Tobacco Caye

Dia 681

Começámos bem cedo o dia, pois às 09h00 tínhamos de estar na povoação de Dangriga. Apanhámos um autocarro de San Ignacio até Belmopan (capital do Belize) pelo qual pagámos 5 BZD cada um. Depois, quando chegámos a Belmopan tivemos de trocar de autocarro e pagámos 7 BZD cada um. Quando chegámos a Dangriga, tivemos de andar um pouco desde o terminal rodoviário até ao porto dos barcos. Nesta zona costeira, parecia que estávamos na Jamaica, quer dizer pelo menos é essa a ideia que temos, pois nunca lá estivemos. Vivesse um ambiente muito descontraído, uma cultura bem Rastafári, com muitas pessoas a andarem de bicicleta, rapazes com rastas e a ouvirem música ao estilo Bob Marley. Quando chegámos ao porto, conhecemos outro casal que também ia para a mesmo alojamento em Tobacco Caye, “Gill’s Cove”. Coincidência das coincidências, já nos tínhamos cruzado com eles algumas vezes na Guatemala.  O Guillaume e a Gaelle são um casal francês muito simpático, sempre prontos para uma boa conversa e para a brincadeira 😊. A viagem de barco até à ilha teve a duração de 1h, pois havia alguma ondulação. Por esta viagem de barco de ida e volta, pagámos 40 BZD cada um. Quando chegámos, já tínhamos o Jerome, o proprietário do alojamento à nossa espera. Depois de colocarmos as mochilas no quarto, agarrámos logo na máscara, tubo e barbatanas e fomos fazer snorkeling. Os corais eram verdadeiramente muito bonitos, podíamos ver vários peixes e raias. Depois de quase 45 minutos, voltámos para o alojamento, pois o Jerome já nos tinha preparado um delicioso “ceviche” de conchas para o almoço. Depois de almoço e mesmo com o tempo um pouco encoberto, fomos fazer mais uma vez snorkeling. Aproveitámos também para relaxar um pouco nas redes. Como estávamos os 4, ensinámos aos nossos novos amigos, o jogo de cartas que tanto gostamos, “Gin”. Passámos um bom bocado a jogar e mais tarde, jantámos lagosta.

Dia 682

Acordámos com um lindo dia de sol. Para o pequeno almoço até tivemos direto a conchas com molho branco, uma delícia. Na parte da manhã, fomos fazer um passeio de barco, na esperança de encontrar manatins (peixe-boi). Pelo passeio (barco e capitão) pagámos 130 BZD, a dividir pelos 4. Este animal está em vias de extinção e é bem peculiar. Eles encontram-se normalmente onde estão mangues e alimentam-se de vegetação aquática.  Depois de quase 1h a andar à volta de uma bacia, onde eles costumam estar e quase a perder a esperança, aparecem cerca de 3 manatins. Só conseguimos vê-los dentro de água e vimos o dorsal de um, quando veio respirar à superfície. A Carina ainda tentou nadar com eles, mas sem sucesso. Depois de 1h30 de passeio, voltámos para Tobacco Caye. Antes de almoço, ainda fomos fazer snorkeling. Almoçámos peixe fresco e foi uma delícia. Esta ilha é bem pequena e conseguimos dar a volta toda, em cerca de 10 minutos. A vantagem desta ilha é que não é muito turística e está mesmo no meio do segundo maior recife de corais do mundo. Entre as várias raias que vimos, a mais bonita é a “spotted eagle ray”. Além de toda a vida marinha, também existem várias aves nesta ilha, como pelicanos, fragatas e águias. Depois de almoço, foi tempo de relaxar na rede e mais tarde, voltámos aos mergulhos. Neste dia, o Jerome preparou peixe e lagosta grelhada para o jantar. O nosso plano inicial era ficar só 2 noites, mas como estávamos a gostar tanto, decidimos ficar mais uma 😁.

Dia 683

Este dia foi mesmo para relaxar. Depois do pequeno almoço, fomos jogar “gin” à beira mar. Apesar de não estar um dia muito solarengo, não nos impediu de fazermos snorkeling. Aproveitámos a tarde para relaxar e apreciar esta linda ilha.

Dia 684

Grande dia de viagem tínhamos nós pela frente desde Tobacco Caye até Bacalar, México. Como estávamos a gostar bastante da companhia uns dos outros, decidimos continuar a viajar juntos. Depois de tomarmos o pequeno almoço, fomos de barco desde Tobacco Caye até Dangriga. Sabíamos que tínhamos um autocarro direto desde Dangriga até à Cidade de Belize, às 10h30. Por esta viagem de autocarro, pagámos 12 BZD e por volta das 13h30 já estávamos no terminal rodoviário da Cidade de Belize. Como havia um autocarro às 14h30 para Corozal, aproveitámos e fomos almoçar. Quando voltámos, ainda antes das 14h30, o autocarro já tinha partido. Quando chegou o próximo autocarro, o ambiente Rastafári mudou completamente. As pessoas começaram a correr e a empurrarem-se para conseguirem um lugar no autocarro. Depois de muitos empurrões e com a ajuda de quem lá trabalhava, lá conseguimos 2 lugares. O João e o Guillaume tiverem de ficar em pé cerca de 1h. Apesar de termos ficado chateados e desiludidos com esta situação de falta de civismo e respeito mútuo, gostámos muito dos poucos dias que passámos no Belize. Chegámos a Corozal por volta das 17h30 e daí, apanhámos um táxi até à fronteira. Por esta viagem pagámos 30 BZD. Para sair de Belize, tivemos de pagar uma taxa no valor de 40 BZD cada um. O mesmo taxista, ainda nos levou até à fronteira com o México e depois cruzámos a ponte a pé. Neste dia esquecemo-nos de um pequeno pormenor, no México era 1h a mais. Passar a fronteira foi muito rápido e não houve qualquer problema. Decidimos apanhar um táxi da fronteira até Bacalar, pois já estava de noite. A viagem de táxi foi de 35 km e custou-nos 300 pesos. Quando chegámos finalmente ao nosso alojamento, saímos para jantar e depois, fomos descansar.

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