San Pedro de Atacama

Dia 557

Depois de acordarmos com calma, fazermos o nosso pequeno-almoço e arrumarmos as nossas malas, seguimos em direção ao terminal rodoviário de Valparaíso. Mal chegámos, conseguimos logo apanhar um autocarro para a estação Pajaritos”, Santiago. Desta vez, tivemos de fazer o percurso inverso ao que tínhamos feito 3 dias antes, quando fomos do aeroporto em Santiago para Valparaíso. Já no aeroporto, ainda tivemos de esperar um bocado, porque o nosso voo para Calama era só às 15h50 e nós chegámos ainda antes das 14h00. Chegámos ao aeroporto de Calama por volta das 18h00. Já com as mochilas nas nossas mãos, perguntámos a um casal se queriam dividir o táxi para o terminal rodoviário de Calama. Eles disseram que iam alugar carro e perguntaram para onde nós íamos (San Pedro de Atacama). Depois de chegarmos á conclusão que íamos todos para a mesma cidade, eles ofereceram-nos boleia. Nós agradecemos imenso e claro que aceitámos. Para levantar o carro é que demorou cerca de 1h, pois a senhora que lá estava não falava inglês e eles estavam com problemas em relação aos cartões de crédito. Quando conseguiram o carro, ainda fomos ao supermercado a Calama e só depois seguimos viagem para San Pedro de Atacama.

Depois de muita conversa, este casal da República Checa, o Tomás e a Nikol estavam a pensar ficar no mesmo sítio onde nós íamos ficar hospedados. Quando lá chegámos, a Jenny, a proprietária do alojamento disse que ainda havia espaço para eles. Como já era tarde, comemos algo rápido e fomos descansar.

Dia 558

O Tomás e a Nikol perguntaram se nós queríamos passar o dia com eles e nós aceitámos, porque gostámos bastante da companhia deles. Como já não era muito cedo, optámos por não ir até às “Piedras Rojas” como estávamos a pensar, pois ficava a cerca de 150 km. Seguimos a sugestão de uma outra pessoa que era guia e fomos até ao “Valle de la Luna” que ficava mesmo perto da cidade. Para entrar neste parque, tivemos de pagar 2500 CLP cada um. Quando entrámos e começámos a andar de carro até ao primeiro miradouro, percebemos o nome dado a esta zona. Parecia mesmo que estávamos em outro planeta. Depois de estacionarmos o carro, fizemos uma caminhada de 20 minutos até chegarmos a um miradouro de onde conseguíamos ver toda a “superfície da lua”. As formações rochosas são sem dúvida muito interessantes. Continuámos a caminhar por cima deste monte até chegarmos próximos da duna, que tinha uma cor muito escura. Depois, voltámos para o carro e continuámos até chegarmos ao parque de estacionamento que nos daria acesso ao miradouro “Achaches”. Depois desta paragem, continuámos mais um bocado até chegarmos à formação rochosa “As três Marias”. Isto nem foi o que gostámos mais, mas sim a camada de sal que estava na planície ao lado. Aqui fica o final do parque, por isso tínhamos de voltar tudo para trás para sairmos. No caminho, ainda parámos mais uma vez para ver uma mina de sal. Depois de sairmos do parque, decidimos ir até Guarín que fica a cerca de 23 km de San Pedro de Atacama. Este local também nos foi aconcelhado por um guia. Fizemos uma caminhada dentro de um canyon, com um rio e algumas cascatas no meio e também cactos enormes. Como o Tomás tem 1.95 m dá para ter uma ideia do tamanho dos cactos 😁. Como estava imenso calor e já tínhamos caminhado 1h30, decidimos voltar para o carro e fazer o caminho de volta para San Pedro de Atacama. Parámos só uma vez para ver a vista de um dos miradouros. Como haviam muitas pedras soltas, o João decidiu fazer uma pequena construção 😁. Quando chegámos a San Pedro de Atacama estava imenso calor, por isso optámos por ir descansar um pouco antes do pôr do sol. Por volta das 18h30, fomos de carro até ao miradouro “Piedra del Coyote”.  Como estavam muitas pessoas, decidimos ir até outro miradouro, o “Valle de Marte”. Aí ficámos a apreciar a vista e também o pôr do sol. Estava a ficar bastante frio, por isso decidimos voltar. Os nossos amigos decidiram ficar mais uma noite e jantámos juntos uma salada de atum. Eles convidaram-nos mais uma vez para passarmos o dia seguinte com eles. O plano era acordar às 5h00 e irmos até às “Piedras Rojas” 😊.

Dia 559

Pouco passava das 06h00 e já estávamos a caminho das “Piedras Rojas”. Foi uma longa viagem (cerca de 150 km), mas muito bonita. Como ainda estava de noite, parámos num descampado (sem nenhuma luz) para tirar algumas fotografias ao céu estrelado e à poeira celestial. Por volta das 08h00 já estávamos a chegar ao nosso destino, mas claro que pelo caminho ainda voltámos a parar para tirar mais algumas fotografias. A nossa primeira paragem foi num miradouro já muito perto do nosso destino final, de onde conseguíamos ver todo o vale. Andámos mais um pouco de carro, até ao miradouro das “Águas Calientes”, de onde tirámos algumas fotos e apreciámos a vista sobre o lago onde se encontram as “Piedras Rojas”. Infelizmente, desde 2018, não é mais possível aceder a estas rochas vulcânicas de cor avermelhada. Decidimos continuar mais um pouco, até chegarmos ao miradouro da “Laguna Tuyaito. Depois, começámos a fazer o caminho de volta para San Pedro de Atacama, mas é claro, ainda tínhamos vários locais para visitar. Virámos à esquerda por um caminho de terra batida e andámos um bocado até ficarmos do lado oposto do miradouro das “Águas Calientes”. De volta à estrada principal, fomos ao parque da “Laguna Miscanti” e da “Laguna Miñiques”. Aqui tivemos de pagar 3000 CLP cada um.

Já dentro do parque, decidimos começar pela “Laguna Miñiques”, onde parámos algum tempo a observar a lagoa com o vulcão Miñiques como plano de fundo. Depois, fomos ver a “Laguna Miscanti” que tem cerca de 13,5 km² e está a 4140 metros de altitude. Ambas as lagoas são de um azul turquesa muito bonito. Decidimos seguir viagem em direção à “Reserva Nacional Los Flamencos”. Quando lá chegámos, tínhamos tido uma variação de altitude de cerca de 1800 metros, chegando aos 2300 metros. Ainda para mais, quando saímos do carro estava bastante calor. Para entrar neste parque, tivemos de pagar 2500 CLP cada um. Neste parque, como o próprio nome indica, podemos ver vários flamingos chilenos a “almoçarem” o seu prato favorito, camarões de salmoura, que lhes dá a pigmentação cor de rosa. Depois deste passeio e como já tínhamos visitado bastante neste dia, voltámos para o nosso alojamento para descansar. De referir que neste dia, passámos mais uma vez pelo Trópico de Capricórnio, mas desta vez, não parámos para tirar foto.

Dia 560

O Tomás e a Nikol decidiram subir ao vulcão Lascar, mas como ainda não estávamos recuperados da nossa constipação decidimos ficar pelo alojamento e descansar. Depois do pequeno almoço tomado, fomos até ao centro para saber as opções e preços das viagens de autocarro e também dos passeios de 4×4 para Uyuni, na Bolívia. Aproveitámos também para conhecer o centro da cidade e visitar a igreja feita de adobe (espécie de argila). Quando voltámos para o alojamento, o Tomás e a Nikol tinham acabado de chegar da caminhada. Almoçámos umas belas empanadas e tivemos na conversa com eles. Mais tarde, por volta das 16h30, eles foram embora para Calama. Nós gostámos muito de conhecido este casal, mas foi hora de nos despedirmos, pois íamos seguir caminhos diferentes. O resto da tarde, passámos por casa, saímos apenas para ir ao supermercado comprar algumas coisas para o jantar.

Dia 561

Depois de mais uma noite muito bem dormida e de um belo pequeno almoço, voltámos ao centro para pagarmos o passeio de 4×4 até Uyuni. Optámos por fazer o passeio de 3 dias e 2 noites com a empresa Cruz Andina Travel, que nos custou 120 000 CLP cada um. O resto da tarde, ficámos pelo alojamento a trabalhar no nosso website. Quando já não estava tanto calor, fomos andar um pouco para esticar as pernas. No final do dia, preparámos as mochilas para o dia seguinte, pois iriamos partir para o passeio de 3 dias.

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