Dia 1
Chegámos ao final da tarde ao aeroporto João Paulo II, fomos diretamente buscar o carro que alugámos com a companhia Ilha Verde. Seguimos caminho ate à Achadinha, onde ficámos 5 noites. Fomos logo muito bem recebidos pela Sra. Natércia, Sr. Paul, a cadela Luna, o cão Chico e o gato Jonas, na “Casinha do monte”. Logo nessa noite nos presentearam com um jantar cheio de iguarias típicas de São Miguel. Começámos pela sopa de couve com massa, seguiu-se torresmos de molho de fígado ou caçoula (entrecosto) com feijão assado no forno acompanhado com inhame e batata doce e para sobremesa, abóbora assada e queijadas de Vila Franca do Campo. Isto tudo acompanhado com vinho de Pico, “Faria’s vineyards”. Como se pode esperar ficámos cheíssimos e para esmoer um pouco ficámos na conversa com eles serão fora.
Dia 2
Acordámos já não muito cedo e a Sra. Natércia já nos tinha preparado o pequeno almoço, com vários produtos dos Açores. Comemos pão lêvedo (que adoramos), queijo fresco caseiro, queijo de São Jorge e compotas (pimenta da terra, capuchinho, amora, figo e ananás). Pudemos tomar o pequeno almoço com vista para o mar, que delicia. O Sr. Paul depois do pequeno-almoço, fez-nos o roteiro para esse dia. Amanheceu tristonho, mas aos poucos o sol foi aparecendo. Fizemos o trilho do poço azul até à cascata da farinha. Ficámos logo maravilhados com o verde das colinas e o azul profundo do mar, para não falar da cor azul esmeralda da pequena lagoa do poço azul. Depois da caminhada, fomos até ao Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões. Passámos pelas várias cascatas e moinhos e ficámos a saber um pouco mais sobre a história de São Miguel.
Seguimos até ao miradouro Vigia das Baleias, Ponta do Arnel, com a particularidade que se pode descer até ao farol e que existe uma cascata que percorre a arriba. Nós deixámos o carro estacionado e descemos a pé até ao farol e ainda bem que o fizemos, pois a inclinação da estrada é de 20%. Fomos ainda ao miradouro da Ponta do sossego, que tem um belo jardim com plantas endémicas da ilha e acabámos no miradouro da Ponta da madrugada, também com um belo jardim.
Decidimos voltar para o alojamento e fomos recebidos com mais um manjar dos deuses. Albacora com batata cozida, gelado caseiro, doce “africana” (espécie de brigadeiro, mas com pão) e malassada (parecido com filhoses).
Dia 3
Começámos o dia mais tarde e com um pequeno almoço bem recheado. Mais uma vez o Sr. Paul fez-nos o roteiro desse dia. A primeira paragem foi na lagoa do Congro, que apesar do nevoeiro, decidimos descer na mesma e não nos arrependemos. Depois fomos até ao miradouro da Senhora da Paz, de onde se tem uma bela vista para a Vila Franca do Campo e o seu ilhéu. Este ilhéu pode ser visitado entre junho e 15 de outubro, com pena nossa não podemos ir pois estávamos em pleno mês de maio. De lá, seguimos até ao Porto de Vila Franca do Campo. Demos uma volta pelo porto e centro e fomos comer mais umas queijadas típicas desta vila ao café “Queijadas da vila”. Fomos até Furnas, uma pequena vila dentro de um vulcão, o ex-libris da atividade geotermal dos Açores. Passámos pela margem da lagoa das furnas e percorremos a estrada que chega à praia da Ribeira Quente ou praia do fogo. Esta estrada é icónica e para nós, das mais belas da ilha. Quando chegámos à praia, almoçámos umas sandes de caçoula (que tínhamos preparado) e fomos a banhos.
De volta à vila de Furnas e já no final do dia fomos às termas Poça da Dona Beija. A entrada custa 6 euros e pudemos ficar 1:30 e que bem que nos soube. Já a caminho do nosso alojamento, parámos no miradouro Pico de Ferro, de onde temos vista privilegiada para o vale e a lagoa das furnas. Quando chegámos já estava a anoitecer e tivemos direito a mais um jantar feito pela Sra. Natércia. Desta vez, foi frango assado no forno e ananás de São Miguel regado com licor de amora, para sobremesa. Passámos o resto do serão na conversa com os nossos anfitriões.
Dia 4
Mais um belo dia se avizinha, começámos pelo farto pequeno almoço, provámos kiwis cultivados aqui na ilha e tivemos uma “aula” prática de como fazer queijo fresco e ainda provámos leite cru das vacas felizes (nome que dão às vacas dos Açores). Depois, seguimos caminho até à vila das Furnas, mas antes ainda parámos no miradouro Salto do Cavalo, de onde a vista é incrível. Fomos visitar o parque Terra Nostra, passeámos pelos seus lindos jardins e no final, fomos relaxar no jacuzzi e piscina de águas termais. Como ir a banhos abre o apetite, almoçámos o famoso cozido das Furnas no restaurante “Tony’s”. Aconselhamos a reservarem com alguma antecedência, pois as doses de cozido são limitadas. Já de barriga cheia, ainda fomos visitar a zona das caldeiras, onde se podem ver fumarolas, lama sulfúrica e beber água azeda, das diferentes fontes que por lá se encontram. Seguimos então caminho em direção ao trilho do Salto do Prego, em Faial da Terra, uma aldeia que se encontra num vale rodeada de montes e por onde passa uma ribeira. Como o nome indica, o trilho é passado ao lado da ribeira, depois subimos e damos de caras com a cascata Salto do Prego e na volta, ainda passamos por uma aldeia muito antiga, que agora está a ser reconstruída, Sanguinho. Adorámos esta caminhada.
De volta a casa ainda passámos pelo miradouro Bico dos Bodes, onde se tem uma vista magnifica da encosta escarpada. Para jantar, mais uma vez na companhia dos nossos anfitriões, comemos sopa de feijão, chicharros fritos com molho de vilão (à base de pimenta da terra) e para sobremesa arroz doce.
Dia 5
Hoje foi dia de fazer mais um teste covid 19, segundo o protocolo que o governo açoriano instaurou durante esta pandemia. Fomos até ao centro de saúde do Nordeste para o fazer e de lá seguimos até à lagoa das Sete cidades. Foi o primeiro dia, desde que chegámos à ilha que as lagoas e as zonas mais altas estavam descobertas, sem nevoeiro.
Fomos logo diretos ao miradouro vista do Rei, onde se encontra o hotel abandonado e a vista é sem igual. Depois de uma hora a apreciar esta lagoa tão peculiar de duas cores (azul e verde) fomos até ao miradouro do Cerrado das freiras e Lagoa de santiago. De seguida, fomos visitar a lagoa do canário e caminhámos até ao miradouro da boca do Inferno. Mais uma vista imperdível sobre as várias lagoas que se encontram na caldeira das sete cidades.
Mais tarde, e como o tempo na ilha é tão incerto, não queríamos perder a oportunidade de ver também a lagoa do fogo. Fomos até ao miradouro da Barrosa e subimos até às antenas de telecomunicações. De lá, conseguimos ter a vista completa da lagoa do fogo e uma grande parte da ilha. Podemos absorver toda aquela beleza sozinhos, tendo apenas como companhia dezenas de cegonhas. Entretanto descemos até ao miradouro da lagoa do fogo, onde se vê a tal forma de “cornos” tão característica desta lagoa. Comemos alguns snacks que tínhamos trazido e seguimos caminho até às termas da Caldeira Velha. Mais um local que vale a pena visitar e ir a banhos nas relaxantes piscinas termais. Sem dúvida, as termas que mais se encontram no seu estado natural. Quando saímos das termas, ainda fomos conhecer a cascata Salto do Cabrito, também ela muito bonita.
Mais uma vez, chegámos a casa e já tínhamos o jantar preparado pela Sra. Natércia. Comemos bacalhau no forno com grão e para sobremesa uma serradura com bolacha mulata (bolacha maria de chocolate dos Açores).
Dia 6
Hoje foi o último dia na companhia dos nossos anfitriões, que nos receberam como família. Ainda aprendemos mais algumas coisas sobre a criação de bovino e já tarde, partimos à descoberta de mais recantos desta belíssima ilha. Depois dos últimos “até breve” e abraços seguimos caminho em direção à fábrica de chá Gorreana. Dentro do edifício, podemos ver as máquinas que eram usadas para produzir o chá e também se pode degustar e comprar o mesmo, que é na sua maioria chá verde e preto. Também fizemos um dos trilhos mais conhecidos da ilha. Caminhámos por entre as plantações de chá e ainda fizemos o trilho mais pequeno que nos leva até à cascata Salto da Cidreira. Gostámos muito destas caminhadas. De seguida, fomos visitar a cascata Porto Formoso e almoçámos umas sandes na praia dos moinhos. Já saciados, fomos admirar uma das mais belas vistas da ilha, no miradouro de Santa Iria.
Continuámos caminho até à vila Remédios, de onde começa o trilho da Rota da água/Janela do Inferno. Antes de começarmos a caminhada ainda fomos informados que haviam tritões (espécie de anfíbios endémicos) na base da cascata Janela do Inferno. Aproveitámos também para nos refrescarmos com água da nascente, como o senhor do posto de informação nos indicou. Este trilho é de 7,6 km e passa por pontes, túneis, vales e uma cascata. Já no final do dia, dirigimo-nos para o próximo alojamento local onde iriamos ficar mais duas noites. Ficámos em Lagoa, bem mais desenvolvida que a Achadinha. Instalámo-nos no estúdio e fomos comprar alguma comida para os próximos dias. O problema é que a Carina começou a ficar bastante indisposta e com um desarranjo intestinal, a tão conhecida diarreia e o João mais tarde acaba a noite a vomitar. Achámos que possa ter sido da água da nascente que bebemos. Ainda assim, e como pensámos que era uma situação passageira decidimos ir jantar ao restaurante Borda d’água, muito conhecido pelo peixe e marisco. Comemos lapas grelhadas e morcela com ananás. Estava bastante bom, mas rapidamente voltámos para casa e o resto nem vale a pena aprofundar ahah.
Dia 7
Acordámos bem-dispostos, apesar da noite não ter sido a melhor. Tomámos o pequeno almoço e partimos rumo à ponta oeste da ilha. Fizemos o trilho da Devassa, que começou na lagoa das empanadas. Admirámos a vista do miradouro do Pico do paul e continuámos caminho, passando pelo Pico das éguas e por muitas outras lagoas (lagoa rasa e da égua). Adorámos este trilho, um dos mais bonitos que fizemos. Parámos para almoçar as sandes que tínhamos feito à beira da lagoa azul, (sete cidades) e seguimos caminho até às termas da Ferraria. Ainda parámos no miradouro Lomba do vasco. Já nas termas, vestimos o fato de banho e fomos desfrutar das águas quentes termais, que em conjunto com a água do mar, torna esta ida a banhos imperdível. Estivemos dentro de água quase duas horas e quando começou e encher de gente, fomos visitar as portas de lava e depois admirar a vista do miradouro da Ilha sabrina. Fomos beber uma “mini” com vista para as formações rochosas que se encontram face à praia dos mosteiros e decidimos ver a vista do miradouro Escalvada.
Sugestão: É melhor ver este lado da ilha de manhã, pois à tarde tudo fica em contra luz.
Começámos a fazer o caminho de volta para o nosso alojamento, mas antes ainda parámos no miradouro das Pedras negras e passámos no supermercado de Lagoa para comprar o jantar e um bom vinho tinto, que bem que nos soube.
Dia 8
Este foi o nosso último dia em São Miguel, com muita pena nossa. Depois de arrumarmos as malas e falarmos um pouco com o proprietário do alojamento local onde ficámos, fomos visitar a zona de Caloura. Depois de um pequeno passeio, seguimos então em direção ao Restaurante da Associação agrícola de São Miguel, muito conhecido pela carne bovina. A verdade é que comemos um dos melhores bifes de lombo até agora e ainda provámos a cerveja caseira, que também era muito saborosa. Depois deste almoço farto, fomos até às plantações de ananás Santo António, Quinta das três cruzes. A origem deste fruto foi na Venezuela e agora faz pare das iguarias que esta ilha tem para oferecer, não faltando na mesa em ocasiões especiais tanto nos Açores como na Madeira. O seu crescimento passa por várias fases e demora até 2 anos e meio a estar pronto a ser consumido. Depois desta visita guiada, seguimos caminho até à costa, mais propriamente a São Roque e o “Rosto do cão”, estacionámos o carro perto do porto de Ponta Delgada e fomos dar uma volta pela cidade. Vimos as portas da cidade, passámos pelo forte de São Brás, demos uma volta pelo jardim António Borges e acabámos o passeio junto ao cais a comer um gelado de maracujá da “Muca”. Foi tempo de nos dirigirmos para o aeroporto, entregar o carro e fazer o check-in. Acaba aqui a nossa aventura por esta maravilha de Portugal.
Fica aqui a sugestão: Os Açores é conhecido como um dos melhores locais da Europa para avistar golfinhos, baleias e muitas outras espécies.


























































