Foz do Iguaçu

Dia 514

Chegámos ao terminal rodoviário da Foz do Iguaçu, por volta das 12h30. Apanhámos um Uber e fomos para o alojamento que tínhamos reservado. Como estava bom tempo e nós estávamos bastante cansados da viagem, aproveitámos para descansar e dar uns mergulhos na piscina. Mais tarde, fomos até ao centro para fazer algumas compras e levantar dinheiro.

Dia 515

Primeiro dia de passeio pelas Cataratas da Foz do Iguaçu do lado brasileiro. Depois de tomarmos o pequeno almoço e de nos despacharmos, decidimos apanhar um Uber que nos levou diretamente até ao parque. Decidimos comprar o passaporte 3 maravilhas, que inclui o Parque Nacional Foz do Iguaçu, no lado brasileiro, Marco das 3 fronteiras e Usina Itaipu. Este passaporte custa 109 reais e tem uma validade de 7 dias, desde o momento da primeira utilização. Após comprarmos os ingressos, apanhámos um autocarro (que faz parte do Parque Nacional Foz do Iguaçu) e que nos deixou onde a caminhada começa. Do lado brasileiro, conseguimos ter uma visão mais ampla das cataratas, se bem que não estamos tão perto da Garganta do Diabo. A caminhada demora pouco mais de 2 horas e com isso já estamos a contar o tempo que parámos para tirar fotos e claro o mais importante, apreciar esta beleza da natureza. No parque vimos pica-pau e muitos coatis. Os coatis como estão tão habituados ao ser humano, começam a seguir-nos ou a ficarem um pouco agressivos se virem ou cheirarem comida. Como já não começámos muito cedo, só acabámos perto da hora de almoço. Como tínhamos levado um pequeno lanche, quando saímos fomos logo comer. Da parte da tarde, fomos ao parque das aves, onde podemos ver como o próprio nome indica, muitas aves. Também vimos alguns répteis e tartarugas. Importante referir que mais de 50 % das aves neste parque foram resgatadas. Todas as aves são especiais, mas nós adorámos ver os tucanos e as araras, por isso foi nessas zonas que perdemos mais tempo. Quando terminámos, voltámos para casa de ônibus (autocarro) pelo qual pagámos 3,75 reais (o preço é sempre o mesmo independentemente da distância percorrida). Como ainda era cedo e estava sol, fomos dar uns mergulhos na piscina e descansar um pouco.

Dia 516

Acordámos um pouco mais tarde, mas mesmo assim fomos visitar a Usina hidroelétrica de Itaipu. Para lá chegar, tivemos de apanhar o autocarro 120 até ao Terminal Terrestre Urbano (TTU) e lá mudar gratuitamente de autocarro. Esta é uma Usina Hidroelétrica Binacional, localizada no rio Paraná (8° mais extenso do Mundo), na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. É a maior produtora de energia renovável de todo mundo. Se dividíssemos a água armazenada na usina por cada habitante no mundo, daria 4000 litros. A visita é feita num autocarro e faz algumas paragens em miradouros para podermos observar a Usina e tirar fotos. Durante o passeio vimos um cachorro selvagem, caracaras e capivaras. Quando terminámos, fomos visitar o Ecomuseu Itaipu que fica muito próximo, por isso fomos a pé. A visita a este museu está incluída no passaporte. Este museu conta a história da usina e também da região onde ela foi construída. Depois voltámos para o TTU e lá mudamos novamente de autocarro até finalmente chegarmos ao Marco das 3 Fronteiras. Esta viagem já foi mais longa, demorou cerca de 1 hora. A visita em si, não demora muito tempo, mas sem dúvida que vale a pena. Além de conseguirmos ver a Argentina e o Uruguai, também podemos ver o encontro dos rios Iguaçu e Paraná. Além disso, temos existe uma Vila Cenográfica que conta um pouco da história deste local, nomeadamente dos povos indígenas Guaranis e Missões Jesuítas. Também tem um memorial “Cabeza de Vaca” (homenagem ao descobridor das cataratas).

Dia 517

Este era o nosso último dia antes de apanharmos o voo para Teresina, Estado do Piauí. Como tal, fomos visitar as Cataratas da Foz do Iguaçu, mas desta vez do lado argentino. Para lá chegarmos, apanhámos um autocarro (que custou 6 reais por bilhete) que vai até ao terminal rodoviário em Puerto Iguazú. Durante a viagem conhecemos um casal jovem colombiano, a Leidy e o Andrés, com quem acabámos por passar o dia. Quando já estávamos do lado argentino, tivemos de sair do autocarro para passar pelos serviços de imigração e carimbar o nosso passaporte. Depois disto, o motorista do autocarro disse-nos para apanharmos um táxi, que nos ficaria mais barato e foi-se embora. Normalmente o que acontece é: ir neste autocarro até ao terminal rodoviário de Puerto Iguazú e depois apanhar outro autocarro até ao Parque Nacional Iguazu (que custa 135 pesos argentinos, cada bilhete). O preço do táxi era de 600 pesos para nós os 4 o que dava 150 pesos para cada pessoa, ou seja, não era mais barato. Depois de negociarmos um pouco, ele fez-nos por 550 pesos, o que a dividir por 4 fica a 137,5 pesos, por isso aceitámos e fomos diretos ao parque. Já depois de chegarmos ao parque, fomos comprar os ingressos que nos custaram 700 pesos, cada um. A partir daí começou a nossa aventura no parque. Dentro do parque existe um comboio que nos leva até perto da Garganta do Diabo, a nossa primeira paragem. Decidimos começar por aí, porque além de ser o sítio mais distante também é o ponto alto do parque. Como o nome indica, nesta área parecia que estávamos na boca do diabo, pois o caudal de água é impressionante.

Estávamos mesmo deslumbrados com a beleza desta cascata. Depois, fomos comer as sandes que tínhamos feito antes de apanharmos o comboio até à paragem Cataratas. Neste ponto, foi onde iniciámos a caminhada do circuito superior e depois o circuito inferior. Estes dois passeios são muito completos, pois num deles passamos pela parte de cima das cataratas e o outro passamos pela parte de baixo. Durante as caminhadas vim macaco-prego, várias aves e claro, muito coatis. Quando acabámos estes dois passeios já passava das 17h00 e estávamos cansados. Como já tínhamos visto tudo o que queríamos, fomos para a saída do parque e apanhámos o autocarro em direção ao centro de Puerto Iguazú. O preço da viagem foi de 135 pesos para cada um. Daí, tivemos de apanhar o autocarro de volta ao Brasil, que nos custou 6 reais cada um. A Leidy e o Andrés decidiram ficar para jantar connosco, num restaurante bem típico que serve arroz, feijão, mandioca, salada e uma deliciosa picanha na chapa. Claro que para acompanhar, nada melhor que uma cerveja bem gelada. Depois do jantar, ainda ficámos na conversa na casa onde estávamos alojados.

Dia 518

Neste dia tínhamos um voo para Teresina, para irmos ter com os primos do João. Como o nosso voo era um pouco depois das 16h00, aproveitámos para organizar umas coisas e descansar. Depois de almoço, por volta das 15h00 apanhámos o autocarro 120 até ao aeroporto. Depois de alguns anúncios de atraso do nosso voo, recebemos a notícia que tinha sido cancelado. Pois bem, já não iria ser neste dia que íamos para Teresina. Depois de 3 horas na fila, lá nos arranjaram uma outra alternativa. Como já era quase 21h00, fomos para o hotel que nos arranjaram, jantámos e depois fomos dormir um pouco. No final de contas, colocaram-nos num voo às 03h40, partindo 11 horas mais tarde do que estava planeado e as 2 escalas previstas foram feitas em aeroportos diferentes.

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