Toronto

Dia 717

Depois de uma viagem de avião, chegámos ao aeroporto de Toronto, Canadá por volta das 06h00. Assim que nos despachámos, apanhámos um autocarro até à estação de metro “Kipling”. O preço do bilhete de autocarro foi de 3,20 CAD e estava incluída a viagem de metro. Por volta das 08h00, já estávamos a chegar ao apartamento que tínhamos reservado através do Airbnb. Felizmente, a proprietária foi muito simpática e deixou-nos entrar no apartamento mais cedo, mesmo apesar do quarto não estar pronto. Aproveitámos para tomar o pequeno almoço e depois, fomos de metro até o centro. Decidimos fazer um “Free walking tour” e o ponto de encontro era no parque “Berczy”, onde fica uma fonte com cães muito engraçada.  A estação de metro “Union” é aquela que fica mais perto deste parque. O passeio teve a duração de cerca de 2 horas e passámos pelos seguintes sítios:
– Edifício Gooderham “Flatiron”;
– Catedral St. James;
– St Lawrence Hall;
– Max Tenenbaum Courtyard Gardens;
– Distillery District.

Quando terminámos o passeio, ainda demos mais uma volta pela “Distillery District” para vermos melhor os edifícios, as esculturas e as pinturas nas paredes. Depois de almoçarmos, fomos até ao mercado “St. Lawrence Market South”. Aproveitámos para comprar vegetais frescos e depois voltámos para o alojamento. Como estávamos bastante cansados, fomos dormir uma sesta. Já não voltámos a sair de casa.

Dia 718

Neste dia fomos conhecer as tão famosas Cataratas do Niágara. O João tem um amigo que vive em Toronto, o Tan Lu e ele foi muito simpático e levou-nos até lá. Antes de lá chegarmos, o Tan Lu ainda nos levou a conhecer a cidade onde ele vive, Mississauga. De Toronto até às Cataratas do Niágara, demorámos pouco mais de 1 hora. Tendo em conta que tudo é caro, foi uma boa surpresa não ter que se pagar para ver as cataratas. Tudo em redor parece uma verdadeira feira de diversões para crianças e adultos. As cataratas são realmente impressionantes pela sua dimensão e caudal. Depois de algum tempo e como já era hora de almoço o Tan Lu convidou-nos para almoçar no restaurante KEG, com vista para as cataratas. Para além da fantástica vista, comemos um delicioso bife grelhado do Canadá. A seguir ao almoço, escolhemos fazer um passeio de barco, que passa pela catarata “American” e que nos leva muito perto da catarata “Horseshoe”. O passeio teve a duração de 30 minutos e tivemos de pagar 29 CAD por pessoa. Para além de acharmos caro, não gostámos nada do facto de eles darem uma capa impermeável de plástico a cada pessoa e no final colocarem no lixo. Achamos que as capas impermeáveis são úteis, mais deveriam ser de melhor qualidade e reutilizáveis. Quando terminámos, fomos passear um pouco pela “feira de diversões”. Praticamente todos os hotéis têm um casino, mas é nas ruas que podíamos ver as casas que mais pareciam tiradas de um filme de Hollywood. Desde a casa de “Frankenstein”, ao “Burger King” ter uma montanha russa, uma casa virada de pernas para o ar… Depois desta volta, continuámos caminho pela estrada que passa ao lado do rio Niágara e que liga o lago Ontário ao lago Erie. Parámos para ver os impressionantes rápidos “Whirlpool”, que são classificados como classe 6. Daqui, seguimos ao longo do rio até chegarmos ao Relógio de flores, que como o nome indica é um relógio enorme decorado com flores. Ainda passámos pela localidade “Niagara-on-the-Lake”, onde se pode ver o lago Ontário com a cidade de Toronto de fundo. Foi um dia maravilhoso, passado na excelente companhia do Tan Lu.

Dia 719

Este foi um dia especial, além de passarmos mais um dia a descobrir Toronto, a Carina festejava o seu 29º aniversário. Depois de um belo pequeno-almoço com bolo de aniversário, optámos por subir até à Torre CN, onde tivemos que pagar 43 CAD cada um. Esta é a maior torre do Canadá e de todo o Hemisfério Ocidental. Tem uma altura de 553,33 metros, mas nós só fomos até aos 346 metros. Depois de comprarmos os bilhetes, ainda tivemos de espera cerca de 45 minutos. Valeu bem a pena a espera, pois a vista lá de cima é fabulosa. Além da vista sobre a cidade e as ilhas, também conseguimos ver todo o lago Ontário e as localidades em redor da cidade. Mais de uma hora depois de subirmos, lá decidimos descer e ir até às Ilhas de Toronto. Antes de apanharmos o ferry, ainda caminhámos ao longo da baía. Para apanharmos o ferry, tivemos de ir até ao “Jack Layton Ferry Terminal” e pagámos 8,20 CAD cada um, ida e volta. Visitar as ilhas vale muito a pena, pois além de podermos ir até à praia, também podemos ter uma vista muito bonita sobre a cidade de Toronto. A água estava bastante fria, mas ainda conseguimos aproveitar o sol e dormir uma sesta. Depois da sesta, caminhámos pela ilha até ao terminal “Middle Island”. Antes de apanharmos o ferry de regresso à cidade, conseguimos ver a cidade de Toronto já de noite, ou melhor antes, durante e depois do pôr do sol.

Dia 720

Este iria ser o nosso último dia em Toronto e o dia em que iriamos viajar de avião até ao ponto de partida desta grande aventura, Portugal. Depois de arrumarmos a nossa mochila pela última vez 😁, fomos passear mais um pouco pela cidade. Mais uma vez, apanhámos o metro em direção ao centro. Decidimos visitar uma área da cidade que ainda não tínhamos visto. Começámos por ver o “Royal Ontario Museum”, mas optámos por não entrar, pois é preciso bastante tempo para ver o museu e queríamos aproveitar o lindo dia de sol. Depois de vermos o museu por fora, continuámos a passear por esta zona da Universidade de Toronto. Passámos pela “Soldier’s Tower”, um memorial em honra aos soldados que morreram durante a primeira Guerra Mundial e que de alguma forma estavam ligados a esta Universidade. De seguida, fomos até ao bairro “Kensington Market” e como era domingo, as ruas estavam fechadas ao trânsito e havia muito movimento, artistas de rua, comida, feiras… Este bairro fica localizado perto da “Chinatown”, onde acabámos por almoçar “dumplings” no restaurante “Juicy dumpling”. A seguir ao almoço, passámos mais uma vez pelo bairro “Kensington Market” e depois fomos ver a “Graffiti Alley”, uma área cheia de arte de rua e pinturas nos muros. Como estávamos com vontade de andar, seguimos a pé até ao Toronto “City Hall”. Estava a decorrer um festival da comunidade das Filipinas, com pessoas a atuar e comida típica. Decidimos voltar para o alojamento e jantar. Depois de jantar e de arrumarmos tudo nas nossas mochilas, foi tempo de irmos para o aeroporto. Para lá chegarmos, tivemos de apanhar o metro e depois o autocarro. Adorámos visitar a cidade de Toronto, foi um lugar excelente para terminarmos a nossa aventura.

Dia 721

O nosso voo foi às 23h30 do dia anterior e chegámos ao aeroporto de Lisboa por volta das 12h00. A mãe da Carina foi-nos buscar e para nossa surpresa, também veio a tia da Carina, a Rosa. Almoçámos uma comida bem típica portuguesa, carne portuguesa e arroz de polvo, acompanhada por uma bela imperial. Fomos deixar a tia Rosa ao terminal rodoviário e seguimos até Santa Cruz. Lá nos esperavam os pais do João. Passámos o resto da tarde na companhia dos nossos pais. Passados 719 dias, 31 países (mais Hong Kong, Ilhas Falkland, Ilhas South Georgia e Antártida) e 7 continentes, voltámos para Portugal com o coração cheio de memórias inesquecíveis e uma enriquecedora experiência de vida. Não podíamos ter pedido melhor experiência, passámos por momentos únicos, conhecemos pessoas espetaculares, descobrimos que gostamos de fazer grandes caminhadas e a nossa paixão pela natureza e vida animal só aumentou. Tivemos tempo para refletir sobre nós e a sociedade envolvente, ficando por vezes, desapontados com a falta de empatia humana e civismo. Sem falar da poluição e plástico que se pode ver por todo o lado, até mesmo em países considerados “desenvolvidos”. Achamos dramático o turismo de massa que por vezes se faz sentir. Sentimos e vimos que as pessoas fazem de tudo para tirar a tal foto do Instagram, pondo-se muitas vezes em perigo a si própria e às pessoas ao seu redor. Não respeitam a natureza, ultrapassam barreiras físicas, alimentam animais selvagens e contribuem para a exploração dos mesmos. Depois disto, podemos dizer que somos pessoas mais conscientes das nossas ações, damos ainda mais valor às pessoas que nos querem bem e temos uma grande vontade de nos tornarmos melhores seres humanos, respeitando e ajudando o próximo e o meio ambiente. Vamos mudar hábitos de vida e tentar influenciar as pessoas à nossa volta, pois tudo o que nós aprendemos nesta aventura, só faz sentido se for partilhado. Por vezes, estamos tão embrenhados no nosso quotidiano que não paramos para pensar no que nos faz bem. Precisamos de comer de forma mais saudável e sustentável, rir mais, estar com aqueles que mais gostamos, respeitar os próximos e respeitar o nosso planeta, não pensando que aquilo que não vemos nunca nos irá afetar. Não basta fazer reciclagem, temos que reduzir drasticamente o consumo de plástico, se ainda queremos ter alguma oportunidade de usufruir de um planeta “menos sujo”. Achamos que todos juntos podemos fazer a diferença, mas para isso é preciso querer!!

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