comer um hambúrguer à “La Casa de la Hamburguesa”. Já estava a ficar de noite e nós ainda tínhamos de fazer 20 km até chegar à casa, onde íamos ficar alojados. Quando chegámos, conhecemos o Jonathan e a Ailin, os donos da casa. São um casal supersimpático e acolhedor e ficámos ali à conversa imenso tempo. Também conhecemos a Michelle e o Waldo, um casal mexicano que estava de férias.

Dia 467

A nossa paragem por Bariloche não iria ser muito longa, ao final do dia, tínhamos mais um voo pela frente, desta vez para Mendoza. Para aproveitar bem este dia, acordámos cedo. Depois de tomarmos o pequeno almoço e de arrumarmos tudo, fomos iniciar o nosso passeio pelos bonitos lagos. Mas antes disso, ainda nos despedimos do Jonathan e da Ailin, que adorámos conhecer e só temos pena de não termos estado mais tempo com eles. O casal mexicano também se ia embora neste dia e por coincidência iam também para Mendoza, mas aparentemente num voo mais tarde. Seguindo as instruções do Jonathan e da Ailin, fomos fazer o circuito Chico, começando pelo miradouro Llao Llao. Após estacionarmos o carro, iniciámos a subida, que demorou cerca de 30 minutos até chegarmos ao topo. De lá, conseguíamos ter uma vista muito bonita sobre os lagos. Depois de descermos seguimos caminho até ao lago escondido, que como o nome indica, fica escondido no meio de uma floresta. Daí continuámos a pé até chegarmos à “Playa los Troncos”. Após voltarmos para o carro, seguimos para um dos mais famosos miradouros, de onde se conseguem ver os lagos, mas do lado oposto do miradouro Llao Llao. Uma vista muito bonita e de onde aproveitámos para tirar várias fotografias. Antes de irmos embora para o aeroporto, decidimos passar na Colónia Suíça, mas estavam tantas pessoas que nem conseguimos estacionar o carro e por isso fomos embora. No caminho do aeroporto, parámos no supermercado para comprar alguma comida e para abastecer o carro. Já no aeroporto e enquanto esperávamos para embarcar, vimos o Waldo e a Michelle, que afinal também iam no mesmo voo que nós. Como já íamos chegar tarde ao aeroporto de Mendoza e eles iam para a mesma zona que nós, perguntámos à senhora (Lupe, proprietária da casa onde íamos ficar) que nos ia buscar, se lhes podia dar boleia e ela concordou. Como já era bem tarde e estávamos bastante cansados, só comemos alguma coisa e fomos descansar.

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