Valladolid

Dia 689

Depois de tomarmos o pequeno almoço, o João e o Guillaume foram buscar o carro. Quando voltaram ao hotel, foi só meter as mochilas no carro e seguir viagem em direção a Valladolid, onde iriamos passar as próximas três noites. No caminho, decidimos visitar as ruínas de Cobá. Esta antiga cidade Maya cobre uma área de quase 70 km2 e os principais edifícios estão perto do lago de Cobá e Macanxox. O seu apogeu foi entre 800 e 1100 d.C. e tinha uma população de 55000 pessoas. Para nós, a parte mais interessante deste sítio arqueológico foi o “juego de pelota”, o templo oval e a pirâmide “Nohoch Mul”. Quando terminámos a visita, fomos até ao cenote “Multun-Há”. Para entrar tivemos de pagar 100 pesos mexicanos por pessoa. Este era o nosso primeiro cenote e estávamos muito entusiasmados. Este cenote é completamente fechado, não entrando nenhuma luz natural. Fomos mesmo na altura certa, porque quando saímos estavam a entrar imensas pessoas. Daqui, seguimos diretos para Valladolid e chegámos ao nosso alojamento por volta das 16h30. Tempo para preparar um café e planear um pouco os próximos dias. Mais tarde, fomos jantar a um restaurante local.

Dia 690

Antes de irmos visitar alguma coisa, fomos primeiro ao centro de informações. A nossa intenção era visitar o complexo arqueológico “Ek Balam”, mas como o preço aumentou e agora custa 413 pesos mexicanos, desistimos da ideia.  Devido a esta mudança de planos, optámos por ir ao cenote “Sak Aua”. Este cenote fica a cerca de 35 km de Valladolid. Para entrar, pagámos 90 pesos cada um.  Quando chegámos, ficámos de queixo caído. Além de não haver praticamente ninguém quando chegámos, depois de 30 minutos tínhamos o cenote só para nós. Este cenote tem a particularidade de ter uma ilha no meio com muitas árvores, muitas estalactites e vários peixes. Ficámos ali muito tempo a observar esta beleza da natureza e a nadar nestas belas águas. Para almoçar, seguimos os conselhos de uma pessoa local e fomos até à localidade Temozón comer “carne ahumada”. O almoço estava muito saboroso, até nos fez lembrar a comida portuguesa. Era tanta comida que nem conseguimos acabar. De volta a Valladolid, tivemos de passar no hospital com os nossos amigos, mas correu tudo bem. Mais tarde, fomos ao centro beber uns aperitivos. Decidimos jantar umas saborosas pizzas e massas no restaurante “Moroni’s”.  

Dia 691

Tivemos de acordar um pouco mais cedo neste dia. Depois de tomarmos o pequeno almoço, seguimos viagem até à povoação de Rio Lagartos que fica a pouco mais de 100 km de Valladolid. Fizemos um passeio de barco pelo Parque Natural Rio Lagartos (estuário), que incluía também a visita ao lago cor de rosa Las Coloradas, que na verdade são salinas. O passeio durou cerca de 4h e vimos muitos animais: flamingos cor de rosa, pelicanos, cormorão, crocodilos, águias e fragatas. Depois de visitarmos Las Coloradas, banhámo-nos em argila branca e seguimos até a uma praia só acessível por barco. Quando chegámos à praia, fomos logo tomar um banho para tirar a argila do corpo. Aproveitámos para almoçar o que tínhamos trazido e passámos o resto do tempo dentro desta água cristalina. Mal chegámos a Rio Lagartos partimos outra vez em direção a Valladolid. Depois de jantarmos tacos, fomos ver o espetáculo de luzes que ocorre todos os dias no “Convento de San Bernardino de Siena”. Quando lá chegamos, percebemos que não ia haver espetáculo, pois estava a decorrer um concerto. Aproveitámos então para assistir um pouco ao concerto de música típica mexicana.

Dia 692

Mais um dia para fazer algo que gostamos muito, conhecer outro cenote. Como à noite estava planeado assistir ao espetáculo de luzes e som em Chichén-Itza, aproveitámos para ficar por Valladolid e ver mais um cenote, o Cenote “Agua Dulce”. Este cenote fica muito perto do que já tínhamos ido visitar dois dias antes, o “Sak Aua”. Para entrar, tivemos de pagar 100 pesos cada um. Este cenote tem muitas estalactites, a cor da água é bem azul e é semifechado. Tem apenas 5 entradas de luz natural e em duas delas haviam cascatas. Temos de confessar que a água estava um pouco fria, mas depois de algum tempo dentro de água, o corpo habitua-se. O Cenote é bastante grande, onde se pode nadar, saltar e até fazer kayak. Depois de quase 2 horas, voltámos para Valladolid. Fomos almoçar ao restaurante “Oasis Familiar”, que gostámos muito e mais uma vez, não conseguimos comer tudo. Depois de almoço, fomos passear um pouco pela “Calzada de los Frailes” e parámos para beber um café. Como tínhamos de fazer tempo, ficámos pelo café a conversar e a jogar “gin”. Mais tarde, recebemos um e-mail a dizer que o espetáculo tinha sido cancelado devido a condições climatéricas 🤦. Ficámos um pouco desapontados, pois tínhamos estado mais tempo em Valladolid por causa disto e também, porque já tínhamos reservado uma casa em Izamal, a cerca de 100 km de Valladolid. Depois de algumas indecisões e contratempos, decidimos ir para Izamal. Chegámos já de noite e bastante cansados, por isso foi só tomar um banho, jantar e dormir. Como nós queríamos muito ver as ruínas de Chichén-Itza, tínhamos de acordar cedo no dia seguinte.

Dia 693

Acordámos às 06h30, mas estávamos cheios de vontade de dormir mais um pouco. Lá saímos da cama e antes das 07h00 já estávamos a caminho de Chichén-Itza. O Guillaume e a Gaelle decidiram ficar a descansar. Como não queríamos apanhar os grandes grupos de turistas de Valladolid e mesmo de Cancún, tínhamos de lá chegar à hora de abertura, às 08h00. Ainda antes dessa hora, já estávamos na fila à espera que as bilheteiras abrissem. Valeu mesmo a pena o esforço de levantar cedo, além de não haver muitas pessoas, também não estava muito calor. Este complexo arqueológico além de ser bastante grande, está muito bem preservado. Começámos por visitar a pirâmide “Kukulkán” e tirar todas as fotos que queríamos. Daí, seguimos para o “Juego de Pelota”, o maior da Mesoamérica e que está muito bem conservado. Nesta zona, vimos vários trabalhos de preservação que estavam a ser feitos no momento. Uma das partes que mais gostámos foi a “Plataforma de los Cráneos” ou “Tzompantli”, onde os Mayas exibiam as cabeças decapitadas dos perdedores, em estacas. Um pouco mais ao lado, estava outro monumento que nos chamou muito a atenção, “Plataforma de las Águilas y los Jaguares”. Em cada canto podemos ver claramente um jaguar que representa a noite e uma águia, que representa o dia. A águia tem um coração na sua pata, que simboliza uma oferenda ao sol. Visitámos este maravilhoso Complexo arqueológico em 3 horas. Daqui, voltámos para Izamal onde o Guillaume e a Gaelle estavam à nossa espera. Eles foram muito simpáticos e preparam o almoço, enquanto o João dormia um pouco 😂. Neste dia ainda íamos para Mérida, mas como a viagem não era muito longa, aproveitámos para visitar o centro histórico de Izamal. O Convento de “San Antonio de Padua” foi o que mais gostámos, pela sua beleza e grandiosidade. Foi construído durante os anos de 1549 e 1561 pela Ordem Franciscana. Depois de visitarmos o centro, seguimos então viagem para Mérida. Mérida é uma cidade grande e desde o nosso alojamento até ao centro tínhamos que percorrer 7km, mas com carro isso não é um problema. Para jantar, fomos ao restaurante a “Taqueria de la Union”. A comida era deliciosa, os melhores tacos que já comemos.


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