Dia 210
Este foi dia de fazer mais um voo, desta vez em direção a Auckland, Nova Zelândia. O voo foi bem cedo, por volta das 9h00 da manhã já estávamos a partir, mas devido à diferença horária de 2 horas entre a Austrália e a Nova Zelândia, chegámos a Auckland por volta das 16h00. Durante o voo apercebemo-nos que tínhamos deixado o computador na parte da segurança no aeroporto de Sidney, foi o pânico a bordo literalmente. Quando aterrámos telefonámos para o aeroporto e dias depois a Paula já tinha o computador com ela. Quando chegámos a Auckland arranjámos um cartão da operadora Spark, que por 29 dólares (NZD), tivemos direito a 1 Gb de internet, com chamadas para o estrangeiro e Nova Zelândia. Esta operadora tem a particularidade de ter sítios espalhados pelas (maiores) localidades, onde com um cartão da Spark é possível ter Wi-Fi gratuito até 1 Gb diário. No aeroporto esperámos pela carrinha da Jucy, que nos levou até ao stand da mesma. Lá nos entregaram a campervan, desta vez mais pequena do que aquela que tivemos na Austrália, onde se tem que cozinhar na rua. Fomos diretamente fazer algumas compras para comer nos próximos dias e depois seguimos até ao “parque de campismo” a poucos minutos do aeroporto. Ficámos na Ambury campground e por 30 dólares tivemos direito a ficar numa quinta, com uma casa de banho seca e um lavatório, bastante caro na nossa opinião.

Dia 211
Neste dia, decidimos ir visitar a cidade de Auckland, a maior da Nova Zelândia. Fomos de campervan até ao centro da cidade, estacionámos por 2 horas e lá fomos até ao i-SITE (centro de informações) que fica ao lado da famosa torre Skycity Convention Center. Depois de nos termos informado sobre lugares para visitar e atividades a fazer por toda a Nova Zelândia, fomos andar até à marina e de seguida passámos pelas ruas do centro até chegarmos ao sítio onde tínhamos estacionado o carro. Não ficámos apaixonados por esta cidade, longe disso. Depois, decidimos seguir caminho até Tapu, uma pequena terra costeira, onde resolvemos passar a noite. Gostámos muito das paisagens que vimos no caminho para lá, onde até vimos alpacas (parecem ovelhas com pescoço comprido). Também gostámos muito do parque de campismo onde ficámos, Tapu camp, que por 10 dólares por pessoa tínhamos tudo o que necessitávamos para cozinhar, tudo era limpo e ainda tínhamos vista para o mar.



Dia 212
De manhã quando estávamos a tomar o pequeno almoço conhecemos um casal argentino, a Angeles e o Conticello. Depois de conversarmos com eles, partimos em direção à famosa Cathedral Cove. Desta vez escolhemos fazer o caminho que não vai pela costa e gostámos muito, desfrutámos de lindas paisagens pelos vales, vegetação, rio… A Cathedral Cove é uma praia, onde existe uma cave com passagem para uma outra praia. Quando lá chegámos ainda tivemos que andar cerca de 45 minutos desde o parque de estacionamento até à praia. Pelo caminho a paisagem sobre a costa e as suas ilhas é magnífica, águas turquesas e muita vegetação. Depois fomos diretos à hot water beach, outra praia bem conhecida, mas desta vez pelas suas fontes de águas termais quentes, quer dizer quentíssimas. Elas encontram-se a poucos centímetros da superfície e mesmo ao pé do mar, sendo mais fácil encontrá-las quando está maré baixa. Quando lá chegámos já algumas pessoas tinham encontrado o sítio certo e começaram a cavar até fazerem uma espécie de piscina, nós lá aproveitámos e também fomos lá molhar os pés. Este fenómeno é mesmo incrível. Incrível foi também o frenesim que se tornou pouco depois de termos chegado, cada vez mais pessoas se juntaram a nós e começaram a cavar umas em cima das outras, como se estivessem à procura de ouro. Já com os pés quentes, seguimos viagem para um parque de campismo perto de Matamata, pois no dia seguinte algo importante nos esperava :p. O parque de campismo foi na quinta, Brock’s place, pelo qual pagámos 8 dólares e 2 dólares para um duche de água quente.





Dia 213
Acordámos todos entusiasmados, principalmente o João, pois era dia de visitar o Hobbiton. Um dos locais onde os filmes da trilogia do O Senhor dos Anéis e o Hobbit foram gravados, mais propriamente as casas típicas escondidas debaixo da terra, como podem ver pelas fotos abaixo. Foi uma manhã mágica, parecia que estávamos literalmente no meio do filme, está tudo muito bem conservado, as árvores, as hortas, as flores são naturais. As casas têm pormenores incríveis, para não falar dos campos que rodeiam, de um verde quase florescente. Depois desta manhã incrível fomos até Putaruru para fazer uma caminhada ao longo do rio Waihou, conhecido pela sua incrível água límpida e azul. Continuámos caminho até Rotorua, onde passámos a noite no parque de campismo, Holdens bay holiday park & conference centre que conseguimos arranjar a um preço razoável devido à aplicação CamperMate. Já instalados e ainda antes de jantar, fomos relaxar para a piscina de água quente do parque de campismo.







Dia 214
Neste dia decidimos ir visitar a floresta Redwood em Rotorua. Fizemos uma caminhada de cerca de 2 horas, passámos por um miradouro de onde se podia ver o lago, a cidade de Rotorua e o parque geotérmico Te Puia. Esta floresta é bastante conhecida pelas árvores sequoias, impressionantes pela quantidade e grandeza. De seguida fomos dar uma volta pelos outros lagos, o lago azul, o verde e o Tarawera. Já no final do dia fomos visitar o centro de Rotorua e o parque geotérmico Kuirau, que é gratuito. Foi muito interessante ver os lagos em ebulição, a lama a borbulhar, cheirar o odor característico do enxofre (ovos podres), e ainda pudemos meter os pés numa piscina quente térmica ao ar livre. Ainda demos um pulinho aos jardins governamentais e passámos pelo majestoso museu da cidade. Para pernoitar, escolhemos o mesmo parque de campismo da noite anterior.




Dia 215
Dia de acordar bem cedo, para ir visitar o parque Wai-O-Tapu. Neste parque podemos ver a famosa piscina champanhe e o lago de cor verde, mais conhecido como banho do diabo. Outra atração famosa neste parque é o geyser Lady Knox, que todos os dias por volta das 10:15 entra em erupção. Isto deve-se ao facto de ser estimulado por ação humana, caso contrário a sua erupção poderia ocorrer a qualquer hora no intervalo de 72h. Depois de acabarmos de visitar o parque, fomos ver as piscinas de lama que ficavam a cerca de 2 km de distância. Vê-las todas a borbulhar é mesmo muito engraçado. O melhor ainda estava para vir, quando fomos tomar um banho quentinho até uma piscina natural com uma cascata de fundo. O contra é mesmo o intenso cheiro a enxofre que fica no corpo e no cabelo, mesmo depois do banho. Como este dia já estava a ser bem longo apesar de ainda ser cedo, fomos só mesmo visitar as cascatas Huka que ficam a caminho de Taupō, a zona onde estávamos a pensar em passar a noite. Sem dúvida que estas cascatas são bonitas e diferentes do que já vimos, pois, a água devido à sua força, criou uma espécie de canal entre a parte superior do rio e a parte inferior. Neste canal a água está muito atribulada e cheia de força. Daqui fomos até ao centro de Taupō para ir ao centro de informações saber mais sobre a zona e mais precisamente dos trekkings ao monte Tongariro. Infelizmente a sra. do posto de informações, disse-nos que nos próximos dias o tempo iria estar muito mau, por isso não poderíamos ir fazer o tão famoso trekking que tanto queríamos. Depois deste contratempo, foi tempo de arranjar um campismo para passar a noite e repensar o que fazer nos dias seguintes.





Dia 216
Esta noite foi de bastante chuva, por isso decidimos acordar um pouco mais tarde, por volta das 8h ?. Como não estava nada bom tempo para caminhadas, decidimos ir dar uma volta de carro até Kinloch, uma pequena povoação na parte norte do lago. Apesar de não estar a chover estava bastante vento, só deu mesmo para sair um pouco do carro e ir até à beira do lago. A areia, é bastante preta devido às suas origens vulcânicas, aliás este lago é uma cratera de um vulcão. Como não estava nada bom tempo para andar a passear, voltámos a Taupō para irmos até à biblioteca, onde podemos ter Wi-Fi para programar os nossos próximos dias. Depois de almoço e enquanto estava minimamente bom tempo, iniciámos a nossa viagem de modo a passar a noite já próximos de Napier, uma pequena cidade costeira que fica no lado este. Esta noite estava mesmo muito fria, era preciso mantas extras.

Dia 217
Enquanto estávamos a tomar o pequeno almoço, qual não foi o nosso espanto quando olhamos para as montanhas em redor e vemos neve. Agora percebemos o porquê de estar tanto frio à noite. Depois de tudo arrumado, seguimos então para Napier. Quanto mais próximos estávamos da costa menos frio estava, pelo menos dentro do carro ahah. Depois de chegarmos, fomos logo ao miradouro ver a vista sobre o porto. Estava um vento de congelar os ossos, por isso não deu para estar muito tempo na rua. Seguimos então para o posto de informações (i-SITE) de modo a sabermos o que visitar. Depois de recolher todas as informações, fomos andar um pouco por uma das ruas mais conhecidas, a Emerson street. Nesta rua podemos ver casas com um estilo muito característico, mais conhecido como art deco. No museu da cidade (que é gratuito), MTG (Museum, Theater, Gallery) podemos descobrir um pouco mais da cultura dos Maori e também perceber um pouco mais sobre o terramoto de 1931 que devastou esta cidade. Hora de seguir viagem com destino a um parque de campismo na povoação de Eketahuna. Parámos só para ir a uma loja muito conhecida aqui na Nova Zelândia por ter produtos bastante baratos, a K Mart. Quando chegámos ao campismo, ficámos muito contentes porque além de uma cozinha fechada com todos os utensílios necessários, também tem umas belas casas de banho com água quente e tudo isto por 7$ por pessoa, o que é extremamente barato.

Dia 218
Nada melhor que acordar bem cedo e tomar um belo pequeno almoço com um sol bem quentinho. Decidimos ir visitar o parque Pukaha Mount Bruce National Wildlife Center para podermos ver o famoso animal da Austrália, o Kiwi. Durante o pequeno almoço, falámos com um casal alemão, o Fabian e a Lara. Depois de algum tempo a conversar, eles decidiram ir connosco a este parque. Este parque é basicamente um centro de preservação de aves, onde podemos ver o tão famoso Kiwi, a Kaka, Tuatara, Eels, Takahe,… Infelizmente não podemos ver o Kiwi branco porque estava doente. Mesmo assim, valeu mesmo a pena ter ido visitar este parque, porque além das aves todas que vimos, também podemos fazer uma caminhada de cerca de 1h, a qual nos proporcionou vistas muito bonitas sobre as montanhas, com alguma neve. Acabámos a nossa visita já passava das 15h00, sinceramente não estávamos à espera de passar tanto tempo no parque. Com isto tudo decidimos ficar mais uma noite no mesmo parque e continuar mais um pouco com o Fabian e a Lara. Quando chegámos ao parque eles foram fazer um belo de um pão com banana e sementes que estava simplesmente delicioso. Mais tarde, chegou ao parque um rapaz americano que estava a visitar a Nova Zelândia de bicicleta, é motivo para se dizer, que grande corajoso. Basicamente, desde que chegámos ao parque, passámos o tempo todo na cozinha a falar e a comer hehe já mais tarde, chegou ao parque um outro casal muito simpático, o Diego e a Siska que de imediato se juntaram à conversa. Só saímos da cozinha para ir dormir quando chegaram duas raparigas e elas queriam cozinhar e não havia muito mais espaço ??


Dia 219
Dia de ir para Wellington ter com os nossos amigos Dan e Betina. Depois de tomarmos o pequeno almoço e de falarmos mais um bom bocado com o Fabian, a Lara, o Diego e a Siska foi hora de dizer adeus e de continuarmos viagem. O casal alemão seguia para norte, mas o Diego e a Siska também iam para sul em direção a Wellington. Quando chegámos à capital, fomos logo até ao monte Victória para ter uma bonita vista de 360º graus sobre a cidade. Como tínhamos de ir às compras fomos até ao supermercado e aproveitamos também para comprar alguma coisa para almoçar. Já de barriga cheia, fomos até Cuba Street onde estavam os nossos amigos num bar à nossa espera. Depois de beber uma cerveja, fomos dar uma volta de carro pela costa desde o centro de Wellington até ao restaurante Spruce Goose onde parámos para beber um café. Até lá chegar, passámos por várias baías, Shark, Shelly,… como eles tinham um jantar com uns amigos, nós decidimos ir comprar um frango assado e comer à beira mar. Para dormir, como em Auckland não existem campismos gratuitos, a opção mais barata foi estacionar num parque de estacionamento ao lado do museu Te Papa e pagar 14$ por 12 horas. Já com a campervan estacionada, fomos dar uma volta a pé até à Cuba Street.




Dia 220
Depois de acordarmos e de nos vestirmos, fomos tomar o pequeno almoço para um sítio bem calmo com vista para a baía e as montanhas de fundo. Como era sábado, não era necessário pagar estacionamento na cidade, mas em contrapartida tínhamos de mudar o carro de sítio de 2 em 2 horas. Como queríamos ir visitar o museu Te Papa, estacionámos mesmo pertinho para não termos de andar muito hehe este museu é simplesmente espetacular, talvez um dos melhores que já visitámos e além do mais é gratuito. As exposições que mais gostámos foram: a da guerra, onde explica o envolvimento da Nova Zelândia na primeira guerra mundial e a exposição sobre a cultura Maori, onde podemos ver a recriação de casas, de barcos e explicação das pedras verdes…. Quando estávamos a meio da visita, encontrámos o Diego e a Siska. Depois de quase 3h a visitar este museu, (e podíamos perder bem mais) nós convidámos o Diego e a Siska para irem almoçar connosco, com o Dan e a Betina. Depois de almoço, fomos até ao jardim botânico andar um bocadinho. Como o Dan e Betina já conhecem Wellington de trás para a frente, fomos só nós, o Diego e a Siska. O jardim em si não foi o que mais nos fascinou, mas em contrapartida, gostámos muito da vista sobre a cidade. De volta ao centro, fomos beber um belo chocolate quente e falar mais um bocado. Depois foi hora de nos despedirmos, pois eles iam para Auckland. Para jantar, decidimos ir até ao mesmo sítio onde tínhamos ido tomar o pequeno almoço. Neste dia estava mesmo bastante frio, por isso quando estacionámos a campervan já não saímos de lá. Como no domingo ia ser dia de feira, não podíamos estacionar o carro no mesmo sitio da noite anterior, mas mesmo ao lado havia outro estacionamento em que se pagava o mesmo. Hora de ir dormir porque no dia a seguir tínhamos um ferry para apanhar em direção à ilha sul.



