Antigua

Dia 667

O nosso último dia na Costa Rica, que começou bem cedo. Nós só tínhamos o voo para a Cidade de Guatemala às 14h00, mas como os camionistas estavam em greve, decidimos acordar cedo. A viagem, numa situação normal dura cerca de 4 horas, com greve nunca se sabe. O nosso objetivo era sair por volta das 05h30 e assim foi. Durante a viagem reparámos que já não havia greve, mas mesmo assim só chegámos a São José por volta das 09h00. Como tínhamos tempo, aproveitámos para ir tomar o pequeno almoço a uma pequena “panaderia”. Depois, fomos entregar o carro e eles levaram-nos ao aeroporto. Por volta das 10h30, já estávamos no aeroporto e prontos para mais uma aventura. Podemos dizer que adorámos a Costa Rica, apesar de ser um país caro. É um país repleto de belas paisagens, praias desertas e parques nacionais repletos de vida selvagem. Para não falar do facto de termos passado ótimos momentos com os nossos amigos, Beatriz e Carlitos. Partimos de São José às 14h00 e chegámos à Cidade de Guatemala às 18h00. Apesar da viagem não ser muito longa, demorámos mais devido ao tempo de escala em El Salvador. Como já tínhamos reservado o transporte desde o aeroporto até à cidade de Antígua, tivemos de esperar um pouco. Como estávamos bastante cansados e cheios de fome, aproveitámos para jantar enquanto esperávamos. Chegámos ao alojamento “Maison Bougainvillea” por volta das 21h00. Conhecemos o Irving, o proprietário e tivemos logo uma ótima impressão. Ele foi muito simpático e deu-nos um quarto melhor (com casa de banho). Quando chegámos ao terraço, ficámos logo entusiasmados, pois passado poucos minutos podemos ver algumas explosões de lava do vulcão “Fuego”. Falámos mais um pouco com o Irving e fomos descansar.

Dia 668

Estávamos mesmo a precisar de descansar e este alojamento é perfeito para isso. Tomámos um pequeno-almoço bem típico feito pela senhora Rosa e fomos apreciar a vista do terraço. Ficámos encantados, conseguimos ver os três vulcões (Água, Fuego e Acatenango) que rodeiam Antígua. O vulcão “Fuego” estava bem ativo, não parava de libertar fumarolas. Já perto da hora de almoço, fomos ao “Mirador del Cerro de la Cruz”. Avista sobre a cidade e os vulcões é inacreditável. Seguimos a sugestão do Irving e fomos almoçar a um restaurante local, o “Contralto”. Tivemos que nos despachar, pois às 14h00 tínhamos reservado uma excursão (transporte e guia) para subirmos ao vulcão Pacaya, pela qual pagámos 65 GTQ. Demorámos cerca de 1h30 a chegar e pagámos 50 GTQ para subir ao vulcão. Depois de quase 1h a subir, chegámos ao miradouro do vulcão Pacaya. Daqui conseguimos ver o rio de lava que corria encosta abaixo, mas ainda íamos continuar caminho. Tivemos de descer uma encosta cheia de rochas vulcânicas e depois sim, estávamos em frente à lava semi-solidificada. Poder estar ali tão perto de lava é indescritível, para não falar da temperatura que se fazia sentir. Depois de apreciarmos este fenómeno da natureza, voltámos a subir a mesma encosta que tínhamos descido. Podemos ver o sol a esconder-se por trás dos vulcões Água, Fuego e Acatenango. Quando nos virámos na direção do vulcão Pacaya, podemos ver ainda melhor o vermelho da lava e o seu percurso. Depois de desfrutarmos este momento, descemos em direção ao parque de estacionamento. Quando chegámos a Antígua, fomos jantar onde tínhamos almoçado e o Irving fez-nos companhia. Depois de jantar, fomos até ao terraço do hotel apreciar as explosões de lava do vulcão Fuego.

Dia 669

Depois de mais um pequeno almoço com vista para os vulcões, partimos à descoberta do centro de Antígua. Começámos por caminhar pela rua “1ª Calle Oriente”, que nos levou até à igreja “La Merced”. Não podemos entrar na igreja, porque estávamos com calções e t-shirt. Parámos no mercado de artesanato “Nim P’ot”, que gostámos bastante, pois tinha muitas peças feitas por locais e muito bonitas. Daqui, continuámos em direção à praça central e passámos por baixo do Arco de “Santa Catalina”, que fica ao lado do convento com o mesmo nome. Este é um excelente sítio para tirar uma foto com o vulcão Água de fundo. A praça é muito bonita, rodeada de edifícios coloniais, Catedral de São José e vários museus. Decidimos ir visitar o terminal de autocarros, pois queríamos ver os tão conhecidos “chicken bus”. Estes autocarros locais muito coloridos, são muito típicos aqui na Guatemala. São antigos autocarros escolares da marca “Blue Bird”, que vêm dos Estados Unidos e que na Guatemala ganham uma segunda vida. Todos eles têm nomes muito peculiares, como por exemplo: “Antonieta”, “Carmen Gabriela”, “Castellanos”, etc. Pelo caminho, parámos no McDonald’s para vermos o edifício e beber um café. Podemos dizer que este McDonald’s é dos mais bonitos que já vimos, pois encontra-se num edifício colonial e tem um lindo jardim com vista para o vulcão Água. Mesmo ao lado do terminal rodoviário, encontra-se um enorme mercado local que vende de tudo. Voltámos em direção ao centro e aproveitámos para comprar alguma comida no supermercado “La Bodegona”, que é o maior de Antígua. Como já estava na hora de almoço, seguimos mais uma vez os conselhos do Irving e fomos almoçar ao restaurante “Rincón Tipico”. Optámos por almoçar um frango assado com batata assada que estava uma delícia. Depois de almoço, fomos visitar as ruínas da “Catedral de San José” e o “Tanque de la Unión”, onde antigamente lavavam a roupa. Daqui, também se podem tirar bonitas fotografias com o vulcão Água de fundo e os vulcões Fuego e Acatenango. Depois deste passeio, voltámos para o alojamento e fomos trabalhar um pouco no website. Mais tarde, o Irving juntou-se a nós para o jantar. Fomos jantar a um restaurante que ele também sugeriu, “Por Qué No”. O jantar foi uma verdadeira iguaria. O burrito estava muito bom e os camarões com “chili cobanero” também. Como no dia seguinte tínhamos de acordar cedo, depois do jantar fomos descansar.

Dia 670

Porque é que tínhamos de acordar cedo neste dia, perguntam vocês. Pois bem, neste dia tínhamos pela frente uma subida ao vulcão Acatenango. Este tour inclui o transporte, guia, três refeições e passar a noite numa tenda na encosta deste vulcão, com vista privilegiada sobre o vulcão Fuego 😁. Por este tour pagámos 300 GTQ, cada um. A viagem, desde Antígua até Acatenango demorou cerca de 1h30. O custo da entrada para subir ao vulcão é 50 GTQ, por pessoa. Começámos a subir por volta das 10h15. O nosso grupo era de 12 pessoas, sem contar com os dois guias que nos acompanhavam. Não estávamos nada à espera, mas entre estas pessoas havia um português, o Ricardo. O caminho até ao acampamento é quase sempre a subir, com um desnível de 1500 metros. Enquanto parámos para almoçar, aproveitámos para falar com o Ricardo e com o nosso grupo. No total, demorámos 4h30 a chegar ao acampamento, sempre acompanhados por uma bela vista. Podemos ver a cidade de Antígua e todas as outras vilas em redor, bem como o vulcão Água de uma outra perspetiva. Quando chegámos ao acampamento não conseguimos ver o vulcão Fuego, pois estava encoberto, mas conseguíamos escutar as explosões. Cerca de uma hora depois, já estava todo descoberto e aí começámos a ver a libertação de fumarolas. Durante o jantar vimos um belíssimo pôr-do-sol. O ponto alto desta subida ainda estava para vir. Quando começou a anoitecer conseguimos ver as tão esperadas explosões de lava. Foi algo inacreditável, mas podíamos acreditar que estávamos a assistir tal fenómeno da natureza 🌋. Em 2018, muitas pessoas morreram durante uma explosão que fez com que um rio de lava corresse montanha abaixo e destruísse 2 povoações. Por isso, apesar de estarmos maravilhados, não nos podemos esquecer que temos que respeitar a natureza. Depois do sol se pôr, fazia bastante frio, por isso tínhamos todas as nossas roupas de inverno connosco. Mais tarde, já dentro da tenda, continuámos a observar as explosões de lava. Parecia que estávamos sentados em frente a uma televisão, a assistir a um programa da “National Geographic”. Sem contar com o facto de estar frio e o sofá não ser muito confortável 🤣🤣. Como o céu estava descoberto, além do vulcão Fuego, também conseguíamos ver as explosões e o rio de lava do vulcão Pacaya. Adormecemos ao som das explosões do vulcão Fuego.

Dia 671

Tendo em conta as circunstâncias, até podemos dizer que dormimos bastante bem. Só acordámos por volta das 4h00, com o nosso guia a perguntar se queríamos subir até ao cimo do vulcão Acatenango. Como o tempo estava bastante encoberto e a probabilidade de ver algo era muito baixa, nós decidimos ficar a dormir. Acordámos mais tarde, por volta das 7h00, quando eles chegaram. Felizmente, ainda conseguimos ver outra vez o vulcão Fuego antes de partimos. Desde o acampamento até à entrada do parque, demorámos cerca de 2h. A descida foi igualmente difícil, pois o terreno é muito íngreme e cheio de pedras soltas. Chegámos ao nosso alojamento em Antígua por volta das 12h00, fomos tomar um banho e depois almoçar ao restaurante “Rincón Tipico”. Como o João estava com dor de cabeça, decidiu voltar para o alojamento para descansar e a Carina foi dar uma volta pela praça central e visitar o museu de chocolate. Como era domingo as ruas do centro estavam fechadas ao trânsito, sendo muito mais agradável passear pela cidade. Ao final da tarde, começou uma tempestade, mas praticamente não choveu em Antígua, por isso fomos até ao terraço do alojamento ver os relâmpagos 🌩️ que caíam sobre o vulcão Água. Depois de assistirmos a mais um lindíssimo espetáculo da natureza, fomos jantar ao restaurante “Casa de Sopas” e comemos “Pepián” e “Jocón”. O Irving e o Ricardo juntaram-se a nós. Depois do jantar, despedimo-nos do Ricardo e regressámos ao alojamento. No caminho, aproveitámos para comprar umas cervejas para acompanhar a boa conversa.

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