Dia 200
Começámos o dia já mais tarde e por volta do meio dia decidimos seguir viagem, desta vez em direção à ilha Phillip. Esta ilha é conhecida pela quantidade e variedade de animais que se encontram nela. Entre muitos passeios e atividades a fazer, destacam-se a parada de pinguins pequenos, o centro de conservação de coalas e o “nobbies”, rochas perto da costa onde se encontram uma das maiores colónias de leões marinhos da Austrália. Nós mal chegámos à ilha, fomos até ao recinto onde se compram os bilhetes para assistir à parada de pinguins e depois de ter os bilhetes para essa noite, fomos até ao “nobbies”. Como estava bastante vento e o mar estava agitado, não tivemos sorte e não conseguimos ver nenhum leão marinho. Antes de nos dirigirmos para o local onde a parada ia acontecer, ainda fomos fazer o check-in no parque de campismo onde ficámos essa noite. Já por volta das 18h00 voltámos para o recinto, vimos algumas curiosidades e explicações sobre os pinguins e às 18h45 abriram as portas com acesso à praia. Instalámo-nos o mais perto que podemos perto da areia e lá esperamos que os pinguins viessem do seu dia de “trabalho”, que é pescar, para se recolherem nas suas “casinhas”. Por volta das 20h00 começámos a ouvir os pinguins ainda no mar, o que significava que eles se estavam a aproximar. E de repente vimos grupos deles a sair da água, todos atarefados e com medo de serem presas de alguma ave. Nesta praia é onde se encontra a maior colónia de pinguins da Austrália. Já passado uns bons 15 minutos levantámo-nos e decidimos segui-los por entre as dunas até aos seus ninhos. Foi uma experiência muito engraçada e inesquecível, ver uma vez mais estes animais no seu quotidiano, na natureza. No outono, é altura de mudar as penas, por isso alguns deles passam o dia em terra. O parque de campismo onde ficámos foi o Seaview Holiday Park, pelo qual pagámos 25 $ sem eletricidade. Aconselhamos este parque, pois é limpo, com piscina e cozinha partilhada.
Dia 201
Durante a noite fez imenso vento e durante a viagem até ao parque nacional Wilson promontory a condução foi um pouco complicada, pois o vento não dava tréguas e assim continuou o dia todo. Quando chegámos ao parque nacional estacionámos na pequena povoação Tidal River. Nesta zona, o rio Tidal desagua na praia, o que dá um encanto especial a esta praia, para não falar na natureza que a envolve. Decidimos ir almoçar e depois de almoço fomos dar uma caminhada pela praia, atravessámos a ponte sobre o rio e fomos até ao miradouro Pillar. Este parque é muito presado pelos australianos, pelas lindas paisagens e pela variedade de fauna e flora que se pode encontrar. Durante a caminhada vimos muitas aves, como papagaios verdes, uma kokaburra e ainda tivemos a sorte de ver o tão famoso e tímido wombat, que é da família dos marsupiais, mas que mais se parece um coelho gigante. Quando chegámos ao miradouro, fazia tanto vento que mal nos conseguíamos segurar em pé, mas que nos proporcionou vistas muito bonitas sobre a costa e pequenas ilhas. Antes de nos despedirmos deste parque, que tanto gostámos e que vale a pena passar mais dias a explorá-lo, ainda parámos no miradouro entre a baía Picnic e Whiskey. Seguímos viagem e decidimos parar no parque de campismo gratuito Marlay Point onde tínhamos uma vista privilegiada sobre o lago Wellington.
Dia 202
Depois de acordarmos com vista para o lago e de tomarmos um belo pequeno almoço, seguimos viagem até Metung, onde parámos para ver o lago King. Depois continuámos em direção à “entrada dos lagos” (Lakes Entrance), onde podemos observar do miradouro Jemmie’s, o lago King e também a conexão entre os lagos e o oceano. Aproveitámos para comer alguma coisa na área de descanso antes de continuar caminho. Antes de chegarmos ao Genoa Rest Area, onde passámos a noite, parámos ainda no Cape Conran. Aqui decidimos fazer uma pequena caminhada no meio da floresta, na esperança de vermos algum wambot, mas sem sucesso. Ainda assim foi uma caminhada agradável e vimos praias muito bonitas. Passámos então a noite no Genoa Rest Area. Gostámos muito desta área de descanso, pois apesar de ser gratuita, tem casas de banho limpas, água potável e local para lavar a loiça. Existe uma caixa fechada onde uma gorjeta é sempre bem-vinda.
Dia 203
Depois de acordarmos, tomar pequeno almoço e arrumar a campervan, fomos fazer uma caminhada até ao Genoa Peak, pico onde se pode ter uma bela vista sobre esta zona. No caminho até lá, vimos um canguru a atravessar a estrada, o que nos deixou bastante contentes. Depois de 45 minutos a andarmos por entre uma floresta com árvores bem altas, ouvirmos o cantar de várias aves e vermos uma ave com cauda longa, chegámos ao topo da montanha. Aqui temos uma vista de 360°, de onde se vê floresta e mais floresta e ao fundo a união entre o lago e o mar e ainda mais ao fundo as dunas. Quando estávamos a sair do parque, vimos mais um canguru hehe. A nossa próxima paragem foi em Eden, onde parámos para almoçar na área de descanso de Rotary, também aqui existe um miradouro, onde desfrutámos da vista sobre a baía. Continuámos caminho e fizemos uma pequena paragem em Tilba, uma pequena vila onde parece que tudo parou no tempo, pois as casas e até mesmo a bomba de gasolina foram preservadas. Mais à frente parámos em Narooma para podermos observar uns rochedos bem conhecidos, as Glasshouse Rocks e a praia em redor, uma vista muito bonita. A nossa última paragem foi Batemans Bay, onde fomos às compras e depois andámos mais uns quilómetros até chegarmos ao parque de campismo. Qual não foi o nosso espanto, quando vimos imensos cangurus dentro do parque de campismo a comerem relva, ADORÁMOS. O parque de campismo (Lakesea Caravan Park) em si é muito bom, pois tem umas infraestruturas excelentes e está rodeado de água, de um lado a praia e do outro um lago.
Dia 204
Dormir na campervan tem superado as nossas expectativas, pois além de termos uma cama bem grande, também é muito confortável e temos bastante espaço de arrumação. Depois de tomar o pequeno almoço e de arrumar tudo, fomos dar uma volta a pé pelo parque de campismo. Fomos ver o lago e ficámos incrédulos com a claridade e pureza da água, conseguimos ver o fundo do lago e os peixes muito facilmente. Do outro lado temos uma bela praia com um areal muito extenso. Após este pequeno passeio, seguimos então para a tão aguardada praia Hyams, que se encontra na baía Jervis. Pelo caminho, fizemos uma pequena paragem no farol na povoação de Ulladulla para mais uma vez tentarmos ver focas, mas ainda não foi desta. Depois de mais uns quilómetros de estrada, chegámos então à praia. Estava bastante calor, por isso foi só tempo de comer alguma coisa e fomos logo dar uns mergulho nas águas de sonho e estendermo-nos na areia a apanhar sol. Esta praia está no livro de records do Guiness por ser a praia com a areia mais branca do mundo. Em redor da praia existe muita vegetação o que lhe dá um toque ainda mais especial. Como não queríamos chegar tarde ao parque de campismo perto das Blue Mountains, por volta das 15h00 seguimos viagem. Pelo caminho parámos apenas em mais um farol, desta vez na povoação de Kiama, para ver um efeito natural, o blowhole, onde basicamente se pode ver um jato de água, mas como o mar estava calmo, esse jato foi muito reduzido. Chegámos à área de descanso, Bulls camp, por volta das 19h30, já estava praticamente de noite. Este parque é muito concorrido pois além de ser gratuito, tem água potável, casas de banho e um chuveiro (de água fria). Depois de estacionar e de comer, foi hora de ir dormir, porque no dia a seguir íamos ter um longo dia pela frente.














