Chiang Rai

Dia 61

Mais um dia de viagem, desta vez um pouco mais curta, mas mesmo assim tivemos de acordar cedo para apanhar o autocarro. Para ir do nosso hostel até ao terminal rodoviário apanhámos um tuk tuk que nos custou 100 Bath Tailandês (THB), o que apesar de não ter sido a solução mais económica, foi sem dúvida a mais prática. Já no terminal rodoviário, apenas tivemos de mostrar o comprovativo de compra que tínhamos comprado no dia anterior para nos darem os bilhetes. Era suposto o autocarro partir às 9h30, mas ainda tivemos de esperar mais 45min do que era suposto. Depois do atraso, chegámos a Chiang Rai já eram quase 14h e fomos diretos ao alojamento, Chat GuestHouse (atendimento impecável e o quarto bem simpático). Já instalados e depois de uma checada no TripAdvisor, fomos almoçar ao restaurante Barrab, que mais tarde viemos a saber que era dos mesmos donos da Chat GuestHouse. Aproveitámos ainda para tirar umas fotos à Torre do Relógio que ficava mesmo ao lado do restaurante. De volta para o quarto, fomos visitar o templo “Wat Phra Kaew” e todo o seu complexo que sem dúvida valeu bem a pena, pois era muito bonito. Como a maior parte das coisas que queríamos visitar ficava fora da cidade, decidimos alugar uma scooter para o dia a seguir. Já à noite, fomos até ao Night Market comer alguma coisa por lá.

Dia 62

O dia começou cedo de forma a evitar os grupos de turistas que normalmente vêm de Chiang Mai para fazerem o chamado “one day trip” em Chiang Rai. O aluguer da scooter custou 250 THB, um pouco mais que em Chiang Mai, mas mesmo assim vale a pena. Partimos primeiro em direção ao Templo Branco (50 THB), um obra simplesmente única e que é um dos “must to do” em Chiang Rai. Este templo é caracterizado pelas suas obras um pouco mais “alternativas”, do seu criador Chalermchai Kositpipat. Ao lado do templo podemos também visitar um museu, dedicado às suas obras. Neste museu (gratuito) podemos ver maioritariamente as suas pinturas. Depois de começar muito bem o dia, seguimos caminho em direção à cascata Khun Korn, uma das maiores da Tailândia, com cerca de 70 metros. Todo o caminho de scooter e depois a pé (1,5 km) valeu bem a pena pois, podemos ver paisagens magníficas no meio da floresta. A nossa ideia, era tomar um belo banho na parte de baixo da cascata, mas tinha tanto caudal, que não foi possível. Aqui conhecemos um senhor francês bem simpático e prestável, o Thierry e ficámos de nos encontrar para jantar. O próximo sítio a visitar na nossa lista, era o Baan Dam mais conhecido como a Casa Preta (custo de 80 THB, antigamente era gratuita). Primeiro que tudo, não aconselhamos este museu a pessoas que não gostem de ver peles de animais, entre outras partes de animais. Sem dúvida um museu a visitar, pois é completamente diferente do que já vimos. Este museu (ou melhor um complexo de casas) demorou cerca de 50 anos a ser construído pelo famoso artista tailandês Thawan Duchanee. Cada casa tem uma forma diferente, mas em termos de decoração todas elas têm duas coisas em comum, as peles de animais (principalmente de crocodilo), e a sua cor, preta. Já saímos tarde do museu, mas mesmo assim ainda tivemos tempo de ir até ao grande Buda branco antes do pôr do sol. Apesar do complexo ainda não estar completamente acabado, a estátua do grande Buda já está terminada, bem como todo o exterior dos edifícios em volta. Já depois de tomar um banho e relaxar um pouco no quarto, fomos jantar com o Thierry ao Barrab, pois gostámos da comida e da simpatia das pessoas. Como a conversa estava a ser boa, ainda fomos para a esplanada da GuestHouse continuar a falar com o Thierry e trocar várias opiniões sobre próximos destinos de viagens.

Dia 63

Mais um dia para andar de mota e conhecer as redondezas de Chiang Rai. Apesar de termos tentado negociar um pouco o preço, não conseguimos e tivemos de pagar outra vez 250 THB. Começamos o dia por visitar mais um templo, o Wat Rong Seua Ten, mais conhecido como o Templo Azul. Este templo é muito recente pois está construído sensivelmente à cerca de 1 ano e a sua entrada (ainda) é gratuita. Só temos uma coisa a dizer, lindíssimo. Como no dia anterior não tínhamos tido tempo para visitar o Singha parque, e todas as plantações de chá em seu redor, decidimos continuar a nossa viagem por aí. O parque tem miradouros onde podemos ter uma vista de 180 graus sobre os campos. Conseguimos ainda, ver como as pessoas trabalham nos campos de chá.. Depois da visita ao parque, fomos ter com o Thierry e continuar o passeio em direção à cascata Hauy Kewn, onde pelo caminho ainda vimos uma árvore sagrada e muitas plantações de chá, estes não tão “industrializados”, como no Singha parque. Depois de vermos a cascata, seguimos caminho pelo meio das montanhas em direção a duas hot springs, a primeira (Pha Soet Hot Spring) tinha uma piscina comum com água termal e cabines individuais, já a segunda (Huai Mak Liam Hot Spring), não dava para tomar banhos mas era mais bonita, pois encontra-se dentro de um parque nacional ao lado do rio. Prosseguimos caminho até uma pequena povoação que tinha uma ponte suspensa (Haleaja Bridge), muito estreita, sendo só mesmo possível atravessar a pé ou de mota. Como já estávamos cansados e já estava a querer chover (aliás até apanhámos alguma chuva pelo caminho), voltámos para “casa”. Para jantar fomos até um restaurante bufete bem local (aliás nem aparece na internet), juntamente com o Thierry. Ele foi tão simpático, que nos levou à pendura um de cada vez até ao restaurante, isto porque no dia a seguinte como tínhamos de acordar cedo, tivemos de entregar a mota ao final da tarde. Depois de muita comida, voltámos para a GuestHouse para continuar a conversa. Como já estava a ficar tarde e no dia seguinte tínhamos de acordar cedo (4h30) foi hora das despedidas e ir dormir.

Dia 64

Nem imaginam o que nos custou acordar às 4h30, depois de dormirmos apenas 3h30. Ainda meio a dormir e quando nos preparávamos para sair da GuestHouse, qual não foi o nosso espanto, que o Thierry estava à nossa espera para nos levar com a sua mota até à paragem de autocarro que ficava a cerca de 1,5 km, foi sem dúvida um gesto muito simpático da parte dele. Isto tudo de acordar cedo, teve uma razão, pois nós queríamos apanhar o primeiro autocarro do dia (6h00) em direção a Chiang Khong de forma a passarmos a fronteira da Tailândia para Laos. Depois apanhar o “slow boat” (11h30) para fazer um mini cruzeiro de 2 dias no Rio Mekong com direção a Luang Prabang. A viagem de autocarro teve a duração de cerca de 2 horas e um custo de 100 THB. Apesar de no terminal rodoviário estar escrito 65 THB, o autocarro (agora) vai mesmo até aos serviços de imigração, daí este valor, o que acaba por compensar porque antes o autocarro parava num cruzamento e depois era necessário apanhar um tuk tuk até lá. Após tudo isto, “saímos” da Tailândia. Para chegar a Laos, tivemos de atravessar uma ponte até aos serviços de imigração de Laos e para isso apanhámos um autocarro por 20 THB.

Dica: Cruzar a fronteira da Tailândia para Laos foi relativamente fácil e sem qualquer complicação. O visto é feito na hora e é necessário o seguinte: 1 foto e pagar o valor de 35 USD (este valor depende da nacionalidade). O pagamento também pode ser feito em THB mas fica mais caro. Apesar de não termos nenhum hotel marcado em Laos, nem nenhum voo de saída, não tivemos qualquer problema, aliás durante todo o processo não nos fizeram nenhuma pergunta.

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