O “loop” de Thakhek

Dia 73

Mais uma vez começámos o dia bem cedo. Tomámos o pequeno almoço, alugámos as motas (110 000 kip/dia) e iniciámos então esta nova aventura. O “loop” de Thakhek. Mas afinal o que é isto? Basicamente é um percurso com cerca de 450 km, que começa e acaba em Thakhek e que é feito de mota. Normalmente as pessoas fazem em três ou quatro dias, sendo que nós optamos por fazê-lo em três. Mais a baixo colocamos um desenho completo deste loop. Três dias não é muito tempo e para isso, tivemos que escolher o que queríamos realmente ver. Neste primeiro dia o nosso destino era Thalang e para lá chegar, tivemos de fazer cerca de 100 km. Pelo caminho decidimos visitar o lago Tha Falang, a cave Tham Sa Pha e uma povoação com o nome, Mahaxay. No caminho pudemos deliciar-nos com belas paisagens, passando por várias aldeias e por um lago artificial muito peculiar com árvores no meio. Acabando por chegar à guesthouse, que se encontra também no meio do lago. Depois foi tempo para relaxar, jogar às cartas, jantar e desfrutar da vista para o lago. Adorámos este primeiro dia, principalmente pelas belas paisagens e pelo contacto com os laosianos, que foram bastante sorridentes e simpáticos.

Dia 74

Depois de uma noite bem dormida, lá começámos mais um dia. Saímos relativamente cedo e seguimos rumo à famosa cave de Kong Lor, mas para isso tivemos que percorrer cerca de 150 km. Mais uma vez ficámos surpreendidos com a paisagem que nos rodeia, passámos de ter um lago como paisagem, para montanhas enormes e densa vegetação. Mais uma vez no caminho vimos várias aldeias, onde pudemos apreciar o dia a dia dos locais e também ver os seus trajes típicos. Mas é nos últimos 50 km, antes de chegar à cave, que a paisagem é mesmo hipnotizante. Antes disso parámos para apreciar a vista de uma plataforma que se encontra na montanha. Quando chegámos a Kong Lor tivemos de ir diretos para a entrada do parque, comprar os bilhetes de barco (porque o último passeio começava às 16h) e fazer o tão esperado passeio de barco. O passeio é todo feito dentro da cave, teve a duração de cerca de 2h e custou 50 000 kip por pessoa. A cave é simplesmente magnífica, com uma extensão de 7,5 km. Apesar de não ter dado para tirar grandes fotos (por estar muito escuro), deu bem para perceber a imensidão da cave. Quando acabámos o passeio, já estava de noite e como estávamos cansados de mais um longo dia, foi só mesmo jantar e dormir isto claro depois de mais um bocado de conversa.

Dia 75

Neste último dia de viagem o destino final era Thakhek. Para isso tivemos de fazer cerca de 180 km. Durante o percurso não paramos muitas vezes para apreciar a paisagem, porque nesta última secção as paisagens já não são tão bonitas, com exceção para os primeiros 40/50 km, sendo que parte deles já tínhamos percorrido no dia anterior. Parámos num dos miradouros para apreciar a vista e depois num sítio para beber um café, que aqui por estes lados metem leite condensado. Chegámos a Thakhek por volta das 13h, mesmo a tempo de irmos almoçar e relaxar um pouco com vista para o Mekong e Tailândia. Já mais para o final da tarde foi dia de despedidas, porque o Luca ia seguir caminho para o sul de Laos e nós justamente com a Betina e o Dan tínhamos como destino Hanói no Vietname. De Thakhek para Hanói, não existem autocarros todos os dias, apenas 3 por semana, por isso tivemos de esperar até quinta feira para partimos, ou seja, ficamos um dia a descansar e a organizar coisas.

Dia 76

Dia de descansar muito e acordar tarde. Pois é, por incrível que pareça, apesar de estarmos de “férias”, temos acordado sempre relativamente cedo e hoje foi dia de relaxar, pois os últimos dias a andar na bela scooter Honda Zoomer X (claro que só podia ser numa Honda) fizeram moça no nosso rabo. Depois de tratar um pouco do website e pesquisar um pouco acerca dos próximos destinos, fomos andar até para perto do rio e ter com o Dan e a Betina para jantarmos.

Dia 77

Após uma boa noite de sono, estávamos preparados para a longa viagem que se avizinhava. Por volta das 11h fomos para a paragem de autocarros, de maneira a apanharmos o autocarro com destino a Hanói, Vietname. Lá por volta das 13h00, o autocarro partiu, apesar de ser suposto partir às 12h30. Já depois de algumas horas em viagem, mas ainda antes de chegarmos à fronteira, todas as pessoas tiveram de sair do autocarro, de modo a este passar numa espécie de raio X. Depois daí seguimos caminho em direção à fronteira, por um caminho cheio de curvas e buracos, onde estavam muitos camiões parados na berma, uma verdadeira aventura. Já na fronteira, tivemos de sair do autocarro para ir buscar os nossos passaportes com o carimbo de saída de Laos, o problema é que estava um frio e vento horrível e nós de t-shirt e calções. Depois disto, tivemos de seguir a pé até uma espécie de posto de controlo Vietnamita, para verem os nossos visas. Voltámos a entrar no autocarro, para pararmos 5 min depois e voltarmos a sair, de modo a irmos para os serviços de imigração do Vietname e aí finalmente ter o carimbo de entrada. Depois o resto foi uma viagem “normal” até Hanói.

Dica: No posto de informações no terminal rodoviário em Thakhek quando perguntámos acerca do autocarro para Hanói, todas as pessoas diziam coisas diferentes, em relação aos dias de partida. Pelo que o melhor que fizemos foi irmos ao posto de turismo no centro da cidade e aí nos disseram os horários corretos com os dias certos, só o preço não era o correto. Por esta viagem pagámos 200 000 kip por pessoa.

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