Phnom Penh

Dia 100

Já em Phnom Penh, fomos diretos para o hostel para deixar as bagagens e aproveitamos também para almoçar, pois o hostel tem também um restaurante. Depois do almoço fomos visitar o museu nacional, que para nosso espanto tinha o custo de 10 $ por pessoa. Alguns anos atrás, o preço começou por ser de 3 $, depois passou para 5 $ e agora são os tais 10 $. Apesar de termos gostado da visita, achamos que o preço é um pouco elevado. Dentro do museu podemos ver um coleção de mais de 5000 antigos artefactos. Depois o resto da tarde, foi passear ao longo do rio e ir beber uma cerveja. A seguir ao jantar, o Dan e a Betina seguiram caminho para Siem Reap e nós fomos dormir.

Dia 101

Vamos começar o nosso dia por falar um pouco da história do Camboja. Muitas pessoas não sabem, mas o Camboja foi muito afetado pela guerra, mais precisamente durante 1975 e 1979 o período chamado Khmer Rouge, liderado por Pol Pot. Durante estes anos, quase 4 milhões de pessoas foram mortas (cerca de um quarto da população). Na sua maioria professores, médicos, engenheiros,… ou seja pessoas que tivessem algum grau académico e as quais pudessem ir contra o governo.

Depois de acordarmos e de tomarmos um belo pequeno almoço, apanhámos um tuk tuk que nos transportou durante cerca de 5h para os sítios que queríamos visitar. Por este serviço, pagámos 14 $, é claro que este é o valor que conseguimos já depois de termos negociado, porque inicialmente o condutor do tuk tuk pediu-nos cerca de 20 $. A primeira paragem foi o S-21 também conhecida por Tuol Sleng, basicamente uma escola secundária, que durante o período Khmer Rouge foi convertida numa prisão com várias salas de interrogatório e tortura. Quando acabámos, seguimos caminho para um dos muitos campos de execução (existiram à volta de 300 em todo o Camboja), conhecido como Cheung Ek. Durante 1975 e 1978 cerca de 17,000 pessoas (homens, mulheres e crianças) foram mortas neste campo de execução das mais diversas maneiras, mas nunca utilizando armas, para não gastarem balas. Depois disto, seguimos para a nossa última paragem, o palácio imperial (40 000 KHR), que é muito majestoso. Pelo caminho ainda parámos ao pé da estátua da independência, para podermos tirar um foto. Depois de muitas visitas, foi tempo de voltar ao nosso hostel, descansar um pouco e ir jantar.

Dica: No Camboja a moeda oficial é o Riel (KHR), mas para nosso espanto, quando vamos levantar dinheiro ao multibanco, temos a possibilidade de escolher entre o Dolár Americano (USD) ou Riel Cambojano (KHR). O melhor mesmo é levantar em USD, porque é o que mais se utiliza. Muitas vezes quando vamos comprar alguma coisa se o preço indicado for por exemplo, 0,5 $, significa que se dermos 1 $, vamos receber de troco o equivalente em Riel, pois não existe nota com menor valor do que 1 $.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *