Parnaíba

Dia 529

Acordar cedo nunca sabe muito bem e este dia, não foi exceção. Havia outras hipóteses para ir para Parnaíba, como vans privadas, mas o preço é 100 reais por pessoa. O que é bastante diferente dos 15 reais que pagámos pelo autocarro. Estávamos mais descansados, porque já tínhamos falado com o dono do Delta hostel e o nosso quarto iria estar disponível logo quando chegássemos. Chegámos ao hostel, pouco passava das 7h00. Falámos um pouco com o Cassiano, o dono do hostel, tomámos o pequeno almoço e depois fomos descansar. Como passou o dia a chover, aproveitámos basicamente para trabalhar um pouco no website. Tivemos também na conversa com algumas pessoas que estavam hospedadas no hostel, o Lindemberg e o Arne. Decidimos marcar um passeio no Delta do Parnaíba, para o dia seguinte. O passeio de barco (com direito a almoço) e o transporte até ao porto dos Tatús custou-nos 90 reais cada um. Para jantar, acabámos por ir a uma pequena lanchonete que tem pratos feitos por 10 reais cada.

Dia 530

Não podíamos dormir até tarde, pois um senhor com a van vinha buscar-nos por volta das 07h30. Nós não íamos sozinhos para este passeio, o Lindemberg, o Arne, o senhor Manuel e a sua esposa também iam fazer o passeio. Quando chegámos ao porto Tatús, que fica a cerca de 20 km do hostel, começou a chuviscar. O passeio no rio Parnaíba é muito bonito, com toda a vegetação dos lados e os vários braços do rio que se vão ligando. Este rio separa o estado do Maranhão e Piauí. Pelo caminho, ainda podemos ver a povoação de Canárias, do lado do Maranhão, onde a maioria das pessoas vivem da pesca. Quando estávamos a caminho do encontro do rio com o oceano começou a chover imenso e até tivemos de nos abrigar. Quando lá chegámos, já tinha parado de chover e aí podemos sair para nos irmos banhar um pouco. Depois de quase 1h fora do barco, foi tempo de continuar. Antes do almoço, parámos numa das margens do rio, para vermos como os locais apanham o caranguejo. Apesar de ser tudo encenado, deu para perceber como fazem. As pessoas têm de se cobrir de lama, para não serem picadas pelos mosquitos. Este trabalho serve de sustento para muitas famílias nesta região. Depois desta demonstração, foi hora de almoçar. Após o almoço, continuámos o percurso, já de volta ao porto dos Tatús. Mas desta vez ao invés de passarmos pela parte principal do rio Parnaíba, passámos por um canal lateral onde estávamos mais próximos da natureza. Como estávamos num barco grande e havia algum barulho é claro que se torna difícil de ver animais, mas mesmo assim, conseguimos ver 3 macacos-prego. Antes de chegarmos ao porto, ainda parámos nos lençóis do Parnaíba, onde existem várias dunas e algumas lagoas. Quando chegámos ao porto, já tínhamos o nosso transporte à nossa espera e cerca de 30 minutos depois já estávamos no hostel. O resto da tarde passámos a atualizar o website e a descansar.  
À noite, fomos com o Cassiano, a sua namorada, o Lindemberg e o Arne a um restaurante japonês e depois ainda fomos comer uma pizza e beber umas cervejas bem geladas. Foi uma noite muito divertida. Gostámos muito dos momentos que passámos no Delta hostel, sentimo-nos muito bem recebidos.

Dia 531

Aproveitámos este dia para ir visitar o centro de Parnaíba. Para chegar ao centro, apanhámos um autocarro que custou 2 reais cada um. Começámos a dar uma volta a pé pela zona histórica, onde podemos ver a casa de Simplício Dias, a Igreja da Graça e o jardim da Graça. Depois caminhámos pela avenida Presidente Getúlio Vargas, que é onde se podem ver muitas casas históricas do tempo da colonização, até chegarmos ao monumento Locomotiva Maria Fumaça. Daí, fizemos o caminho para o jardim da Graça, mas desta vez pala rua Pires Ferreira. Como o tempo estava mais para chover do que para fazer sol, decidimos voltar para casa. Da parte da tarde, continuámos a trabalhar mais um pouco no website e conversámos com o Cassiano. Aproveitámos também para reservar o transporte para o dia seguinte, desta vez em direção a Barreirinhas, Estado do Maranhão. Como a diferença de preço era muito pequena, optámos por ir numa van, com 6 pessoas, ao invés do autocarro. Esta viagem custou-nos 30 reais por pessoa.

Dia 532

Acordámos relativamente cedo, pois o transporte vinha buscar-nos por volta das 09h00, para Tutóia. Em Turtóia tivemos que apanhar outro autocarro até Barreirinhas, a porta de entrada para os Lençóis Maranhenses. Além de nós, um outro casal, a Joana e o Yoann, iam no mesmo transporte. No dia anterior já tínhamos estado a pesquisar alojamentos em Barreirinhas, mas não tínhamos marcado nada. Um dos alojamentos que o Cassiano nos sugeriu em Barreirinhas era da família da irmã da Joana (que conhecemos durante a viagem), a Alana. Por coincidência, ela e o namorado iam para lá neste dia, pois eles queriam fazer um trekking nos lençóis Maranhenses com o marido da Alana, o Patrício (rigorosamente a mesma coisa que nós planeávamos fazer). Como as coincidências não vêm por acaso, nós decidimos ir com eles até ao alojamento Paraíso do Caju e falar diretamente com a Alana e o Patrício. Bem, vamos falar da viagem até Barreirinhas. Durante a viagem começámos a falar mais com eles e “descobrimos” que eram muito simpáticos. Quando chegámos a Tutóia, já tínhamos um autocarro que ia sair às 12h00, por isso só tivemos de esperar 30 minutos. Durante esse tempo fomos juntos comprar comida ao supermercado e depois dividimos tudo, até parecia que já nos conhecíamos há imenso tempo. A viagem de Tutóia até Barreirinhas demorou cerca de 2h00 e custou 15 reais para cada pessoa. Quando chegámos a Barreirinhas, fomos com eles até ao Paraíso do Caju para nos informarmos das opções de alojamento e do passeio pelos Lençóis Maranhenses. Depois de alguma reflexão, decidimos fazer a caminhada de 3 dias nos Lençóis Maranhenses, na companhia da Joana, Yoann e claro o nosso guia Patrício. Decidimos começar logo na manhã seguinte. Como tínhamos de ir ao centro comprar comida para o jantar e também alguns snacks para levar no trekking, a Joana e o Yoann também vierem connosco. Quem também veio foi a Alana com a sua filha Violeta de quase 2 anos. Depois das compras feitas e ainda antes de voltarmos para o alojamento, demos uma volta no centro e aproveitámos para comer um delicioso Açaí.

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