Parque Nacional Torres del Paine

Dia 455

Quando o despertador tocou nem queríamos acreditar, primeiro porque estávamos a dormir muito bem e segundo porque a cama era mesmo boa 😂. Depois de arrumarmos tudo e de tomarmos o pequeno-almoço, fomos até à paragem do autocarro. A viagem foi sem dúvida muito longa e passámos grande parte do tempo a dormir. Apenas acordámos quando tivemos que cruzar a fronteira entre a Argentina e o Chile e na viagem de ferry pelo estreito de Magalhães. Chegámos a Punta Arenas às 17h30, bem mais cedo do que esperávamos. Inicialmente, tínhamos comprado o bilhete de Punta Arenas até Puerto Natales para as 21h00, mas felizmente conseguimos trocar para as 18h00. Finalmente, chegámos a Puerto Natales por volta das 21h00 e só queríamos ir para “casa” descansar. A proprietária da casa onde íamos ficar, a Mirka, apesar de não estar em casa (porque nós tínhamos dito que íamos chegar mais tarde) deixou tudo pronto. Assim quando chegámos, foi só comer alguma coisa e dormir.

Dia 456

Este dia, tirámos para descansar. Quando acordámos, por volta das 9h30, a Mirka já nos tinha preparado um pequeno-almoço digno de reis. Pão, ovos, doce, manteiga, queijo, fiambre, salada de fruta, iogurte e café. Já por volta da hora de almoço, fomos dar uma volta perto do lago, em direção ao posto de informação. Nos próximos dias, queríamos ir até ao Parque Nacional Torres del Paine, que fica a pouco mais de 100 km. Para lá chegar tínhamos 2 hipóteses, ou íamos de autocarro ou alugávamos carro. Nós pensávamos que a solução mais económica seria ir de autocarro, mas feitas as contas e tendo em conta o que queríamos visitar a opção mais viável era alugar um carro. Alugámos a carro com uma companhia pequena e pagámos 45000 pesos chilenos por dia. Perto do centro de informações existem 3 estátuas que fomos ver, “Amores de viento em Natales”, “La Mano” e “Midolón”. Mais tarde, foi tempo de irmos buscar o carro e ir fazer umas compras.

Dia 457

Acordámos bem cedo neste dia. Depois de mais um belo pequeno almoço, iniciámos a nossa viagem até à entrada do parque, do lado da laguna Amarga. Depois de comprarmos os ingressos (21000 pesos chilenos por adulto), seguimos para o estacionamento onde tínhamos de deixar o carro e a partir dali seguir a pé. Para este dia o nosso objetivo era fazer a caminha até ao lago “Las Torres” e voltar. Ao todo, seriam cerca de 10 km (ida) com dificuldade média, sendo que o último quilómetro era de dificuldade alta. Começámos a caminhada e começou a chuviscar, até ficámos com algum receio de continuar, mas optámos por não desistir. Fizemos bem, pois acabou de chuviscar e entre sol e nuvens conseguimos prosseguir a linda caminhada. Antes de chegarmos ao último quilómetro, passámos por pessoas que estavam a fazer o transporte de mercadorias usando cavalos, atravessámos o rio e passámos por entre vales. O último quilómetro é sem dúvida mais difícil, pois além da inclinação, também tem muitas pedras soltas. Quando finalmente chegámos ao topo, podemos apreciar a vista sobre o lago com as “Torres” de fundo, que não estavam completamente descobertas. Hora de repor as energias e comer alguma coisa. As “Torres” começaram a descobrir-se e conseguimos apreciar e também tirar algumas fotos. Depois passarmos cerca de uma hora perto dos lagos, foi tempo de voltar, ainda para mais o tempo estava a mudar. Como a “descer todos os santos ajudam”, o caminho de volta foi bem mais fácil, mas sempre com muito cuidado. Até ao carro, decidimos não parar muito, apenas para beber água, pois começou a fazer muito vento e as nuvens carregadas de chuva estavam-se a aproximar. Quando estávamos a passar numa zona de desfiladeiro, começou a fazer tanto vento que tivemos de parar, até levámos com pequenas pedras em cima. Depois de chegarmos perto do carro fomos diretamente até Puerto Natales. Estávamos tão cansados, que quando chegámos ao alojamento fomos só cozinhar alguma coisa e depois descansar.

Dia 458

Depois de tomarmos mais um belo pequeno almoço, por volta das 07h30 já estávamos a sair de “casa” em direção ao parque. Infelizmente, só tínhamos reservado 3 noites e o quarto já estava reservado para esta noite, por isso tivemos de arrumar tudo e meter no carro. Depois de quase 2 horas a conduzir, desta vez por outro caminho, chegámos ao parque nacional. Grande parte da estrada não é alcatroada, por isso temos de ir devagar por causa das pedras. O passeio é mesmo muito bonito. A quantidade de lagos e as suas cores é sem dúvida uma das grandes atrações desta região. A cereja no topo do bolo vem quando conseguimos ver as montanhas de fundo. A nossa primeira paragem, sem contar com as pequenas paragens nos miradouros, foi para ver o glaciar Grey. A caminhada é muito fácil e leva-nos até a uma espécie de praia em pedra. Temos que atravessar a praia até chegar a uma península, onde tem um miradouro com vista para o glaciar e alguns icebergues. Apesar de ser de bem longe, cerca de 15 km, dá para perceber a sua grandeza. Existe um passeio de barco para o ver bem de perto, mas como tínhamos vindo da Antártida, onde tínhamos visto imensos glaciares, decidimos não o fazer. A nossa próxima paragem foi para ver o lago Pehoé, onde existe um hotel numa pequena ilha. A cor do lago é de um azul turquesa difícil de descrever. Depois, fomos ate à cascata Salto Grande. Além da cascata, neste sítio também podíamos ver os famosos picos “Los Cuernos”. Apesar do forte vento que se fazia sentir (cerca de 85 km/h) fizemos a pequena caminhada para ver a cascata, que tem um enorme caudal de água. Mesmo apesar de estar muito nublado, ainda conseguimos ver as montanhas. Daqui, fomos parando em mais uns miradouros para apreciar estas vistas magníficas sobre as montanhas e lagos. Quando estávamos a sair do parque, conseguimos ver uns quantos Guanacos a comer perto da estrada. O resto foi a parte mais dolorosa do dia, fazer a estrada de volta até Puerto Natales, que demorou cerca de 2h. Quando chegámos, fomos logo procurar um sítio para dormir, comprar algo para jantar e entregar o carro. Como não haviam muitas opções em conta, ficámos num hostel. Era só uma noite e no dia seguinte íamos acordar cedo para ir apanhar o autocarro para El Calafate (Argentina) e depois El Chaltén.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *