Dia 175
Como o festival Holi só começava no dia a seguir, este dia foi basicamente para nos prepararmos psicologicamente ? Depois de comermos alguma coisa, aproveitámos para dar uma volta até ao centro de Mathura. Fomos até uma Ghat que ficava perto do templo Dwarikadeesh, de onde podemos ver o rio. Esta vila tem muitos prédios bonitos, que basicamente foram construídos durante a colonização inglesa, como se pode ver pela sua arquitetura. Como já estávamos a ficar com fome decidimos voltar para perto do nosso hotel, pois não encontrámos nenhum restaurante pelo caminho, apenas comida de rua. Nada contra a comida de rua, mas tendo em conta que o nosso sistema digestivo estava muito sensível, preferimos não arriscar. Quando estávamos a almoçar no restaurante de um hotel perto no nosso, decidimos meter conversa com um casal inglês muito simpático, a Chloé e o Luke. Depois de alguma conversa, combinámos irmos juntos no dia a seguir de manhã a Vrindavan, para o festival Holi. Depois de almoço, voltámos para o nosso hotel e descansámos um bocado pois estava bastante calor. Já mais para o final da tarde, decidimos ir dar uma volta para ver se havia algum mercado e a Carina fazer algumas comprinhas, mas infelizmente não havia mercado naquele dia. Para jantar, voltámos ao mesmo restaurante que tem preços razoáveis e a comida é boa. Uma particularidade aqui de Mathura é que não se consegue encontrar um restaurante que sirva carne. Tempo de ir dormir pois íamos acordar cedo para ir para Vrindavan.
Dia 176
Como combinado, a Chloé e o Luke foram connosco até Vrindavan. Para lá chegarmos tivemos de apanhar um tuk tuk, pois Vrindavan ainda fica a cerca de 11 km de Mathura. No total pagámos 200 INR o que se pode dizer que até foi um preço razoável. Já a chegar, mas ainda no tuk tuk, já estávamos a ser “atacados” com pó colorido. Quando começámos a andar pelas ruas em direção ao templo a aventura começou. As pessoas vêm ter contigo e metem pó colorido na tua cara e/ou cabelo, dizem “happy holi” e às vezes dão 3 abraços e depois vão se embora. Sinceramente, tivemos a impressão que os turistas são os mais atacados. Durante este festival não interessa qual o nível social de cada um, todos são iguais e todos estão contentes por festejar o fim do inverno, começo da primavera, onde os deuses vencem os demónios e onde o sentimento de amizade e felicidade reina. Nem animais escapam a esta festa e mesmo eles têm pó colorido no pelo. Enquanto andávamos nas rua em direção ao templo, fomos completamente “massacrados” com pó e água colorida o que dá uma combinação perfeita ? já a chegar ao templo estava uma confusão de pessoas que não imaginávamos, por isso decidimos voltar para trás. Basicamente fizemos o caminho inverso, apanhámos um tuk tuk e voltámos para Mathura para tomarmos o pequeno almoço ? durante a viagem ainda tivemos um “combate” de pó colorido com outros turistas que iam noutro tuk tuk. Pode-se dizer que para começar não estava nada mal. Depois de tomarmos o pequeno almoço no hotel onde a Chloé e Luke estavam, voltámos para o nosso hotel para descansar um bocado, porque a seguir ao almoço a festa ia continuar, mas desta vez em Mathura. Por volta das 14h00 fomos a pé até ao centro de Mathura onde ia decorrer uma espécie de cortejo com carros enfeitados e pessoas a dançar e a atirarem pó. Gostámos muito do dia, principalmente da parte da tarde em passada em Mathura. Já depois de muita festa, voltámos para os nosso hotéis para tomar um belo banho quente e tentar tirar as cores do nosso corpo. Mais tarde fomos jantar e descansar, porque no dia a seguir a aventura ia continuar.
Dia 177
Mal estávamos a sair do nosso hotel para ir ter com a Chloé e o Luke para tomar o pequeno almoço e já estávamos a levar com pó colorido, pelos próprios empregados do hotel. Já com a Chloé e o Luke, seguimos caminho para o centro. Neste dia, a maior parte da festa iria ser dentro de um templo em Mathura. Foi sem dúvida uma grande experiência. Primeiro que tudo, chegar ao templo, depois entrar nele pois toda a gente tinha de tirar os seus sapatos e depois a maior aventura foi mesmo lá dentro. Estavam imensas pessoas todas a dançar, a atirarem cores e a celebrarem este grande dia de festa. Por volta da hora de almoço, o templo fechou e a festa basicamente acabou. Decidimos então voltar para os nosso hotéis para tomar um belo banho e almoçar. O mais complicado para o resto do dia, foi encontrar um sitio que tivesse aberto para comermos alguma coisa. Felizmente o restaurante do nosso hotel estava aberto e podemos comer alguma coisa. O resto do dia foi mesmo descansar, pois tinha sido muita agitação para nós.






