Oaxaca

Dia 709

Chegámos a Oaxaca por volta das 10h00. A viagem tinha sido longa e cansativa. Infelizmente, o apartamento que tínhamos reservado ainda não estava pronto. Aproveitámos então para ir tomar o pequeno almoço às 12h00 já podíamos fazer o check-in e descansar. Mais tarde fomos ao supermercado fazer umas compras para o jantar e ficámos pelo apartamento o resto do dia.

Dia 710

Já recuperados da noite passada no autocarro, partimos à descoberta da Cidade de Oaxaca. A nossa primeira paragem foi o Templo de Santo Domingo de Guzmán, que tem uma decoração muito bonita. O altar está pintado de dourado e o teto tem um trabalhado em madeira muito pormenorizado. Daqui seguimos até ao jardim botânico, que fica na parte detrás do ex-convento de Santo domingo de Guzmán. Fizemos um tour de cerca de 1 hora para ver este jardim, onde podemos ver muitas árvores e plantas da região. Para entrar tivemos que fazer um tour com guia e custou 50 pesos mexicanos cada um. Se o tour fosse em inglês teria um custo de 100 pesos mexicanos. Quando acabámos a visita, caminhámos até ao mercado “20 de noviembre”, onde fomos almoçar uma deliciosa “tlayuda”, um prato típico de Oaxaca. É uma tortilha grande, fina, crocante, parcialmente frita, coberta com feijão frito, “asiento” (banha de porco não refinada), alface ou repolho, abacate e carne. De seguida, fomos até ao mercado de artesanato. Como já tínhamos andado bastante, decidimos voltar para o apartamento. Pelo caminho ainda passámos pela praça principal (Zócalo), pela Catedral, que tem uma fachada muito interessante e pelo “Arco de Xochimilco”, que faz parte do antigo Aqueduto de San Filipe. Depois deste longo dia, foi tempo de relaxar e preparar um belo jantar.

Dia 711

Fomos visitar mais um sítio arqueológico, desta vez o Monte Albán. Como fica um pouco fora da cidade, tivemos de apanhar um autocarro que nos leva desde o centro, na “Calle Francisco Javier Mina” até lá. O trajeto teve a duração de cerca de 30 minutos e pagámos 60 pesos mexicanos cada um. A entrada no sítio arqueológico teve o custo de 75 pesos mexicanos por pessoa. Esta foi a maior cidade Pré-hispânica da região de Oaxaca, pertenceu aos Zapotecas e teve uma ocupação humana por mais de treze séculos (500 a.C. a 850 d.C.). Durante o seu apogeu, teve uma “Plaza Principal” que era o “Corazón del Centro Comercial”, ou por outras palavras, onde tudo a nível comercial se realizava. Além da praça existem muitos outros edifícios. Na tumba 7 foram encontrados restos mortais de uma pessoa muito importante dessa época, pois estava acompanhada por uma grande e valiosa quantidade de oferendas. A réplica dessa tumba e as suas oferendas estão expostas no Museu das Culturas de Oaxaca. O complexo em si é muito grande, por isso ainda demorámos algum tempo a visitar tudo. Quando terminámos, por volta das 12h00, ainda fomos visitar o museu. Apanhámos o autocarro de volta à cidade e fomos almoçar, uma vez mais ao mercado “20 de noviembre”. Fomos ao mercado de artesanato comprar uma bebida típica feita de agave, “Mezcal”. Ainda visitámos a Basílica “La Soledad”, que é um santuário dedicado à “Virgem de la Soledad”, a padroeira da cidade de Oaxaca. Por fim, fomos conhecer o Museu das Culturas de Oaxaca. Apesar de ser bastante interessante e completo, achámos muito extenso. Quando terminámos, já estávamos bem cansados e decidimos voltar para o apartamento.

Dia 712

Neste dia queríamos conhecer “Hierve el Agua”. “Hierve el Agua” são formações rochosas brancas em forma de cascatas. Estas formações são criadas devido às fontes de água fresca que são muito ricas em carbonato de cálcio e outros minerais. Quando a água desce a encosta, os seus componentes ficam depositados e formam umas estalactites, que de longe parecem uma cascata.

Já com o pequeno almoço tomado, seguimos até à paragem de autocarro que fica um pouco à frente do estádio Eduardo Vasconcelos. Para chegarmos ao nosso destino, tínhamos de apanhar 2 transportes, o primeiro até à povoação de Mitla e depois até “Hierve el Agua”. A primeira parte da viagem demorou cerca de 45 minutos. O pior mesmo foi a segunda parte, pois tivemos de ir na parte detrás de uma pick-up cerca de 1h, por uma das piores estradas que já percorremos. Nós já estávamos a pensar que devíamos era ter ficado na caminha 😁. Depois desta longa viagem e com algumas dores no corpo, lá chegámos ao nosso destino. Além das “cascatas”, também existem 2 piscinas artificiais e algumas poças de água natural. A paisagem em redor é muito bonita, pois tem o vale com as montanhas de fundo e tudo é muito verde. Depois das fotos, de apreciarmos bem a vista e de comermos, fomos para a piscina natural com a linda paisagem de fundo. Por volta das 15h00, voltámos para Oaxaca e tivemos de fazer o percurso inverso. Falando de gastos:
– A viagem de autocarro de Oaxaca até Mitla custou 40 pesos por pessoa, ida e volta;
– A viagem de Mitla até “Hierve el Agua” custou 100 pesos por pessoa, ida e volta;
– A entrada em “Hierve el Agua” custou 25 pesos por pessoa. Ou seja, no total cada um de nós gastou 165 pesos mexicanos. Pelo caminho até Oaxaca, ainda viemos à conversa com um casal brasileiro muito simpático. Quando chegámos, voltámos para o nosso alojamento e fomos preparar o jantar. 

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