Baía Drake

Dia 661

Para este dia tínhamos mais uma viagem pela frente, desta vez até à Baía Drake. Saímos do hostel pouco passava das 09h00 em direção à praia “Colonia”. Esta praia faz parte do Parque Nacional “Marino Ballena”, sendo necessário pagar entrada. Como nós não queríamos ficar muito tempo, perguntámos se podíamos parar só 10 minutos para ver a praia. Este Parque é conhecido por ter um areal em forma de cauda de baleia e porque é um dos melhores locais para ver baleias. Daqui, seguimos até à praia “Ventanas”, que ficava uns 12 km mais à frente. Também era necessário pagar, portanto parámos para ver e seguimos caminho. Já não voltámos a parar, pois não queríamos chegar tarde à baía Drake. A estrada até à povoação de Rincón foi sempre alcatrão, mas a partir daí tudo mudou. Os últimos 30 km foram feitos em caminho de terra batida, cheio de buracos e onde tivemos de cruzar 6 rios, por isso demorámos cerca de 1 hora. Felizmente, tínhamos o nosso “Suzuki Jimny”, que sinceramente nós achamos ser o carro ideal para este tipo de passeio. Quando chegámos ao alojamento onde íamos ficar hospedados, aproveitámos para almoçar. Após o almoço, agarrámos no carro e fomos até à baía Drake. Uma zona muito tranquila e quase deserta. Estacionámos o carro mesmo perto da praia e fomos caminhar um pouco pela trilha “Drake”. Este caminho vai desde a baía Drake até à praia “San Josecito” e demora cerca de 2 horas. Nós como estávamos um pouco cansados da viagem e queríamos aproveitar um pouco a praia, fomos só até à praia “Cocalito”. Ainda antes de chegar a esta praia, vimos duas araras vermelhas. Quando chegámos, ficámos encantados. Não havia ninguém e a praia está rodeada de árvores e palmeiras. Já não saímos mais daqui, só depois de começar a chover e a trovejar 😅. A caminho de casa, ainda parámos no supermercado para comprar comida. Já não voltámos a sair do alojamento e aproveitámos para descansar, pois no dia seguinte íamos conhecer o Parque Nacional Corcovado.

Dia 662

Depois de acordarmos e tomarmos o pequeno almoço, seguimos para o ponto de encontro. Decidimos fazer este passeio com a empresa “Osawild” e pagámos 90 dólares por pessoa. Contactámos com a empresa no dia anterior e correu tudo bem. Depois de conhecermos o nosso guia e o resto dos turistas, seguimos para o barco que nos ia levar desde a baía Drake até à estação Biológica Sirena. O Parque Nacional Corcovado é uma das áreas com maior biodiversidade no mundo, cerca de 2,5 %. A viagem de barco durou aproximadamente 1h. Quando chegámos, começámos logo a caminhar por entre a floresta, passámos pela praia e perto do rio até chegar ao acampamento Sirena. Os animais que vimos foram: várias aves (tigre, gavião, falcão, “Kingfisher”, íbis, araras…); répteis; borboletas; tapir; família de coatis; família de porcos selvagens com pelo castanho claro em forma de colar; macacos aranha, “squirrel”, “cariblanca”…
Ficámos muito contentes com todos os animais que vimos, mas o que mais queríamos ver era o tapir. Por volta das 12h00, fomos almoçar à Estação Biológica Sirena. Ao caminhar de volta para apanharmos o barco, ainda vimos os destroços de um avião e uma enorme família de coatis. Chegámos à baía Drake satisfeitos com o passeio que tínhamos feito. Decidimos seguir os conselhos do guia e fomos até um local onde a probabilidade de ver tucanos é grande. Conseguimos ver pelo menos 6 tucanos pousados nas árvores. Pelos vistos, é normal estarem naquela zona entre as 15h00 e as 17h00. Fomos mesmo a tempo, porque de repente começou a chover e já não vimos mais nada. Passámos outra vez no supermercado e fomos para o alojamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *