Furnas

Dia 484

Depois de termos ido para a cama já depois da 1h00 da manhã, acordámos por volta das 7h00 para fazermos a viagem sem muito calor. Quando saímos de casa, já passava das 9h00, já se sabe, conversa puxa conversa e pronto lá nos demorámos mais um bocado. Ainda antes de seguir viagem, passámos pelo terminal rodoviário de Limeira para comprar os bilhetes de autocarro do nosso próximo destino. Chegámos à casa que tínhamos alugado, já passada das 12h00. Fomos logo muito bem recebidos pelo Carlos e os seus cães 😂😂. Após tirarmos tudo do carro, fomos comer alguma coisa para depois irmos passear até ao “famoso” lago das Furnas. A casa onde estávamos ficava entre a povoação de Alpinópolis e de Furnas. Já de barriga cheia, decidimos ir de carro até à nossa primeira paragem, o miradouro dos Canyons. Felizmente o miradouro não se pagava, ao contrário de tudo à volta. Para aceder a uma pequena cascata, era necessário pagar no mínimo 10 reais. Depois do miradouro, fomos para umas piscinas naturais que ficavam mesmo ao lado e que também eram gratuitas 😁. Depois de alguns banhos, fomos até ao restaurante Turvo para sabermos como funcionam os passeios de barco pelo lago. Basicamente, as empresas vendem todas o mesmo tipo de passeio e o preço é exatamente o mesmo, 90 reais por pessoa. Sinceramente achámos um pouco caro, mas não é todos os dias que aqui estamos. Já com a informação toda, voltámos para trás de forma a irmos ainda até à cascata do filó. A cascata em si, é maior do esperávamos e tinha bastante caudal. Foi um bom mergulho de final de tarde. Quando chegámos a casa o Carlos deu-nos pãezinhos de queijo e uma garrafa de cachaça.

Dia 485

Começámos o dia a conhecer a horta do Carlos, apanhámos alguma fruta das árvores e aprendemos bastante sobre as diferentes frutas, ervas e legumes. Tínhamos um queijinho fresco à nossa espera para o pequeno almoço. Depois do pequeno-almoço, algumas pessoas que vivem nas outras quintas, foram celebrar o início do ano 2019 com danças e canções tradicionais da região. Acabámos por sair já tarde de casa e decidimos ir até aos miradouros com vista para a barragem de furnas. Almoçámos as nossas sandes e fomos diretos para o porto de onde saem os barcos para o passeio no lago. Antes do passeio de barco, ainda experimentámos stand-up. O passeio de barco é de 3 horas e a primeira paragem foi na lagoa azul, onde ficámos 30 minutos e podemos dar uns mergulhos. Entretanto o céu começou a ficar carregado de nuvens e com cara de chuva. O nosso guia decidiu ir diretamente para o vale dos tucanos, são canyons bem estreitos, com uma cascata no final. Gostámos bastante do vale dos tucanos, mas o facto de estarem mais 3 barcos e todos com música funky aos altos berros, estragou a experiência. Ainda passámos na cascatinha, que nem sequer se tem acesso quando o caudal do lago está baixo. Começou a chover torrencialmente, mas o guia continuou com o passeio e chegámos ao tão famoso canyon das Furnas. Conseguimos ver a diferença de caudal das cascatas antes da chuva e depois, foi impressionante. Neste lugar poderíamos ficar cerca de 30 minutos, mas como estava a chover tanto e a trovejar, fomos até à última paragem, o bar flutuante. Depois de 20 minutos a chuva parou e o nosso guia queria voltar para o porto, dando fim ao passeio. Como só tinham passado 2 horas e o passeio era de 3, todos insistimos para voltar ao canyon das Furnas para aproveitar melhor o visual. Ele assim o fez e depois de 2:30 de passeio lá voltámos. Achámos que o passeio foi bonito, mas o facto de haver tantos barcos e todos com música alta, estraga bastante a experiência e a natureza. O facto de ter chovido também não ajudou, mas achamos que o passeio é bastante caro para o que oferece. Quando chegámos a casa, jantámos e passámos o serão a jogar cartas e a beber umas cervejas.

Dia 486

Como o dia estava de chuva, fomos até Capitólio e aproveitámos para beber um belo café e comer pão de queijo recheado com carne e mais queijo. O Estado de Minas Gerais é conhecido pelo pão de queijo e produção de café. Decidimos ir até ao monte do chapéu para ver a vista. O problema foi que o GPS nos enviou por um caminho que não dava para ir. A meio da subida, numa estrada bem difícil e com alguma lama, tivemos que voltar para trás. Quando estávamos no meio da vila de Capitólio, o senhor que vinha atrás de nós e estava distraído, bateu-nos no carro. Depois de resolvermos esta situação, decidimos tentar subir até ao monte do chapéu pelo caminho correto. Apesar do caminho ser melhor, ainda era preciso ter cuidado na subida, pois haviam muitas rochas soltas e bastantes buracos. Felizmente chegámos e a vista lá de cima compensou. Conseguimos ver uma grande parte do lago das Furnas, os montes em redor e a vila Escarpas do Lago. Aproveitámos também para lanchar, pois já estávamos cheios de fome. Como já estava a ficar tarde e ainda tínhamos alguns quilómetros pela frente, decidimos voltar para casa. Quando chegámos a casa do Carlos, e para não variar, os cães já estavam todos à porta cheios de vontade de nos dar uns belos “lambeijos”. Neste dia, o João e o Rafael é que fizeram o jantar. A ementa foi carne grelhada na brasa, que ficou uma delícia. Depois de jantar, ainda fomos jogar às cartas e depois descansar.

Dia 487

Acordámos com mais um dia bem cinzento, com mais probabilidade de chuva que de sol. Como tal, não dava para ir visitar as cascatas e então optámos por ir até à vila Carmo do Rio Claro, seguindo a sugestão do Carlos. A vila estava deserta. Acabámos por ir beber um café e comer um bolinho de chocolate. Como o tempo não estava bom, decidimos ir comprar um baralho de cartas e ir para casa jogar 😁. Pelo caminho, ainda parámos em Alpinópolis para repor o stock de cerveja 😂. Quando chegámos, o João foi descansar e a Carina, a Elisa e o Rafael foram com o Carlos passear pela sua quinta (mata atlântica e cerrado), onde viram aranhas enormes 😁. Para jantar, fomos à casa da senhora Zilda, uma vizinha do Carlos que cozinha muito bem e usa um forno de lenha. Comemos um belo frango caipira (frango criado na quinta), tutu de feijão (espécie de feijoada), arroz e salada de palmito (interior do caule das palmeiras). Estava tudo uma delícia. Há muito tempo que não comíamos um frango tão bom. Por este jantar, pagámos 40 reais cada um e cada real valeu bem a pena.

Dia 488

Felizmente o dia estava ensolarado. Acordámos bem cedo para arrumar tudo e assim aproveitar o dia no conjunto de cascatas “Paraíso Perdido”. Depois de um belo pequeno almoço e tudo arrumado no carro, despedimo-nos do Carlos e da Mariana e fomos para lá. Para entrar, cada um de nós teve de pagar 40 reais. Achámos o valor um pouco elevado, mas nesta zona quase todas as cascatas são pagas. Como nos últimos dias choveu bastante, o caudal do rio subiu 5 metros e por questões de segurança não podemos ir ver todas as cascatas. Tivemos que ficar pelas principais e como estava bom tempo, estavam muitas pessoas. Para almoçar, fomos ao restaurante que é um buffet ao peso. Depois ficámos mais um pouco e por volta das 15h00 seguimos viagem de volta a Limeira. Pelo caminho, parámos só uma vez para comer um sorvete (como se diz aqui no Brasil). Para jantar, quando chegámos a Limeira, fomos diretos a casa dos pais da Elisa (Liberacy e Sérgio) onde eles e a irmã da Elisa (Débora), juntamente com o seu marido (Luís Henrique) já estavam à nossa espera. Estavam a preparar um belo churrasco e para sobremesa tivemos direito a um pudim de leite condensado, que estava uma delícia. Foram muito simpáticos em nos receber em sua casa e nós gostámos muito de os conhecer. Depois, foi tempo de irmos para casa do Rafael e Elisa para descansarmos, pois no dia a seguinte eles já iam trabalhar.

Dia 489

Como a Elisa e o Rafael tinham de ir trabalhar, nós aproveitámos para dormir um pouco mais 😁. Como eles foram uns amores, até nos compraram pão fresco 😊. Aproveitámos este dia para trabalhar um pouco no website e também para preparar a nossa ida ao carnaval do Rio, porque os nossos amigos Catarina, Fanny, Telmo e Anita vêm ter connosco 😁. Ao final da tarde, quando o Rafael e a Elisa chegaram a casa, fomos jantar um delicioso hambúrguer a uma lanchonete. Depois do jantar, voltámos a casa para ir buscar as nossas mochilas, porque tínhamos de ir apanhar o autocarro para Curitiba. Adorámos os dias que passámos com o Rafael e a Elisa. Só demonstra que viajar trás coisas boas, pois foi a viajar que conhecemos estes nossos amigos brasileiros😊.

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