Rio de Janeiro

Dia 544

Como já estava tudo fechado no dia anterior, tivemos de ir ao supermercado comprar o que precisávamos para o pequeno almoço. Depois de um grande pequeno almoço, seguimos então para Leblon, onde iria estar o Bloco Areia. Para lá chegar, fomos de metro. Tivemos de esperar um bocadinho para comprar os bilhetes, pois ainda estava uma fila grande. Cada bilhete custou 4,30 reais. Nas ruas, andava tudo mascarado e as pessoas iam ao encontro dos melhores blocos de rua. Quando saímos do metro, aproveitámos ainda para comprar uns enfeites de carnaval. Depois, foi só espalharmos os brilhantes pelo corpo e dirigirmo-nos onde a música estava. Como seria de esperar, as ruas estavam cheias de pessoas, principalmente a avenida junto à praia, para onde nós fomos. Não eram só as ruas que estavam repletas de pessoas, a praia também estava bem lotada. Nós ainda queríamos ver se encontrávamos a Bruna, a prima do João, mas com toda a confusão tornou-se uma missão impossível. Os Blocos de rua são animados por bandas, carros de som ou trios elétricos, que percorrem ruas/avenidas da cidade. As pessoas já sabem com antecedência onde e quando essas bandas vão atuar e juntam-se então, para festejar. É muito popular e tradicional do carnaval brasileiro. Da parte da manhã, andámos entre a praia e a avenida a seguir o Bloco areia. Depois de comermos alguma coisa, fomos para a zona do Ipanema ver outro Bloco de rua e continuar a dançar. Por volta das 17h30, como já estávamos como os pés cansados, fomos de metro até ao apartamento. Antes de irmos para casa, fomos ainda às compras e aí começou a “aventura”. Inesperadamente, o céu começou a ficar muito escuro e depois começou a chover e a trovejar bem forte. Chegámos a casa, parecíamos uns pintainhos encharcados. Nada melhor que ir tomar um banho e beber umas caipirinhas para repormos energia. Neste dia, já não saímos mais de casa. Por um lado, estávamos cansados e por outro, a chuva que caía era muita e as ruas já estavam todas alagadas.

Dia 545

Este era o dia pelo qual tanto esperávamos, dia de ir ao Sambódromo assistir a um dos maiores espetáculos do mundo. Durante o dia, fomos até à praia e andámos pelo paredão de Copacabana. De volta a casa, comprámos um franguinho assado para almoçar. Por volta das 18h00, apanhámos o metro em direção à estação Praça Onze. Depois, tivemos de ir até à arquibancada 11 para levantar os bilhetes. De seguida, caminhámos até à arquibancada 7, onde íamos ficar. A melhor decisão que tomámos, foi comprar umas almofadas antes de entrarmos, pois as arquibancadas são de cimento e não têm bancos. Como ainda chegámos cedo, tivemos de esperar até por volta das 21h30 para ver a primeira escola de samba a desfilar. A partir do momento que começaram a desfilar, cada uma era melhor que a anterior. Foram atuações fantásticas e tivemos a sorte de ver as melhores, mas neste momento ainda não sabíamos. As escolas de samba que mais se destacaram foi a Vila Isabel, Mangueira e Mocidade. Os desfiles acabaram por volta das 07h30. Foi uma noite longa e cansativa, mas valeu todo o esforço. Foi uma das melhores noites da nossa vida. Saímos do sambódromo já tinha amanhecido, comemos alguma coisa rápida e fomos para casa descansar.

Dia 546

Por volta das 12h00 acordámos, pois às 15h30 tínhamos um autocarro para apanhar em direção a Arraial do Cabo. Depois de tomarmos o pequeno-almoço, apanhámos um Uber em direção ao terminal rodoviário Novo Rio. Chegámos mesmo em cima da hora, só tivemos tempo de ir trocar os bilhetes e apanhar o autocarro. Durante a viagem, passámos a maior parte do tempo a dormir, pois estávamos bastante cansados. Chegámos a Arraial do Cabo por volta das 18h30 e fomos de 99 (Uber local) até ao apartamento. Depois de deixarmos as malas em casa, decidimos ir jantar. Para isso, tivemos de voltar para o centro, mas desta vez fomos a pé. Depois de jantar, ainda fomos ao supermercado comprar algumas coisas para os dias seguintes.

Dia 547

Depois de uma bela noite dormida, tomámos um pequeno almoço completo e seguimos até à praia Prainha. Não estávamos à espera que tivessem tantas pessoas na praia. Não havia muito espaço para colocarmos as toalhas, mas mesmo assim ainda deu para alugar um chapéu de sol e assim ficarmos com alguma sombra. Depois de algumas horas na praia a dar uns belos mergulhos e a apanhar sol, foi tempo de irmos embora. A água já estava a chegar bem perto das nossas coisas e também já estava na hora de almoçar. Para almoçar, decidimos ir a um restaurante não muito longe do apartamento que tinha pratos feitos com preços bem em conta. Depois de almoço, fomos contactar algumas agências que fazem passeios de barco. No final, acabámos por optar pela empresa Arraial Vip, pois já nos tinha sido sugerida e também pelo programa que apresentavam. O custo foi de 90 reais por pessoa.

Dia 548

Tivemos de acordar cedo, pois o nosso barco partia às 08h00 do porto na praia dos Anjos. Uma das razões porque escolhemos esta companhia, foi por ser das poucas que partem às 08h00. Ou seja, iríamos ser dos primeiros a chegar à praia do Farol. Depois de quase 30 minutos a andar de barco, chegámos à tão esperada praia. Devido à profundidade ser relativamente baixa nesta zona, a cor da água é de um azul turquesa muito bonito. Não é por acaso que esta zona é conhecida como o caribe brasileiro. A praia do Farol é protegida pela Marinha brasileira, por isso o número de visitante ser restrito. Só se pode andar/ nadar em certas zonas da praia e caminhar na ilha não é possível. Quando chegámos, decidimos fazer snorkeling na esperança de ver tartarugas e cavalos marinhos. Para nossa felicidade, conseguimos ver uma tartaruga e bastantes peixes, mas não conseguimos ver cavalos marinhos. Depois de uma hora nesta praia, voltámos para o barco e fomos ver a fenda da Nossa Senhora, onde se pode ver uma estátua no interior e a gruta azul. Mas o que mais nos impressionou, foi a quantidade de tartarugas que conseguimos ver do barco, com certeza vimos mais de 20. Quando o barco estava a dar a volta perto da gruta azul, conseguimos avistar uma baleia “Humpback”. A nossa próxima paragem foram as Prainhas do atalaia, que apesar de terem acesso por estrada, ficam um pouco longe. Apesar de serem praias lindas com uma água azul turquesa incrível, tinham muitos turistas e barcos. O que faz com que a experiência não seja tão boa. Mesmo assim, ainda deu para vermos a gruta do amor e fazer um pouco de snorkeling. Mas mais uma vez, devido à quantidade de pessoas e barcos o snorkeling não foi nada de especial. Cerca de 1h20 depois, voltámos para o barco para irmos em direção à nossa última paragem snorkeling, na baía da praia do Forno. Conseguimos ver algumas lulas dentro de água e vários outros peixes. Apesar da paragem ser de apenas 30 minutos, valeu a pena. De volta a terra, estávamos muito satisfeitos com o passeio de barco que tínhamos feito, mas cheios de fome. Quando chegámos ao centro, fomos comer a um restaurante local. Chegar ao restaurante já foi um desafio, devido ao calor insuportável. Já de barriga cheia, voltámos para casa, mas antes ainda passámos no supermercado para comprar mais umas coisinhas. Como estava tanto calor, ficámos a descansar um pouco em casa. Mais tarde, ainda pensámos em voltar à praia, mas estava tanto vento que decidimos ficar em casa e comer um delicioso Açaí.

Dia 549

O João acordou com uma forte constipação e dor de cabeça e ainda para mais, durante a noite não tinha conseguido dormir nada. A Fanny e a Carina foram até à praia do Forno, o João, a Anita e a Catarina ficaram a descansar e o Telmo foi dar um mergulho à praia mais próxima de casa, a Prainha. Como a Carina e Fanny foram cedo à praia do Forno, tinham a praia só para elas. A Carina fez snorkeling e conseguiu nadar com duas tartarugas, viu mais lulas e um peixe balão. Neste dia para almoçar, fomos todos a um restaurante próximo de casa que servia buffet. Depois de almoço, voltámos para casa para descansar um pouco. Mais tarde, ainda voltámos à praia para dar um último mergulho, porque no dia seguinte às 12h30, tínhamos o autocarro de volta para o Rio de Janeiro. Para o jantar, a Anita e a Catarina fizeram um arroz de frango que estava uma delícia. À noite, a Carina já estava com alguns sintomas de gripe, o que não era bom sinal.

Dia 550

O João já tinha dormido melhor, mas em contrapartida a Carina não. Além do mais, tinha acordado com uma grande dor de cabeça. Como só tínhamos o autocarro de volta para o Rio de Janeiro às 12h30, ainda deu para ela ficar na cama a descansar. Depois de arrumarmos tudo e deixarmos este pequeno paraíso, fomos para o terminal rodoviário. O autocarro (da empresa 1001, a única que vai até Arraial do Cabo) foi pontual tanto na partida como na chegada. Depois de apanharmos um Uber, chegámos a casa pouco passava das 16h00. O apartamento em Copacabana, foi o mesmo que nos primeiros dias. O resto da tarde para nós, foi passado em casa a descansar e eles aproveitaram e foram dar uma volta até à praia de Copacabana. Para jantar, fomos a um restaurante comer carne grelhada.

Dia 551

Como já nos estávamos a sentir melhor, fomos com os nossos amigos passear pelo Rio de Janeiro. A nossa primeira paragem foi o Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do Mundo. Para lá chegarmos, apanhámos um Uber. Como já tínhamos comprado os bilhetes pela internet, não foi preciso estar muito tempo à espera, pois já tínhamos uma hora marcada para subir. Ficámos surpreendidos pelo facto de ser um Domingo e não haver praticamente fila nenhuma. Antes de subirmos, ainda deu tempo para darmos uma volta pela loja e pelo museu. Para chegar ao Cristo Redentor, tivemos de apanhar um minibus (que já está incluído no preço) desde o centro de visitantes e depois subir umas escadas. A vista do Cristo Redentor é fantástica, mesmo apesar de no início estar um pouco de nevoeiro e não nos deixar ver bem em redor. Aqui, é só mesmo contemplar a vista sobre a cidade e tirar a foto com o Cristo Redentor. Ainda assim, ficámos quase 1h a apreciar a paisagem. Para descer, apanhámos outra vez o minibus até ao centro de visitantes. Quando chegámos, acabámos de ver o museu e depois tentámos arranjar um Uber para ir até ao Pão de Açúcar. O problema é que não havia Uber nenhum na zona e tivemos de ir de carro particular, o que nos custou 75 reais. Quando chegámos ao Pão de Açúcar, decidimos subir no primeiro teleférico que liga a praia Vermelha até ao Morro da Urca. Esta subida não é a mais íngreme, mas mesmo assim já causa um friozinho na barriga. Já no Morro da Urca, fomos logo apanhar o outro teleférico que vai até ao Pão de Açúcar. Com uma altura de 396 metros, o Pão de Açúcar oferece uma vista muito bonita sobre a cidade, Niterói e claro o Cristo Redentor. Aqui, também conseguimos ver alguns macacos mico-estrela. Depois de apreciar a vista, foi hora de descer para o Morro da Urca e de lá, apreciar mais um pouco. O tempo estava instável e nublado, só conseguimos ver o Cristo Redentor por alguns momentos. No final da visita, o João e a Carina foram para casa descansar e o resto do pessoal foi até à Lapa. Quando chegámos a casa, vimos que ainda estávamos com febre.  Tivemos sorte, pois a Sherryne (proprietária do apartamento) está a estudar medicina e recomendou-nos um medicamento específico. Graças a esse medicamento, deixámos de ter febre e já nos sentíamos melhor. Quando eles chegaram a casa, passado um bocado fomos jantar churrasco.

Dia 552

Tínhamos reservado este dia para irmos visitar o centro histórico da cidade. Depois de tomarmos o pequeno almoço, apanhámos o metro até à estação Cinelândia. Quando aí chegámos, começámos por visitar a Biblioteca Nacional que tem uma escadaria bonita, já para não falar dos tetos. Quando saímos, foi só preciso andar mais um pouco para vermos o edifício da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e também o Teatro Municipal. Daqui, continuámos a pé até chegarmos ao Real Gabinete Português de Leitura, uma biblioteca. Tem a particularidade de possuir a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal. Tem obras como um raro exemplar dos Lusíadas. A sua fachada foi inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa. Depois de nos apaixonados pela beleza desta biblioteca, fomos almoçar. Como estávamos no centro da cidade, havia muitas opções. Optámos por um restaurante que tinha preços em conta e que estava cheio, o restaurante “Brasil Legal”. Depois do almoço, ainda parámos para beber um café, antes de irmos visitar a Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro. Já a caminho da Lapa, ainda parámos para ver a Catedral do Rio de Janeiro, um edifício bem peculiar.
Caminhámos mais um pouco e já estávamos a ver os famosos Arcos da Lapa, que é um antigo aqueduto. Nesta zona, podemos ver (infelizmente) muitos sem abrigo nas ruas. Muito perto está a famosa escadaria Selarón, bastante conhecida por estar coberta por imensos azulejos, cerâmicas e espelhos. Depois de tirarmos imensas fotografias, o Telmo, a Anita, a Catarina e a Fanny foram visitar a tia avó do Telmo. Nós, como ainda não estávamos a 100%, fomos para o apartamento descansar. Por volta da hora de jantar, como eles ainda não tinham vindo, fomos comer uma pizza.

Dia 553

Depois do pequeno almoço tomado, foi hora de decidir o que fazer neste dia. Nós queríamos ir visitar o museu do amanhã, mas eles não estavam muito para aí virados. Eles optaram por ir para a praia e dar uma volta por Copacabana. Para chegarmos ao museu, apanhámos o metro até à estação Uruguaiana e andámos mais 10 minutos. Este museu tem um design muito moderno e aborda vários temas muito importantes: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhã e Nós humanos. Ele transmite uma mensagem muito importante: as nossas ações têm consequências muito grandes no mundo, ou melhor no nosso amanhã. Este é sem dúvida um daqueles museus que todas as pessoas deviam visitar. Á Terça-feira o museu é gratuito, mas nos demais dias custa 20 reais. Depois de visitar o museu, apanhámos o metro de volta ao apartamento. Antes, ainda passámos pela igreja da Nossa Senhora da Candelária. Como já estávamos com fome, comprámos umas cochinhas de frango para comer. Quando chegámos a casa, eles estavam a sair para almoçar, mas como já tínhamos comprado as cozinhas e ainda tínhamos pizza do dia anterior, decidimos ficar em casa. Depois do almoço, fomos ter com eles ao restaurante e fomos andar pelo paredão desde a praia de Copacabana até à praia do Arpoador, para vermos o pôr do sol. Quando chegámos à praia do Arpoador, nós os dois fomos dar um mergulho e depois assistimos ao pôr-do-sol da rocha da ponta do Arpoador. Antes de voltarmos para o apartamento, ainda comprámos o nosso último Açaí. Como eles tinham almoçado tarde, nós fomos jantar a um restaurante que tinha pratos feitos. Quando voltámos, ainda jogámos todos às cartas antes de irmos dormir.

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