Trujillo

Dia 612

Mais um dia de viagem pela frente, desta vez até Trujillo. Optámos por fazer a viagem durante o dia, pois durante a noite chegávamos muito cedo, por volta das 05h00. Partimos de Huaraz por volta das 09h00, parámos por volta das 12h00 para almoçar e depois seguimos viagem até chegarmos a Trujillo. Já passava das 18h30 quando chegámos. Por nossa sorte, o proprietário da casa, o Jorge, também chegou poucos minutos depois. O apartamento era muito confortável e além do mais era só para nós, pois não havia mais ninguém nos outros quartos. Depois de nos instalarmos, fomos jantar ao centro comercial e o Jorge foi connosco. O Jorge é uma pessoa muito simpática e prestável.

Dia 613

Como no dia anterior tínhamos comprado bastante comida, preparámos um pequeno-almoço bem reforçado. Da parte da manhã, acabámos por ficar por casa para tentar resolver um problema que tivemos com um dos nossos discos externos. Já passava das 12h30, quando decidimos visitar “Huacas del Sol y de la Luna”. Para lá chegarmos, tivemos de apanhar 2 minibus. O primeiro, desde o sítio onde estávamos até “Óvalo Grau” e o segundo até ao complexo arqueológico. Onde agora se encontra o complexo arqueológico “Huacas del Sol y de la Luna”, entre os anos 100 a 800 d.C. viveu aqui a civilização Moche. Não foi só aqui que eles viveram, mas sim na costa norte do Peru, num total de 700 km entre Piura e Ancash. A palavra “Huaca” significa algo que é sagrado e neste caso específico, significa templo. Só se pode visitar a “Huaca de la Luna”, onde foram encontradas 5 camadas de construções, mas não se tem acesso nem à primeira nem à segunda. Os templos mais recentes eram construídos sobre o anterior e assim sucessivamente, por isso os templos mais antigos são os que se encontram mais soterrados. Neste local também se faziam sacrifícios humanos. Depois de uma batalha entre guerreiros “mochi”, os que perdiam eram aqueles que eram sacrificados.  A cidade encontrava-se entre os dois templos e nela viviam cerca de 20 000 pessoas. A “Huaca de la Luna” era o templo cerimonial/religioso e a “Huaca del sol” político (monarquia). Ainda fomos visitar o museu que se encontra adjacente ao complexo arqueológico “Huacas del Sol y de la Luna”. Quando terminámos a visita, apanhámos o transporte de volta ao centro e aproveitámos para ir visitar a “Plaza de Armas”. Depois, fomo-nos informar sobre os tours até ao complexo arquiológico “El Brujo”, que fica a cerca de 50 km de Trujillo. Antes de irmos para o alojamento, ainda fomos à empresa de autocarros “Movil tours” para comprar a viagem para Chachapoyas, que custou 150 soles para os dois. Para jantar, fomos ao supermercado comprar um frango assado e fizemos um arroz para acompanhar. Para sobremesa tínhamos gelado ?. Passámos o resto do serão a tentar recuperar algumas fotos e vídeos do disco externo danificado.

Dia 614

Neste dia, fizemos um tour para visitar o complexo arqueológico “El Brujo”. O transporte de ida e volta custou 30 soles cada um. Felizmente, não nos vieram buscar muito cedo, pois neste dia adormecemos ?. Depois de tomarmos o pequeno-almoço a correr e de colocarmos a roupa a lavar, lá fomos no tour. Chegámos ao complexo arqueológico “El Brujo” por volta das 11h30 e depois de pagarmos o ingresso (10 soles cada um) iniciámos o tour guiado. Só em 2006 é que fizeram esta incrível descoberta arqueológica. Neste complexo, pode-se visitar o templo e o túmulo pertencente a uma mulher governante “moche”, denominada como “Señora de Cao”. Estima-se que tinha 25 anos e 1,48 metros de altura. Quando a descobriram, estava dentro de um fardo funerário de 120 quilos, com adornos, roupa, joias… Ela não estava sozinha. Também havia uma mulher adolescente sepultada no mesmo túmulo. Para além delas, ainda se encontravam mais 3 indivíduos em túmulos diferentes e vários sacerdotes num túmulo central. Começámos a visita pela praça cerimonial, onde as pinturas são praticamente iguais às que tínhamos visto na “Huaca de la Luna”, mas estas estavam em pior estado de conservação. Depois fomos ver onde a “Senõra de Cao” foi encontrada e por fim, visitámos o museu. No museu, pode-se ver as cerâmicas, adornos, joias, roupas encontradas nos túmulos. E por fim, vimos o corpo da “Señora de Cao” muito bem conservado, onde ainda se pode ver as várias tatuagens nos braços. Depois desta visita, fomos almoçar ao centro de Trujillo e comprar um novo disco externo. Mais uma vez, passámos o resto dia a tentar recuperar fotografias e vídeos.

Dia 615

Neste dia aproveitámos para dormir mais um pouco. Depois de tomarmos o pequeno almoço, decidimos visitar o complexo arqueológico “Chan Chan” que é Património Mundial da Unesco. Para lá chegarmos, apanhámos um minibus em direção a Huanchaco, que nos deixou mesmo em frente ao museu. O bilhete para entrar no museu também dá acesso ao complexo arqueológico “Chan Chan”, “Huaca la Esmeralda” e “Huaca Arcoiris” e custa 10 soles por pessoa. Não achámos o museu muito interessante, bastante confuso e sem grandes explicações. Para chegarmos ao complexo arqueológico “Chan Chan”, tivemos de caminhar cerca de 1 km. Quando chegámos, decidimos fazer o tour com um guia e foi a melhor coisa que fizemos, caso contrário não iríamos perceber nada.

Curiosidades do complexo arqueológico “Chan Chan”:
– A cidade de “Chan Chan” pertencia à civilização pré-inca Chimú e continha 10 palácios. Por enquanto só se pode visitar um, pois os outros ainda estão por ser escavados;
– “Chan Chan” era a capital do povo Chimú;
– Neste palácio, existiam 17 salas administrativas, onde se tratava do pagamento de impostos e de guardar as matérias primas (comida, têxteis,…);
– Quando o governante morria era construído um novo palácio para o próximo governante. Enterravam toda a gente que o servia, incluindo a esposa, concubinas, sacerdotes… Eles eram enterrados vivos, estando apenas anestesiados com a bebida alucinogénia “San Pedro”;
-Os Incas conquistaram e governaram esta zona cerca de 70 anos, até à chegada dos espanhóis em 1532.

Depois da visita, caminhámos de volta até à estrada principal para apanhar o autocarro de volta a casa. Como ainda tínhamos tempo, decidimos visitar a “Huaca de la Esmeralda”. A visita foi muito curta, porque para sermos sinceros também não havia muito para ver. Daí, caminhámos até ao alojamento para almoçar e acabar de arrumar tudo, pois íamos apanhar um autocarro às 16h00 em direção a Chachapoyas. Gostámos bastante dos dias que passámos em Trujillo e de conhece o Jorge. Ficámos a conhecer outras civilizações igualmente importantes na história do Peru, para além da mais “famosa”, os Incas.

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