Ilha Holbox

Dia 698

Como estávamos mesmo perto do terminal rodoviário ADO, não foi preciso andarmos muito. Partimos por volta das 08h15 e chegámos a Chiquilá às 11h15. Mas o que é que nós íamos fazer a Chiquilá? Pois bem, íamos apanhar o barco para nos levar para a ilha Holbox. A cada 30 minutos sai um barco e vai alternando entre a empresa “Holbox Express Fast Ferry” e a “9 Hermanos”. O custo de cada bilhete é de 150 pesos mexicanos. Como não ficámos no mesmo alojamento que o Guillaume e a Gaelle, combinámos para almoçar juntos. Depois de almoço, fomos um pouco até à praia e depois procurar uma empresa para fazer um passeio de barco para podermos nadar com o tubarão-baleia. No final, acabámos por reservar com a empresa “Holbox Whale Shark Tours with Willi’s Tours” e pagámos 120 USD cada um. Estávamos todos contentes, pois era algo que queríamos muito fazer e só nesta altura do ano é que é possível (entre junho e setembro). O tubarão-baleia é o maior peixe do mundo e alimentasse essencialmente de plâncton. Depois disto, voltámos para a praia para ver o pôr do sol e beber uma cerveja. Para jantar, fomos ao restaurante “El tacoquetome” e comemos uma torta e um burrito 🌯.

Dia 699

Acordámos bem cedo, mas cheios de energia. Antes das 07h00, já estávamos no cais à espera de partir nesta grande aventura. No total, haviam 10 pessoas no barco, incluindo o guia e o capitão. Depois de quase 1h30 a andar de barco e a admirar a beleza do oceano e dos peixes-voadores, chegámos ao tão esperado momento. Infelizmente só havia um tubarão-baleia para vários barcos e nós ficámos um pouco desapontados. Mas por outro lado além do tubarão-baleia, vimos também uma manta raia. Até vimos a manta raia a saltar fora de água, algo espetacular. Nós como fomos os últimos do nosso grupo a ir para dentro de água, porque só vão 2 pessoas de cada vez mais o guia, acabámos por não nadar com este tubarão-baleia. O capitão decidiu ir para outro lado onde estivessem menos barcos. No caminho para esse tal sítio vimos um tubarão-baleia com cerca de 8 metros. O capitão imediatamente disse: “este é perfeito para vocês nadarem, está muito calmo”. Ficámos ainda mais entusiasmados e com um nervoso miudinho. Este era o momento pelo qual tanto aguardámos. Estarmos a nadar ao lado deste peixe enorme é uma experiência surreal e incrível. Sentimo-nos tão pequenos perto deste animal tão majestoso e ao mesmo tempo tão delicado, em plena harmonia com a natureza. No total, nadámos 2 vezes com o tubarão-baleia, cerca de 8 minutos. Mas podemos dizer que quando estávamos debaixo de água, parecia que estávamos em outro mundo e que o tempo tinha parado. Foi uma das melhores experiências que alguma vez tivemos, um sonho tornado realidade. Mas é importante referir que estávamos com algum receio sobre a forma como o passeio se iria realizar. Se a equipa iria respeitar o animal e todas as condições impostas pelo governo referente à proteção do mesmo. Sinceramente, sentimos que respeitámos o animal com a devida distância e sem tocá-lo. Tanto que o tubarão-baleia continuou a nadar e a alimentar-se no mesmo lugar. Também tivemos a sorte de estarmos sozinhos, sem mais nenhum barco por perto. Quando terminámos este momento mágico, seguimos para outro sítio onde íamos fazer snorkeling. Durante a viagem de barco, enquanto comíamos uma sandes e bebíamos um sumo, vimos uma família de golfinhos com duas crias.
Depois de chegarmos ao local onde íamos fazer snorkeling, foi só saltar para a água e começar a observar o fundo marinho. Aqui vimos:
– Corais;

– Peixes balão;
– Moreias;
– Tubarão gato;
– Raias;
– E muitos peixes coloridos.
Quando voltámos para o barco, já tínhamos um delicioso “ceviche” que o capitão e o guia nos tinham preparado. Ainda não tínhamos comido um “ceviche” com manga e podemos dizer que gostámos bastante. Antes da chegarmos à próxima parada, apanhámos chuva, mas felizmente foi por pouco tempo. Parámos no Parque Nacional, zona protegida da ilha Holbox e vimos alguns flamingos cor de rosa e muitos peixe-gato. Já no caminho para Holbox, vimos vários pelicanos e flamingos cor de rosa. O passeio acabou por volta das 14h00 e estávamos com um sorriso de orelha a orelha e muito satisfeitos. Da parte da tarde, fomos dar mais uns mergulhos e ver mais um lindo pôr do sol.

Dia 700

Neste dia, aproveitámos para fazer praia e descansar. Estivemos com os nossos amigos e jogámos às cartas. Da parte da tarde, quando queríamos voltar à praia, começou a chover bastante e decidimos continuar a jogar às cartas 😂. Felizmente, ao final da tarde deixou de chover e podemos admirar o nosso último pôr do sol na ilha Holbox. Voltámos a jantar no restaurante “El tacoquetome”, o João não se cansa de comer Tortas 😁.

Dia 701

Este iria ser o nosso último dia em Holbox e também o último dia com os nossos amigos Guillaume e Gaelle 😭😭. Antes de irmos até à praia passámos no alojamento deles para nos despedirmos. Tínhamos passado praticamente 3 semanas juntos e gostámos bastante. Aproveitámos o resto da manhã para fazer praia, pois tinhamos uma longa viagem pela frente. Às 14h00 apanhámos o barco para Chiquilá e às 15h15 um autocarro para Cancún. Chegámos ao terminal rodoviário ADO em Cancún por volta das 17h45. Como tínhamos de esperar até ao próximo autocarro, fomos para o MacDonald’s para termos internet. Às 20h10 apanhámos um autocarro desde Cancún até Palenque, estado de Chiapas, onde só iríamos chegar no dia seguinte por volta das 11h00. 

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