Panamá

Dia 647

Neste dia não acordámos tão cedo como nos anteriores. Depois de tomarmos o pequeno almoço com os nossos amigos, tivemos de arrumar tudo ☹️. Foram poucos os dias que passámos juntos, mas divertimo-nos imenso e fomos muito bem recebidos. Antes de partirmos para o aeroporto, ainda nos foram comprar guanábana (fruto) para nós provarmos. Por volta das 11h30, tivemos de ir para o aeroporto e a Leidy e o Andrés foram connosco. Gostámos muito deles e da sua família, consideramo-los como amigos e esperamos vê-los muito em breve. Chegámos à cidade do Panamá por volta das 15h30, mas só saímos do aeroporto uma hora depois, pois estavam muitas pessoas para passar no serviço de emigração. Apanhámos um Uber até à casa onde iriamos ficar alojados, que nos custou cerca de 6 dólares. Senão fossemos de Uber, teríamos que pagar 25 dólares de táxi 😲. Quando chegámos a casa ficámos encantados. A casa é muito espaçosa e rodeada de árvores e fomos muito bem recebidos pela proprietária, a Nereida. O quarto tem uma cama enorme e é muito confortável. Enquanto bebíamos um café e conversávamos com a Nereida, chegou outro hóspede, o Miguel dos Estados Unidos. Mais tarde, a Nereida levou-nos aos três até ao supermercado mais próximo. Comprámos comida e cerveja para os três e a Carina fez um delicioso esparguete à bolonhesa. Já se sabe, passámos o serão a conversar e a beber umas cervejas. O Miguel partia no dia seguinte de manhã para a Colômbia, já não nos iriamos ver mais. Esta é uma das razões porque adoramos viajar, de manhã estávamos com os nossos amigos na Colômbia e à noite estávamos a jantar no Panamá, com outra pessoa que tínhamos acabado de conhecer.

Dia 648

Durante os dias que passámos com os nossos amigos em Bogotá não dormimos muito, mas foi por uma boa razão. Aproveitámos então este dia para dormir mais um pouco. Tomámos o pequeno almoço e por volta das 11h00, decidimos ir visitar o tão famoso Canal do Panamá. Optámos por ir visitar as eclusas de Miraflores, porque eram as mais próximas da Cidade do Panamá. Primeiro, ainda fomos até ao terminal rodoviário de Albrook para nos informarmos dos horários de autocarro até São José, Costa Rica. Também recarregámos o cartão “rapid pass”, para podermos utilizar os transportes públicos. Quando terminámos, apanhámos logo um autocarro direto para Miraflores. Uma vigem de autocarro tem o custo de 0,25 $. Quando chegámos ao miradouro de Miraflores, tivemos de comprar os bilhetes (20 dólares cada um). Ficámos a saber que os barcos só iriam começar a passar pelas eclusas por volta das 15h30. Como ainda tínhamos muito tempo, aproveitámos para visitar o museu que conta toda a história da construção deste Canal e que é bastante interessante. Quando acabámos, fomos para o miradouro para observar a vista em redor e os pelicanos que estavam ali a voar. Sinceramente, pensávamos que iria ser pior o tempo de espera, mas passou bastante rápido. Por volta das 14h30, já conseguíamos ver três barcos que estavam a atravessar as eclusas de Pedro Miguel. Depois de quase 1h, o primeiro barco chegou às eclusas de Miraflores e ali ficámos nós a assistir a esta obra de engenharia. É impressionante ver como um barco tão grande pode ser movido através do enchimento e consequentemente esvaziamento de água numa comporta. Depois de assistirmos à passagem de dois barcos, decidimos voltar para casa. Passámos só num minimercado para comprar o que faltava para fazer o jantar e depois já não saímos mais.

Dia 649

Depois de acordarmos com o cantar dos pássaros, fomos tomar o pequeno almoço. Neste dia, queríamos ir até ao “Ancón hill”. Decidimos apanhar um Uber até à entrada do parque, porque não existem autocarros até lá. A caminhada em si é muito bonita e podemos ter diferentes vistas sobre a cidade. Quando chegámos ao topo, tivemos que descansar, pois estava bastante calor e a húmida fazia-se sentir. De um lado da montanha, conseguíamos ver o Canal do Panamá com as eclusas de Miraflores ao fundo e do outro lado, a parte nova da cidade e a parte antiga, Casco Viejo. Depois, foi tempo de descer tudo e irmos visitar Casco Viejo. Para evitarmos uma zona onde é desaconselhado andar a pé, tivemos de contornar tudo e caminhar ao longo do Parque “Cinta costera”. Quando chegámos a Casco Viejo, podemos ver todos os edifícios coloniais antigos, como a “Iglesia de San José”, a Catedral Metropolitana “Santa Maria de la Antigua”, a “Iglesia de la Merced”, o monumento delicado a Simón Bolívar e muito mais. Antes de almoçarmos, ainda caminhámos ao longo do “Paseo Esteban Huertas” e no final, podemos ver o memorial às pessoas que morreram durante o período francês da construção do Canal do Panamá. Após o almoço, continuámos a caminhar até chegarmos ao Parque “Mirador del Pacífico”. Pelo caminho, ainda passámos pelo mercado de peixe, onde também se pode almoçar. Depois, apanhámos um autocarro de volta ao terminal rodoviário de Albrook e fomos dar uma volta ao shopping Albrook. No dia seguinte, tínhamos um passeio de 3D/2N às ilhas San Blás.

Dia 650

Este foi o dia que fizemos o passeio até às ilhas San Blás e que não correu como esperávamos. Vamos começar pelo início e contar todos os pormenores. Através da proprietária da casa onde ficámos alojados na Cidade do Panamá, conseguimos o contacto de uma empresa que organiza tours às ilhas San Blás. Depois de contactarmos a pessoa, Crescencio Banderas, que agora sabemos que faz parte da agência “Tourbilypty”, fechámos o tour de 2N/3D por 370 dólares para os dois, com bebidas incluídas durante as refeições. Neste preço, estava basicamente tudo incluído (transporte, 2 noites numa cabana simples, 6 refeições, entrada nas ilhas e um passeio de barco a 4/5 ilhas). Perguntámos se era possível fazer um segundo passeio de barco e este senhor respondeu que sim e que teria um custo adicional de 5 dólares por pessoa. Até aqui tudo bem, sempre foi prestável e respondia rapidamente às nossas perguntas. O transporte de carro desde a Cidade do Panamá até ao porto correu bastante bem. Quando chegámos ao porto, confirmámos o preço do segundo passeio de barco opcional e afinal era de 10 dólares por pessoa, o que não correspondia ao preço inicial. Quando chegámos à ilha “Diablo”, onde íamos ficar alojados nas “Cabañas Niadub” é que começaram os problemas. Depois de nos darem a chave da cabana onde íamos ficar, fomos vê-la. Apesar de ser muito simples, era o que estávamos à espera e até aqui tudo bem. Vamos começar a enumerar os problemas:
1 – Reparámos que mesmo à frente da nossa cabana haviam várias latas de cerveja, que pelo aspeto já estavam ali a alguns dias e mais umas quantas garrafas de plástico. Um pouco mais ao lado ainda se encontrava mais lixo (roupa, plásticos…) e aí já começámos a não gostar muito, pois estas ilhas são pequenas (10 minutos e damos a volta à ilha) e em menos de 1h este lixo já estava todo apanhado. Isto claro, se as pessoas que lá trabalham/vivem e que estavam sentadas, assim o quisessem;
2 – Quando chegou a hora de almoço, disseram que não tínhamos bebidas incluídas e mesmo depois de nós explicarmos e dizermos que tínhamos, a pessoa mostrou-se intransigente e disse que se quiséssemos teríamos de pagar;
3 – Quando estávamos a tentar falar com o senhor acerca da bebida, ele basicamente ignorou-nos. Quando estávamos a explicar a situação e referimos que havia bastante lixo em frente à nossa cabana, continuou a ignorar-nos e respondeu “está bem”;
4 – Para o almoço, quando perguntaram o que queríamos comer dentro de uma seleção de pratos, escolhemos camarões. Quando recebemos o prato, reparámos que eram camarões pequenos e congelados, achámos nós que estando numa ilha, teríamos peixe/marisco fresco;
5 – Quando o nosso guia nos veio buscar a seguir ao almoço para fazermos o passeio de barco, explicámos tudo o que se tinha passado. Dissemos que não queríamos ficar ali a dormir, pois tinham-nos faltado ao respeito. Pedimos para que o guia ligasse ao Crescencio a explicar a situação, de forma a encontrar uma solução. Nem o guia, nem o “capitão” da lancha ligaram para o Crescencio a explicar o que se estava a passar, nem tão pouco arranjaram uma solução;
6 – Depois de o João se informar sobre a disponibilidade das cabanas na ilha “Perro Chico”, o guia propôs-nos pernoitar numa das cabanas dessa ilha. Mas para isso, cada um de nós tinha que pagar 50 dólares a mais, quando o preço da cabana era o mesmo da ilha “Diablo”.

Conclusão: tivemos de voltar para o porto e falámos com o Toty, o tio do Crescencio e assim voltámos para a Cidade do Panamá. Quando parámos mais à frente numa bomba de gasolina, onde estava o Crescencio à nossa espera, explicámos o que se tinha passado.  Ele percebeu a situação e deu-nos razão. Nós queríamos o nosso dinheiro de volta, pois não tínhamos disfrutado do dia e não íamos ficar a pernoitar em nenhuma ilha, isto por incompetência de várias pessoas. O Crescencio, basicamente devolveu-nos 80 dólares, ficando acordado que iria nos dar mais 80 no dia seguinte, valores referentes às noites que não usufruímos. De salientar, que inicialmente ele nos tinha dito que cada noite custava 45 dólares por pessoa e agora só nos queria dar 40, um pouco estranho. Nós não concordámos, pois estávamos a pagar demasiado, tendo em conta o que se passou e toda a falta de profissionalismo da parte deles. No dia seguinte, estivemos à espera dele desde as 18h30 até às 22h30 e não apareceu, mesmo depois das inúmeras mensagens e chamadas. Aliás, às 20h00 enviou uma mensagem a dizer que ia só levar uma pessoa a casa, jantar e que depois ia ter connosco, mas nada. Mais tarde, por volta das 23h15, dignou-se a mandar uma longa mensagem (isto depois de falarmos com o tio dele). Na mensagem, ele dizia que tinha ido com a mãe para o hospital (coincidência) e que de qualquer forma não nos iria dar mais dinheiro, pois nós é que tínhamos decidido não ficar na ilha. Ao que o João responde todo enervado “usted vale mierda”. Fomos realmente enganados e isto só prova que não se pode confiar em ninguém. Com esta mensagem, só queremos alertar as pessoas para se informarem bem sobre as empresas, os passeios e a “família” que vos vai receber, antes de reservarem. O mais importante, se forem às ilhas de San Blás, não vão com esta empresa e muito menos fiquem com esta “família”!!! Estas ilhas são território do povo indígena “Kuna”, sendo as diversas famílias que gerem as cabanas. Quando chegámos à ilha, não nos sentimos nada bem recebidos, muitas vezes nem um simples “olá” tivemos da parte da família que gere a ilha. Sentimos que o dinheiro é o fator mais importante para estas pessoas, o que nos entristece bastante. À parte deste grande problema, que nos estragou o dia, podemos dizer que este é um pedaço de paraíso, que poderia ser muito mais bem preservado e aproveitado.

Depois de almoço na ilha “Diablo”, fomos até às conhecidas piscinas naturais com uma água cristalina difícil de descrever e acabámos o dia a fazer snorkeling perto de um navio naufragado, em frente à ilha “Cerro chico”.
Depois de tudo isto e quando estávamos a voltar para a Cidade do Panamá, conhecemos 4 pessoas da comunidade “Kuna” que foram muito simpáticos e até nos ofereceram cerveja. Quando chegámos a casa, a Nereida estava lá à nossa espera. Ela foi muito simpática e até saiu de um jantar para nos ir abrir a porta de casa. Estávamos bastante cansados, fomos só comprar uma pizza para comer em casa e depois descansar.

Dia 651

Depois de dormirmos até mais tarde, foi hora de ir passear um pouco para esquecer o dia anterior. Como já tínhamos comprado o bilhete de autocarro para o dia seguinte, fomos ao terminal rodoviário de Albrook para tentar mudar para este dia, à noite. Fomos pela empresa “TicaBus” e rapidamente nos trocaram as datas da viagem. Por este bilhete de autocarro, desde a Cidade do Panamá até São José na Costa Rica, pagámos 40 dólares cada um. Depois de termos tratado deste assunto, fomos passear até à península Amador, que é constituída por três ilhas: a ilha Flamenco, a “Perico” e a “Naos”. Durante a construção do Canal do Panamá, algumas das pedras retiradas foram utilizadas para construir a estrada que chega até estas ilhas. Deste local, podemos ver a Cidade de Panamá de uma outra perspetiva. Apesar do calor que estava, caminhámos desde a ilha Flamenco até ao Biomuseu e podemos observar a cidade, a “Puente de las Américas” e os muitos flamingos que por ali estavam. Depois deste passeio, voltámos para o terminal rodoviário de Albrook e acabámos por ir ao shopping almoçar. Mais tarde, voltámos para casa à espera que o Crescencio aparecesse, mas como já escrevemos anteriormente, ele não apareceu. Por volta das 22h45, apanhámos um Uber para nos levar até ao terminal rodoviário e assim seguirmos viagem até ao próximo país.

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