Salento

Dia 641

Depois de tomarmos o pequeno almoço, partimos em direção ao terminal rodoviário. Quando chegámos, já perto das 10h00, apanhámos logo um autocarro até à cidade de Armenia, que nos custou 20000 COP cada um. Passado 6 horas, lá chegámos ao terminal de Armenia. Já faltava pouco para o nosso destino final, mas mesmo assim ainda tínhamos de apanhar mais um autocarro até Salento, que nos custou 4700 COP por pessoa. Chegámos ao Hostal Bamboo, já passava das 17h00. Fomos muito bem recebidos pelo John, o proprietário e a vista do nosso quarto era incrível. Depois de arrumar as malas e de bebermos um café que ele nos preparou, fomos jantar ao restaurante “Etnia sabor y arte”. A proprietária e os funcionários são muito simpáticos e claro, a comida estava deliciosa. Salento é uma cidade pequena, que se encontra na região de café e é muito conhecida pelo “Valle del Cocora”.

Dia 642

Depois de um pequeno almoço bem reforçado, preparado pelo proprietário, fomos passear pelo “Valle del Cocora”. Por volta das 08h30, apanhámos um transporte na “Plaza de Bolívar” que nos levou até à povoação de Cocora. Estes transportes são veículos 4×4, mais propriamente Jeep Willys. Nesta zona, tornaram-se muito famosos por serem usados nas quintas para transportar sacas de café. Como já não havia lugares sentados, fomos em pé na parte de trás. Por esta viagem, pagámos 16000 COP (os dois) ida e volta. Ainda não era 9h00 e já tínhamos chegado a Cocora, prontos para começar a caminhada. A maior atração desta zona são as palmeiras gigantes, as maiores do mundo. Nós decidimos fazer o circuito maior, que são cerca de 10 km, começando pela parte de baixo ao longo do rio. Parte da caminhada é feita por entre quintas, que são propriedades privadas e por isso, cobram dinheiro por passarmos por lá. Caminhar no vale ao lado do rio, ver as montanhas com as palmeiras gigantes e os animais a pastar é realmente algo único. Enquanto caminhávamos, escutávamos o barulho das aves e estávamos literalmente sozinhos, pois a maioria das pessoas faz o percurso no sentido inverso ou vão somente ver as palmeiras. Depois de iniciarmos o percurso e de pagarmos 3000 COP por entrarmos na primeira quinta, descobrimos uma bonita cascata, onde parámos para tirar algumas fotos. Daí, continuámos mais um pouco e decidimos visitar a “Casa de los Colibríes” e para entrar, pagámos 5000 COP cada um. Não sabíamos bem se deveríamos de ir, mas lá nos decidimos e ficámos contentes em ver tantos beija-flor de espécies diferentes e livres na natureza. Daqui, começámos a subir até chegarmos à “Finca la montaña”. Depois, foi sempre a descer até chegarmos perto das palmeiras gigantes. Para isso, tivemos que pagar mais 4000 COP, pois está dentro de mais uma propriedade privada. Estava a ficar bastante nevoeiro e a uma certa altura até começou a chover. Ficámos um pouco desanimados, mais tivemos a surpresa de ver a linda ave colorida “barranquero”. Prosseguimos mais um pouco e chegámos a outro local, onde tinha imensas palmeiras e decidimos esperar que a chuva parasse. E assim foi, passado pouco tempo já não chovia e o nevoeiro quase que desapareceu totalmente. Depois de desfrutarmos da vista e do som dos passarinhos, descemos até chegar de novo à povoação de Cocora. Não tivemos de esperar muito tempo para apanharmos um transporte de volta a Salento. Quando chegámos a Salento, comprámos uma deliciosa papaia e fomos para o alojamento. Para jantar, voltámos ao mesmo restaurante do dia anterior 😁.

Dia 643

Este dia, foi um dia para relaxar. Depois de tomarmos um delicioso pequeno almoço, preparado por nós, fomos passear. Decidimos ir até ao miradouro “Valle del Cocora”. Primeiro, subimos uma íngreme escadaria e suámos um bocadinho 😅. Deste miradouro, conseguimos ver toda a vila. De seguida, descemos para outro miradouro, onde conseguíamos ver todo o vale. Depois de apreciar a vista, decidimos passear pelo centro e apreciar as suas casas coloniais coloridas e bem características. Mais tarde, voltámos para o alojamento e aproveitámos para trabalhar um pouco no website. Por volta das 17h00, fomos beber um delicioso expresso ao café “Jesus Martin”. Quando demos conta, já era hora de jantar e como iria ser a nossa última noite em Salento, fomos jantar ao restaurante onde tínhamos ido nos últimos dias e que tanto gostámos. Hora de ir descansar, porque no dia seguinte íamos acordar cedo para irmos ter com os nossos amigos Leidy e Andrés, a Bogotá. 

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