Lago Titicaca

Dia 589

Dormimos como uns bebés ?. Depois do pequeno almoço, fomos comprar os bilhetes de autocarro para Puno, Peru. Decidimos comprar pela empresa “Trans Titicaca”, pelo preço de 25 bolivianos cada um. De seguida, fomos até ao “Cerro El Calvario”. Uma montanha de onde se tem uma vista bonita sobre a cidade e o Lago Titicaca. O pior foi para lá chegar, a subida era bem íngreme e nós não estávamos preparados psicologicamente ?. Conseguimos ver a ilha do sol e bem à nossa frente, o majestoso Lago Titicaca. Depois de descermos e antes de irmos almoçar, fomos visitar a Basílica Virgem de Copacabana, que fica em frente à “Plaza 2 de febrero”. Após o almoço, fomos buscar as nossas mochilas ao hostal e dirigimo-nos à paragem de autocarros. Passados 15 minutos já estávamos na fronteira entre a Bolívia e o Peru. Não tivemos problemas para entrar no Peru, foi tudo muito rápido, apenas nos fizeram as perguntas habituais. Chegámos a Puno, ainda mais cedo do que esperávamos, pois a hora muda e nós nem sabíamos ?. Mal chegámos, fomos até ao alojamento deixar as malas e procurar uma agência para fazer um passeio de dois dias pelas ilhas flutuantes Uros, ilha Amantani e Taquile. Este passeio de dois dias/uma noite, com tudo incluído custou-nos 90 soles cada um. Também comprámos o bilhete de autocarro até Chivay para o dia a seguir ao passeio, que custou 60 soles por pessoa.

Dia 590

Por volta das 7h30 e já depois de termos tomado o pequeno almoço, fomos para a agência (Giant Trip) onde tínhamos comprado o passeio. Tivemos de esperar um pouco, para depois entrarmos num minibus que nos ia levar até ao porto de embarque. Já depois de embarcarmos, tivemos direito a um pouco de música local, um músico peruano com vários instrumentos tocou para todas as pessoas no barco. Daqui, iniciámos o passeio até chegarmos às ilhas flutuantes Uros. Existem 98 ilhas flutuantes e nós fomos visitar a “Puma Los Uros”. Nesta ilha moram 4 famílias, 16 pessoas no total.
Durante a nossa visita, aprendemos como eles constroem as ilhas e as casas. Usam maioritariamente a planta aquática totora. Além de servir para a construção, também serve para comer, mais propriamente a parte branca do caule. Cada ilha tem a duração de 30 anos, depois disso têm que construir uma nova. Eles têm um depósito para os dejetos e usam painéis solares para terem eletricidade. O prato mais típico do Lago Titicaca é a truta, mas este peixe não é original daqui, foi introduzido pelo Canadá. Antigamente eles construíam barcos grandes (balsas) feitos de totora. Hoje em dia, a grande maioria desses barcos só existem para transportar turistas. Para construir um barco grande de totora são necessários 3/4 meses e 8 homens a trabalhar todos os dias. Tem a duração de 2 anos. Também aprendemos algumas palavras em Aymara:
– Kamisaraki -> como está?
– Waliky -> estou bem. Quando acabámos a visita, continuámos a nossa viagem de barco até à ilha Amantani. Durante a viagem choveu bastante, mas quando chegámos à ilha já estava sol. Quando chegámos, já tínhamos os locais à nossa espera para irmos para as suas casas. Juntamente connosco, também ficou o Alexis. Como estava na hora de almoço, a senhora Cristina, a proprietária da casa onde ficámos, preparou-nos o almoço. Depois de almoço, ela levou-nos até à praça principal e daí seguimos com o nosso guia e os outros turistas até ao Santuário Pachatata (representa o Universo) e Pachamama (representa a Terra). De referir que estes dois santuários estão construídos nas duas partes mais altas da ilha. Existem cerca de 5000 habitantes nesta ilha, divididos por 10 comunidades e nós ficámos alojados na Incatiana.
Nós optámos por subir até ao Santuário Pachamama, que fica a 4100 metros de altitude e de onde podemos desfrutar de uma lindíssima vista sobre a ilha e claro o Lago Titicaca. Depois, foi tempo de descer e voltar para o alojamento para irmos jantar. Já de barriga cheia, juntámo-nos a uma festa que fazem para os turistas, onde nos vestimos com as roupas típicas e dançamos músicas tradicionais.

Dia 591

Depois do pequeno almoço, partimos para mais uma viagem de barco. Para sermos sinceros não passámos uma noite muito agradável, porque a cama que nos tinha calhado, não era muito boa. A Cristina acompanhou-nos até ao porto, onde íamos apanhar o barco. O dia estava muito bonito, o que nos deixou ainda mais animados. Para chegarmos à ilha de Taquile, demorámos cerca de 1 hora. Quando saímos, começámos a caminhar por umas escadas bem íngremes até chegarmos finalmente ao topo. A vista é muito bonita, pois estamos literalmente no meio do Lago Titicaca. Esta ilha, apesar de pertencer a Amantani, tem costumes diferentes. Por exemplo, em Amantani a festa de casamento dura 3 dias e em Taquile é uma semana e matam 50 ovelhas.
Após um pequeno passeio pela ilha, fomos até ao restaurante para almoçar. Nós os dois optámos por comer “trucha à la plancha” (truta). Durante o almoço, conhecemos um casal muito simpático, a Cristina e o Zack. A seguir ao almoço, voltámos para o barco para retornarmos a Puno. Desta vez, optámos por fazer a viagem na parte de cima do barco para apanhar sol e conversar com o casal que tínhamos conhecido. Chegámos a Puno por volta das 15h30 e fomos logo para o hostal onde já tínhamos ficado antes. Mais tarde, o Zack e a Cristina vieram ter connosco para jantarmos juntos. Para o jantar, o Alexis e mais duas francesas também se juntaram a nós e acabámos por ir comer frango assado e beber “pisco sour”, uma bebida alcoólica bem típica do Peru. Achámos este passeio pelas ilhas muito turístico, mas ainda assim permitiu-nos ver paisagens muito bonitas e aprender algo sobre as várias comunidades.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *