Cidade do México

Dia 713

Dia de mais uma “aventura”. Acordámos, arrumámos tudo e partimos em direção ao terminal rodoviário que ficava a menos de 15 minutos a pé do nosso alojamento. Como já tínhamos comprado o bilhete, chegámos perto da hora de embarque. Qual não foi o nosso espanto, quando a viagem que íamos fazer não estava marcada nos placares de informação. Quando fomos perguntar o porquê, disseram-nos que estávamos no terminal errado e o autocarro iria partir do terminal “AU Terminal de Santa Rosa”, que ficava a cerca de 5 km. Pois claro que já não tínhamos tempo de apanhar o autocarro. Apanhámos um táxi o quanto antes e fomos para esse tal terminal. Quando chegámos, já passava das 10h00 e o autocarro partia às 09h45. Perguntámos qual era o próximo autocarro e tivemos a sorte de haverem 2 lugares livres num autocarro que partia às 11h00. Mas para isso, tivemos que pagar mais 497 pesos mexicanos (metade do preço de um bilhete normal) para nos trocarem os bilhetes. Já com o problema resolvido, seguimos para a Cidade do México e a viagem correu bem. Chegámos ao terminal rodoviário e apanhámos um Uber até ao alojamento, mas ainda tivemos de esperar mais de 30 minutos para conseguir um. Chegámos, arrumámos tudo no quarto e fomos jantar ao restaurante “La Casa de Toño”, seguindo a recomendação dos proprietários do alojamento. O restaurante é enorme, cheio de locais e a comida é bem típica e boa. Depois foi hora de descansar, pois a viagem tinha sido longa e estávamos cansados.

Dia 714

Começámos logo muito bem o nosso primeiro dia na Cidade do México. O nosso objetivo era visitar o Sítio arqueológico de Teotihuacán, parte da UNESCO desde 1987. Depois de despachados, seguimos a sugestão do proprietário do alojamento onde estávamos e apanhámos o autocarro (Trolebús) na paragem “Viaducto” até ao “Terminal Central del Norte”. Esta viagem teve o custo de 4 pesos mexicanos por pessoa e foi mais rápido do que ir de metro. Quando chegámos ao terminal, fomos logo comprar os bilhetes de autocarro, que saem todos os 15 minutos. A empresa que faz a ligação entre a Cidade do México e o Sítio arqueológico de Teotihuacán tem o nome de “Autobuses Teotihuacán” e o preço do bilhete é 104 pesos mexicanos por pessoa, ida e volta. Por volta das 10h30, já estávamos a chegar ao nosso destino. O bilhete custou 75 pesos mexicanos por pessoa. Acreditasse que esta enorme cidade foi construída pelos Toltecas e mais tarde, ocupada pelos Aztecas. Teve o seu apogeu durante os anos 450 e 650 d.C., onde se estima que cerca de 175000 mil habitantes ali viveram espalhados por 23 km2. Os monumentos que mais nos impressionaram foram:
– Pirámide de la Serpiente Emplumada;
– Pirámide del Sol;
– Pirámide de la Luna;
– Conjunto Arquitectónico Quetzalpapálotl;
– Teplantila.
Também visitámos os museus e achámos bastante interessante.
Demorámos cerca de 5 horas a visitar este enorme complexo arqueológico, possivelmente o maior que já visitámos.
Para voltar para a Cidade do México, foi só esperar pelo autocarro à frente do portão número 2. Neste dia para jantar, fomos comprar comida ao supermercado e cozinhámos em casa.

Dia 715

Neste dia decidimos fazer um passeio pelo centro histórico da cidade e para isso, nada melhor que fazer um “free walking tour” com a empresa “Mexico a pie”. Os Aztecas escolheram este local para fundarem o que viria a ser a capital desta civilização. Eles estavam numa zona árida no norte do México e decidiram vir para sul à procura de um local melhor e mais próspero. Como toda esta área de lagos estava ocupada, tiveram que se limitar a uma pequena ilha, que deram o nome de Tenochtitlán. Também eles mudaram de nome, agora eram os Mexicas. Construíram uma cidade bem planeada e organizada, com bons sistemas de drenagem de água e várias pontes que ligavam a ilha a terra firme. Começámos por passar à frente do Centro Cultural Espanha, onde foram encontradas ruínas dos Mexicas. Estas ruínas eram de uma “escola” para os filhos dos nobres dos Mexicas. Aqui pode-se ver algumas pegadas das pessoas que construíram este edifício. Depois fomos ver as ruínas do “Templo Mayor” de uma plataforma, que se encontra no centro da cidade. Os Mexicas eram um povo guerreiro e queriam mostrar o seu poder ás povoações vizinhas. Quando os espanhóis chegaram em 1519, reuniram-se com várias povoações em redor dos Mexicas e aos poucos destruíram esta civilização. Em 1521, começaram a construir uma nova cidade sobre a antiga, passando a chamar-se México. A seguir, fomos visitar a Catedral Metropolitana. Como esta cidade estava sobre um lago, a base dos edifícios é bastante instável, sendo que hoje em dia, todos os anos eles cedem entre 1 a 6 centímetros. Ao passearmos pelo centro histórico podemos ver muitos edifícios inclinados. Mesmo a Catedral teve que ser reforçada com um sistema hidráulico para não se “partir”. Esta catedral demorou 240 anos a ser concluída e passou pela mão de vários arquitetos e estilos arquitetónicos, como barroco e neoclássico. Quando saímos, vimos uma estátua feita com chaves, em homenagem ao papa João Paulo II. Uma curiosidade é que chave em espanhol (do México) pode ter o mesmo significado que torneira, por isso as pessoas também doaram torneiras e isso pode-se ver na estátua. Daí, seguimos até ao “Atrio del templo de San Francisco”. Depois, passámos pela “Callejon Condessa”, onde se pode ver a casa dos azulejos. Quando chegámos ao Palácio Postal, ficámos de queixo caído, pois é muito bonito por dentro. Acabámos o tour em frente ao Palácio de Belas Artes. Por volta das 13h30, fomos visitar a sala de teatro do Palácio de Belas Artes, pois havia um tour gratuito para ver esta sala. Este teatro é muito famoso pela sua majestosa cortina de cristais. Quando acabou o tour, decidimos subir até ao prédio mais alto da cidade, Torre Latinoamericana. A vista vale mesmo a pena, pois além de se conseguir ver toda a cidade, também se consegue ver muito longe, é preciso é que não haja neblina causada pela poluição. Como já estávamos com muita fome, fomos comer tacos “al pastor” ao restaurante “Arandas Taqueria”. Voltámos ao centro para ver a praça central com mais atenção e seguimos até ao Palácio Nacional. A entrada é gratuita, apenas é necessário apresentar uma identificação. Aqui, podemos apreciar alguns dos morais de Diego Rivera, que são dignos de um génio. Ele conseguia como ninguém exprimir e retratar a história do seu país. Quando terminámos, ainda fomos dar uma volta pelo centro da cidade para vermos uma feira indígena, que se estava a realizar no “Zócalo” (praça central). Antes disso, ainda passámos pelo “Templo de la Santíssima Trinidad” e pelo Centro Cultural Espanha, onde podemos ver vestígios arqueológicos que foram encontrados durante a remodelação deste edifício. Como já estávamos cansados de caminhar, decidimos então apanhar o metro e jantar uma vez mais no restaurante “La Casa de Toño”.

Dia 716

O nosso último dia no México, mas ainda tínhamos várias coisas que queríamos ver. Primeiro começámos por visitar o Museu Nacional de Antropologia, que é enorme. Para visitar este museu pode-se “perder” facilmente um dia. O custo do museu é de 75 pesos mexicanos por pessoa. Nós optámos por visitar as salas do piso térreo, principalmente aquelas sobre as civilizações que mais no interessavam. Depois de todos os sítios arqueológicos e museus que já tínhamos visitado, este museu serviu para cimentar os nossos conhecimentos. Mesmo selecionando apenas algumas salas, ainda demorámos cerca de 3 horas. Quando terminámos, fomos apanhar o metro para o bairro “Coyoacán”, de forma a visitarmos o museu de Frida Kahlo. Já sabíamos que para entrar não ia ser fácil, pois é um local muito turístico. Depois de esperarmos cerca de 40 minutos, lá conseguimos entrar. Para isso, tivemos de pagar 240 pesos mexicanos cada um. Já sabíamos um pouco da história de Frida Kahlo, por isso ver a casa onde ela cresceu e passou os últimos anos de vida foi bastante interessante. Como ainda tínhamos algum tempo, fomos caminhar um pouco pelas ruas de “Coyoacán” em direção à “Plaza Jardim Centenário”, onde também vimos a “Iglesia de San Juan Bautista”. Voltámos então para o nosso alojamento para irmos buscar as mochilas, mas ainda tivemos tempo de voltar ao restaurante “La Casa de Toño” para nos “despedirmos” da comida mexicana 😁. Para irmos para o aeroporto, decidimos apanhar um Uber. Quando estávamos a fazer o check-in, fomos informados que quando cruzámos a fronteira terrestre, os oficiais só tinham colocado 7 dias sobre o carimbo de entrada. Ficámos bastante surpresos, pois quando entrámos no país ninguém nos informou desta situação. Quando perguntámos ao oficial dos serviços de migração do aeroporto, só nos informou que teríamos que pagar uma taxa de saída de 1116 pesos mexicanos (os dois) e que esta situação era normal, pois tínhamos entrado por terra. A verdade é que não ficámos satisfeitos com a resposta e tentámos recolher mais informações na internet, em fóruns e sites oficiais. Não conseguimos obter uma resposta precisa e coerente. Despois desta situação menos agradável, lá seguimos para mais uma viagem, desta vez em direção a Toronto (Canadá).

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