Dia 167
Neste dia chegámos bem cedo a Khajuraho, por volta das 07h30, mesmo com um atraso de duas horas, pois o comboio estava previsto chegar às 05h45. Apanhámos mais uma vez o riquexó (tuk tuk indiano) e fomos da estação de comboios até ao hotel, no centro da cidade. Esta viagem custou-nos 200 rupias (INR) inflacionado claro. Aqui o ritmo é outro, o trânsito não é caótico e a quantidade de pessoas muito menor, ou seja, sentimo-nos em outra Índia. Quando chegámos tínhamos o quarto já pronto e pudemos descansar, o que nos deixou muito contentes. Por volta da hora de almoço, fomos até ao hospital mais perto para o Thierry levar a segunda dose da vacina contra a raiva. Desta vez muito menor que o outro em Varanasi, diria mesmo que se parecia mais com um centro de saúde. Como não havia farmácia, tivemos que voltar ao centro para comprar a vacina e retornar ao hospital. Depois deste episódio demos uma volta pelo centro e fomos para o quarto descansar. Já no final do dia fomos jantar. Importante referir que tivemos sorte e no dia que chegámos ia começar o famoso festival internacional de dança. Ou seja, durante uma semana em Khajuraho existe um recinto onde são vendidas muitas obras de artesanato, exposta arte local e internacional e claro muitos espetáculos e performances de dança clássica/ tradicional indiana. Nós como tivemos a sorte de cá estar para o início deste evento, aproveitámos e depois de jantar fomos até ao recinto e assistimos a inúmeras performances de dança, com música ao vivo e mesmo uma orquestra no momento de cantar o hino. Adorámos as danças tradicionais, a maneira como os dançarinos se movimentam, o acompanhamento musical, as vestimentas típicas, sem esquecer o cenário de fundo, os templos. Já cansados e não muito em forma, fomos dormir.
Dia 168
A noite passada não foi das mais agradáveis, a Carina passou a noite na casa-de-banho, se bem me faço entender. Mas depois de alguma ronha, lá nos decidimos a sair do quarto e a ir visitar o principal complexo de templos hindus e Jain em Khajuraho, o principal motivo que nos tinha trazido a esta cidade. A entrada para este complexo foi de 500 INR cada um. Estes templos fazem parte do património mundial da Unesco e são bastante conhecidos, pela sua bela conservação e esculturas eróticas. Já depois da visita voltámos para o quarto de hotel e descansámos. Já à noite, fomos jantar arroz com omelete, verdadeiramente a dieta ahah e voltámos ao recinto do festival para vermos alguma da arte exposta e assistirmos a mais algumas danças. Já cansados decidimos ir para o hotel dormir.
Dia 169
Neste dia levantámo-nos relativamente cedo, pois tínhamos um comboio para apanhar em direcção a Jhansi, mal sabíamos nós a aventura que iria ser. Apanhàmos o tuk tuk até à estação de comboios, dirigímo-nos até á bilheteira e comprámos 3 bilhetes na dita classe geral, a nossa única opção. Quando entrámos na carruagem que nos estava destinada, rapidamente percebemos que não iria ser confortável, visto o estado dos bancos, mas até aí tudo bem. Nesta classe de comboios não existem lugares marcados, ou seja, sentamo-nos onde houver espaço, o que até havia por esta altura. A situação detiorou-se muito rapidamente quando chegámos à estação seguinte, cerca de 1 hora depois. Visto que não há lugares marcados e sinceramente acho que os bilhetes vendidos são ilimitados para esta classe, vimos chegar uma multidão de pessoas dentro da carruagem onde estávamos. Começaram a sentar-se por todo o lado, bancos para 4 pessoas, serviram para 6 ou 7, o lugar para as malas em cima da nossa cabeça serviu para outras pessoas se sentarem/deitarem, pessoas sentadas no chão, pessoas quase a saltar pela porta, sim visto que eles não fecham as portas do comboio, mesmo em andamento. E lá continuámos a viagem por mais 4 horas e a cada paragem havia o mesmo frenesim e cada vez mais gente. Experiência única, mas a não repetir, se pudermos claro ahah. Que alívio, quando chegámos à estação de comboios de Jhansi. Mais uma vez tivemos que negociar o preço do tuk tuk, começando em 400 INR, que conseguimos baixar para 250, provavelmente ainda assim inflacionado. Lá fomos nós durante 35 minutos em direcção a Orchha. Esta cidade ainda mais pacata que a anterior. Chegámos ao hotel, o quarto já estava pronto e decidimos tirar o resto do dia para nos repousarmos.








