Dia 1
Chegámos à ilha do Pico bem cedo, fomos logo recebidos com um grande sorriso da Tânia, amiga da Carina já desde os tempos da universidade. Instalámo-nos na casa da Tânia e do Tiago, em Bandeiras, fomos às compras e depois de almoço fomos até às piscinas municipais da Madalena dar uns mergulhos. Isto tudo com uma bela vista para a ilha do Faial. Também passámos pelo porto, onde havia muita agitação para entregar a pescaria do dia. Fomos levantar os bilhetes de ferry para a ilha do Faial e São Jorge, no terminal de barcos na Madalena e depois seguimos caminho até São Mateus, para visitar a família da Tânia. Mais uma vez, fomos muito bem recebidos e ainda provámos uns licores caseiros, bem bons. No final do dia fomos para casa e jantámos por lá.
Dia 2
Da parte da manhã e depois de um pequeno almoço reforçado, fomos visitar as tão conhecidas vinhas do Pico, que são classificadas como Património da Humanidade pela UNESCO. Fomos visitar o Lajido da Criação Velha na Madalena. Estas vinhas têm a particularidade de serem plantadas em chão de lava e à sua volta constroem-se paredes de pedra solta, chamadas de “currais”, que as protegem do vento.
Ainda demos um mergulho na piscina natural da criação velha. Depois de almoço, fomos dar uma volta pelo centro de Madalena e de seguida fomos fazer uma prova de vinhos na vinha do Lucas Amaral, o mais jovem produtor de vinho dos Açores. Gostámos muito e onde se encontra o estabelecimento para a prova de vinhos tem uma vista privilegiada sobre a encosta do Pico e sobre o mar.
Dia 3
Hoje o dia começou tristonho e com bastante chuva. Decidimos ir visitar a vila de São Roque e o museu da Indústria Baleeira, que foi uma fonte de rendimento muito importante até 1984, quando acabou. Apesar que em 1986, ainda mataram duas baleias como forma de protesto contra a falta de apoio do governo. Depois da visita e com esperança de ver as lagoas, subimos até à parte mais alta da ilha. Metade do caminho conseguimos fazer sem nevoeiro, conseguimos ver algumas lagoas pequenas e a lagoa do Caiado. Antes de descermos até à vila Lajes do Pico ainda parámos no miradouro Geraldo, onde se tem uma vista muito bonita sobre a encosta e o Pico, apesar da ventania que apanhámos.
Quando chegámos às Lajes do Pico, demos uma volta e visitámos o museu dos Baleeiros. Este museu é um bom complemento ao primeiro que visitámos, pois explica a parte mais humana desta indústria da caça da Baleia. Ainda tivemos sorte, pois apesar de não conseguirmos ver o vídeo de explicação, o senhor que lá estava fez-nos uma visita guiada, que ainda se tornou mais interessante. Vimos um bote baleeiro real e percebemos como capturavam as baleias, as transportavam até terra e as desmantelavam, usando desde o toucinho, até aos ossos e posteriormente até os dentes, que eram feitos de marfim. Também retiravam o âmbar que estas baleias acumulavam no seu estômago. O vento diminuiu bastante e até convidou para banhos na fajã das lajes do Pico. Entretanto o Pico lá perdeu a vergonha e mostrou-se no seu auge, o que nos deixou muito contentes, pois ainda não tínhamos visto o piquinho. Voltámos para Bandeiras pela estrada que percorre a costa e ainda vimos uma nuvem lenticular, nuvem específica que se forma quando existem ventos superiores muito elevados.
Dia 4
Como era sábado, a Tânia passou o dia connosco. De manhã decidimos visitar o museu do vinho, na Madalena. Museu bastante interessante e lúdico, aprendemos mais sobre esta indústria e como se tornou num dos principais marcos desta ilha. Existem 53 castas de uva diferentes nos Açores. Depois de almoço fomos conhecer o porto da Cachorro, conhecido pelo rosto de cachorro feito de pedras de lava e sobre as formações peculiares e pontes feitas também destas pedras. De seguida fomos até ao núcleo costeiro do Cabrito, que se localiza na costa da freguesia de Santa Luzia, uma zona muito conhecida também pelas suas vinhas em forma de “curral”. Aqui encontram-se várias rochas vulcânicas com as marcas do escoamento do magma que despois se solidificou. Continuámos viagem pela costa e parámos para admirar as vistas do miradouro Pontas e Ponta do mistério.
Ainda fomos dar um mergulho nas águas quentes da Baía das Canas. Adorámos esta baía, protegida pela encosta, em estado selvagem e a cor da água de um azul turquesa difícil de descrever. Já refrescados, seguimos em direção a Madalena, ainda parámos em outro miradouro na subida até à estrada R 3-2 e parámos para ver a lagoa do Capitão.
Dia 5
Hoje era o dia que pensámos em subir ao Pico, mas o tempo não ajudou, amanheceu a chover. Há 10 anos, quando a Carina veio ao Pico pela primeira vez, não era preciso reservar nada com antecedência para subir ao Pico. Agora, tem que se reservar e com muito tempo de antecedência principalmente nos meses de verão. Algo que não tínhamos feito e bem, porque o tempo nestas ilhas é muito instável e como se veio a verificar, nos dias todos que cá passámos não teria sido o ideal para subir, pois o nevoeiro e a chuva foi uma constante, mesmo que subíssemos não veríamos nada. Sendo assim, fomos ate São Mateus, almoçar com a família da Tânia. Adorámos a companhia, é sempre bom relembrar e reencontrar pessoas que tanto nos marcaram. Provámos várias iguarias da ilha, entre elas linguiça, inhame, figos, mel de incenso, queijos, licor de café… Depois de almoço passámos pela casa do Tio Fernando, onde tínhamos ficado há 10 anos, eu, a Estela, a Tânia e a Rita (colegas de universidade). Mais uma vez, fomos muito bem recebidos e provámos mais um licor caseiro, desta vez de amora. Fomos até à zona balnear de São Caetano. Demos um mergulho e até fizemos snorkeling. A caminho de casa ainda passámos no farol de São Mateus e no porto da Madalena, onde estavam a pescar sargos e carapau com canas de bamboo. Jantámos hambúrgueres deliciosos feitos pela Tânia.
Dia 6
Acordámos e estava a chover imenso e também tinha chovido muito durante a noite. Decidimos ainda assim, quando acabou de chover, dar a volta à ilha de carro. O nosso plano inicial era fazer uma caminhada, mas como o tempo estava bastante instável, optámos por não fazer. Começámos a visita pela Prainha e pela praia Poça branca, bebemos um café e continuámos caminho até à praia canto da areia, a única praia da ilha com areia (negra). Almoçámos na zona balnear Portinho e fomos até Santo Amaro para visitar a Escola Regional de Artesanato de Santo Amaro. Foi bastante interessante, vimos as bonecas típicas feitas de folha de milho, bijutaria feita de escamas de peixe, entre outras coisas. Passámos no miradouro terra alta e parámos na zona balnear da Ribeirinha. Demos uns mergulhos e fizemos snorkeling, vimos peixes de várias cores e perdemo-nos no mar de cor turquesa e límpida que banha esta ilha. Decidimos voltar para casa seguindo a estrada da costa e ainda parámos no miradouro Ponta de arrife. Fomos jantar a casa dos pais do Tiago. Mais uma vez deliciámo-nos com a comida, albacore frito e lapas grelhadas.
Dia 7
Hoje foi dia de visitarmos a ilha do Faial. Acordámos muito cedo, o sol ainda não se tinha levantado e para nossa surpresa, conseguimos ver o Pico completamente descoberto. Apanhámos o ferry pelas 08:00 e aproveitámos o passeio para ver as vistas sobre o Pico e os seus ilhéus. Quando chegámos a Horta, no Faial estava tudo coberto com nevoeiro, mas ainda assim decidimos começar a viagem de carro, com o propósito de dar a volta à ilha. A nossa primeira paragem foi o morro de Castelo Branco. Estávamos sozinhos, rodeados de natureza e do som das aves, que por lá habitam. Seguimos viagem e o nevoeiro foi-se dissipando cada vez mais, pelo menos na parte costeira da ilha.
Parámos nas piscinas naturais do Varadouro, no miradouro Fernandes e miradouro da Graça e à medida que avançávamos por esta estrada secundária (caminho varadouro comprido) colada ao oceano, mais próximos ficávamos do vulcão dos Capelinhos. Este é o vulcão que entrou em erupção há menos tempo nos Açores e todos os anos diminui de tamanho, devido à erosão do vento e do mar. A sua última erupção foi em 1958. Quando chegámos ao vulcão dos Capelinhos, subimos ao farol, visitámos o centro de interpretação e ainda subimos até um ponto mais alto, para termos uma vista de 360 graus sobre o vulcão, os montes e a costa. Depois de admirarmos a vista, fomos até à praia Fajã, uma praia deserta de areia negra, rodeada por uma encosta verde. Aproveitámos para almoçar as nossas sandes e dar um mergulho neste mar com água límpida e quente.
De seguida, fomos até ao miradouro da Ribeira das cabras, onde se tem uma vista bonita para a Fajã. Ainda parámos no miradouro da Ribeira funda. Como o nevoeiro persistia em ficar na zona mais alta da ilha, onde se encontra a caldeira, decidimos seguir caminho pela estrada mais junto à costa. A nossa próxima paragem foi as ruínas do farol da ponta da Ribeirinha, de onde pudemos ver a ilha do Pico e de São Jorge. De volta a Horta, ainda passámos pela praia de Almoxarife e no miradouro da Nossa Senhora da Conceição, com vista para a cidade da Horta. Antes de apanharmos o ferry para voltarmos a Madalena, ainda fomos ao monte da guia, de onde se tem uma bela vista para a praia Porto Pim. No final do dia, ainda fomos beber um café, demos uma voltinha pelo centro da Horta e admirámos a montanha do Pico, que perdeu a vergonha ao entardecer. À noite fomos jantar com o Tiago e a Tânia ao restaurante “O Petisca”, onde comemos um belo bife de vaca, salada de polvo e comemos um delicioso pica pau de atum.
Dia 8
Neste dia seguimos rumo à ilha de São Jorge. Quer dizer, não fomos bem nós que decidimos, mas devido ao grande e inesperado fluxo de turistas que houve este ano, só conseguimos lugar (com o carro) no ferry neste dia. Mais uma vez, levantámo-nos muito cedo, mas desta vez acordámos e estava a chover. Passámos a viagem toda abrigados dentro o ferry, pois a chuva não deu tréguas. Quando chegámos a Velas, por volta das 09:00, fomos beber um café que bem precisávamos, fomos ao centro de turismo e comprámos um chapéu de chuva, porque infelizmente os dias avizinhavam-se molhados. Ainda demos um passeio pelo centro de Velas e depois seguimos em direção ao farol da Ponta dos rosais, mas antes ainda passámos pelo miradouro da Baía de entre Morros. Perto do farol existe uma vigia das baleias e subimos até lá, apesar de algum nevoeiro, foi interessante. De volta pela mesma estrada decidimos passear pelo parque florestal das Sete fontes. Achámos o parque muito bonito e místico, foi aí que aproveitámos também para almoçar as nossas sandes.
O dia começou a ficar mais ensolarado e parou de chover, seguimos então caminho até à fajã do Ouvidor, uma das mais conhecidas da ilha. Uma fajã é um terreno plano, em geral cultivável, de pequena extensão, situado à beira-mar, formado de materiais desprendidos das arribas ou por deltas lávicos resultantes da penetração no mar de escoadas de lava provenientes da vertente. Tivemos uma vista maravilhosa do miradouro que antecede a descida até à fajã do Ouvidor, conseguimos ver a encosta toda até à fajã Ribeiras das Areias e ainda vimos a ilha da Graciosa e um pouco da ilha da Terceira. Ao fim de algum tempo, depois de descemos até à fajã, chegou uma nuvem carregada de chuva, mas foi passageira, ainda fomos conhecer a piscinas naturais Simão Dias. Que lugar especial e diferente de tudo o que tínhamos visto até agora nos Açores. Como o sol teimava em não aparecer e estava bastante vento, decidimos continuar viagem. Parámos na vila Calheta e fomos visitar o museu Francisco Lacerda (ainda em acabamentos), onde tivemos a sorte de ter uma visita guiada privada a uma sala com uma coleção privada de vestuário, cerâmica, máquinas de prensar latas de atum, barris entre muitas mais peças típicas da ilha de São Jorge. Também ficámos a saber que um dos maiores rendimentos da ilha é o atum, especialmente o atum em conserva da vila de Santa Catarina, seguido do queijo de São Jorge. Este museu era uma antiga fábrica de conservas de atum.
O sol decidiu aparecer e seguimos caminho até à fajã das almas, uma aldeia muito pitoresca e bem conservada. Para além de admirarmos a vista do miradouro, também demos um passeio pela calçada. Fomos visitar a igreja de Santa Bárbara, em Manadas. Erguida em 1770, foi considerada como Monumento nacional desde janeiro de 1950, mas só entre 2015 e 2017 é que recuperaram esta igreja que é um dos edifícios mais visitados da ilha de São Jorge. Esta igreja foi uma bela surpresa, pois quando vemos o seu exterior simples, nunca imaginaríamos que o interior fosse o contraste mais extremo, muito trabalhado, feito de materiais diversos e cores também. Difícil de absorver tudo, mas felizmente tivemos uma visita guiada.
Já não tínhamos muitas horas de sol, então dirigimo-nos até ao alojamento onde ficaríamos 1 noite. Encontra-se na vila Urzelina e tem como nome “Intact Farm Bungalows”. O ponto forte desta cabana é a sua localização na encosta, com vistas de 180 graus sobre o oceano com a ilha do Pico de fundo. Para jantar aproveitando a vista da melhor maneira, fomos comprar um queijo de São Jorge de 36 meses, atum em conserva de Santa Catarina e um vinho tinto da ilha do Pico. Que fim de tarde mais perfeito.
Mas antes de nos instalarmos no terraço da nossa cabana, ainda fomos ver os moinhos típicos de São Jorge em Urzelina e ainda demos um mergulho numa das piscinas naturais. Antes de dormirmos ainda ficámos a apreciar o céu estrelado e o som dos cagarros (aves endémicas), que passavam literalmente sobre as nossas cabeças. Que lugar mágico.
Dia 9
Acordámos com esperança de ver o Pico e de podermos fazer uma das mais belas caminhadas pela ilha, que desce até à fajã da Caldeira de São Cristo e acaba na fajã dos Cubres. Mas mais uma vez, São Pedro trocou-nos as voltas. Amanheceu com uma chuva torrencial e só melhorou por volta das 11:00. Por volta dessa hora, fomos ver a torre de Urzelina, única parte da igreja da Urzelina que ficou intacta depois da erupção vulcânica a 1 de maio de 1808, o que originou uma lenda.
Mesmo com o tempo tristonho, decidimos ir até à ponta este da ilha, onde se encontra a vila Topo, conhecida pelo seu farol, queijos e ilhéu. Este ilhéu encontra-se a 100 metros da costa e quando o mar está calmo, os pastores levam algumas das suas vacas a pastar neste pedaço de terra. Depois de admirarmos esta vista, fomos até ao porto do Topo. Um lugar muito bonito e deserto. Decidimos então dar uns mergulhos e fazer snorkeling, vimos centenas de peixes e algumas estrelas do mar, parecia que estávamos dentro de um aquário. No caminho de volta parámos na queijaria do Topo, onde comprámos queijos de 4 e 24 meses e seguimos caminho até à fajã de São João. Estava muito nevoeiro e não conseguimos ver todo o esplendor desta fajã. Ainda demos uma volta e bebemos um café e percebemos que aqui se produz vinho, pois sentimos o cheiro da uva a fermentar e vimos várias casas com adegas.
Fomos tentar a nossa sorte para o outro lado da ilha e visitar a fajã dos Cubres. O tempo estava mais esperançoso para este lado, conseguimos ver a vista para esta fajã e ainda vislumbrámos a fajã da Caldeira de São Cristo. Descemos até à fajã dos Cubres, levámos o nosso piquenique, caminhámos pela aldeia e fomos até a um pequeno edifício circular no meio do lago. Ficámos encantados com este pedaço de mundo. Sentimo-nos conectados com a natureza, inundados por esta paisagem que nos rodeava, o mar de um lado, as encostas verdes a perder de vista do outro e as gaivotas a fazerem-nos companhia. Tivemos um momento muito especial. Ainda pensámos ir até à outra fajã, mas o tempo estava instável para fazer caminhadas. Havemos de voltar a esta ilha que tanto nos surpreendeu e apaixonou. Também queremos fazer um passeio de barco, para ter uma outra perspetiva da ilha.
Ao fim de uma hora e meia, lá nos decidimos a seguir caminho. Tínhamos ouvido falar que a fajã dos Vimes, devido ao seu micro clima, é muito conhecida pelo café, com um sabor bem peculiar e saboroso. Como somos amantes de café decidimos ir até lá tirar as teimas. Foi o melhor que podíamos ter feito, pois conhecemos o senhor Nunes, um dos produtores de café mais antigos e conhecidos da ilha. Enquanto conversávamos com ele, desfrutávamos do café e das queijadas de café que é produzido literalmente a alguns passos dali. O senhor Nunes ainda nos mostrou os seus campos de café e uma sala com teares típicos desta ilha, onde tinha uma colcha com mais de 100 anos.
Infelizmente a hora da partida estava próxima. Passámos mais uma vez pela estrada que consideramos ser uma das mais bonitas que já percorremos até agora, a estrada entre a Ribeira Seca e a fajã dos Vimes. Para além das paisagens de cortar o fôlego, também tinha inúmeras cascatas. A cada 2 minutos estávamos a parar o carro para tirar fotos. Já perto de Velas, ainda parámos no miradouro com vista privilegiada para esta vila. Adorámos estes dois dias passados nesta ilha, apesar de ter ficado bastante para ver e vivenciar.
Dia 10
Este foi o nosso último dia na ilha do Pico. De manhã, tivemos uma visita guiada à casa dos vulcões. Achámos bastante interessante e aprendemos mais um pouco sobre a formação do arquipélago dos Açores e das diferentes ilhas, sendo a ilha do Pico a mais jovem de todas elas e com o maior vulcão poligenético dos Açores. Esta zona do mundo, está entre 3 placas tectónicas (americana, africana e europeia), o que explica a formação destas ilhas e a atividade sísmica ainda presente. Pois o Pico não está extinguido, apenas se encontra adormecido. Neste museu, também pudemos sentir a réplica de 2 sismos que se passaram na ilha do Faial e da Terceira. Enquanto esperávamos que o museu abrisse, demos uma volta por Lajido, uma aldeia muito bonita, onde a maioria das casas é feita com pedra lávica.
De seguida fomos em direção à Gruta das Torres. Esta gruta é de origem vulcânica e é o maior túnel lávico dos Açores. A Gruta foi originada pela lava de uma erupção vulcânica num lugar conhecido como Cabeço Bravo há cerca de 1500 anos. O interior da Gruta das Torres é muito rico em formações geológicas, possuindo diversas estruturas, tais como estalactites, estalagmites lávicas, paredes estriadas, bancadas laterais e bolas de lava. O chão da gruta também apresenta características interessantes e variadas, como uma superfície áspera, espinhosa e com pouca regularidade. Gostámos bastante da visita, mas o que mais impressiona é quando saímos da gruta e damos de caras com a abertura da mesma, uma explosão de luz e natureza.
Depois desta visita fomos almoçar ao centro da Madalena com a Tânia. E na hora de almoço o Pico decidiu descobrir-se, tendo a vista magnifica deste vulcão o resto do dia. Ainda nos fomos despedir da família da Tânia e da mãe do Tiago e a caminho de casa, ainda passámos pela zona balnear Pocinho. Quando chegámos a casa ainda demos uma voltinha de moto4 até ao cais do Mourato. Já ao final da tarde, o Tiago e a Tânia levaram-nos ao aeroporto, que fica a 5 minutos de casa deles. Ainda vimos o Pico mais uma vez, tirámos umas fotos e demos os últimos abraços, não de adeus mas de um até já.












































































