Ilha sul da Nova Zelândia

Dia 221

Começámos o dia bem cedo, pois era dia de apanhar o ferry que nos levaria até à ilha sul. Por volta das 8 horas lá estávamos nós na fila para estacionar a campervan dentro do ferry. A viagem demorou cerca de 3 horas e meia. A parte mais interessante e bonita da viagem é durante a primeira hora em que estamos a sair de Wellington e a última hora e meia quando entramos em Marlborough Sound. Para além das maravilhosas paisagens, ainda tivemos a companhia de uma foca a nadar ao lado do ferry. Chegámos a Picton já era hora de almoço, decidimos então trazer as nossas sandes e comer no relvado em frente à marina de Picton. Depois de almoço, seguimos caminho pela famosa estrada Queen Charllote, que nos proporcionou lindas vistas sobre Marlborough Sound, principalmente no miradouro perto de Havelock. Quando chegámos a Nelson fomos buscar o Dan e a Betina ao aeroporto e seguimos até à casa da mãe do Dan. Passámos um ótimo serão com eles e a Susan, mãe do Dan, entre conversa e jogos de sociedade. Esta noite passámos no quentinho do lar :).

Dia 222

Decidimos descansar um pouco mais, pois quando acordámos estava a chover. Já na hora de almoço e desta vez com o sol a brilhar fomos dar uma volta pelo centro de Nelson e almoçámos num restaurante indiano. Ainda passámos pela Catedral de Nelson, bem particular com a sua grande torre. Depois fomos até ao miradouro Botanical hill, que é considerado o centro da Nova Zelândia, onde tivemos uma vista sobre toda a cidade de Nelson e arredores, bem como da baia e das montanhas. A seguir a esta subida, decidimos ir ver de mais perto o Boulder Bank, uma extensão de pedra com cerca de 13 km criada pelas correntes marítimas e vento. Depois disto, fomos até à praia Cable Bay. Ainda tentámos ver o pôr do sol na praia Tahunanui, mas sem sucesso por causa das nuvens. Antes de voltarmos a casa, fomos fazer compras para o jantar. A Betina decidiu fazer-nos um empadão de carne à moda argentina, que estava delicioso. Passámos o serão a jogar o nosso jogo de cartas preferido, gin.

Dia 223

Neste dia tivemos que nos despedir do Dan e da Betina?. Iniciámos a nossa viagem de carro até ao parque nacional Abel Tasman. Parámos em Mapua para ver a baía, depois parámos em Kaiteriteri, onde subimos ao miradouro para admirar as praias e ficámos impressionados pela cor da areia, um amarelo, que mais parece ouro. A paragem seguinte, foi a praia Split Apple. Esta praia é famosa pela rocha no meio do mar que está rachada ao meio de uma forma quase perfeita. Chegámos então a Marahau, a primeira localidade do parque nacional Abel Tasman e estacionámos a campervan perto do Park café. Daqui, iniciámos uma caminhada de 8 km (ida e volta) até ao miradouro na baía Coquille.  Depois de um pouco de exercício, seguimos viagem e atravessámos a montanha até chegar a Takaka. Pelo caminho parámos no miradouro Hawkes, de onde se pode ver Nelson e todas as povoações até Motueka. Já no final do dia, chegámos ao campismo gratuito Waitapu River Bridge, onde decidimos pernoitar.



Dia 224

Iniciámos o dia com o objetivo de visitar a Golden Bay. A nossa primeira paragem foi a localidade de Collingwood para ir ver a praia. Depois só parámos no final da baía para ir ao miradouro perto do café farewell spit. Deste miradouro conseguimos ver o Farewell Spit (um enorme banco de areia) e a Golden Bay. A paragem seguinte foi para ir ver praia Wharariki, conhecida por ter muitas focas, onde os filhotes brincam nas piscinas naturais criadas pelas correntes marítimas. Mas como estava bastante vento e o mar bastante agitado, só conseguimos ver uma foca bebé a tentar embrenhar-se por entre as ondas. Depois desta paragem voltámos tudo para trás e já a chegar a Takaka parámos nas Blues Springs Te Waikorupupū, de um azul incrível, difícil de descrever. Basicamente este fenómeno deve-se ao facto de as águas serem puras e por isso nem se pode tocar. Seguimos caminho até Motueka e passámos a noite no parque de campismo gratuito Alexander Bluff Road Reserve.


Dia 225

Neste dia percorremos cerca de 380 km, foi sem dúvida um longo dia de estrada. Saímos do parque de campismo em direção a Westport, para vermos a famosa colónia de focas que se encontra perto da baía Tauranga. Qual não foi o nosso espanto que quando chegámos ao miradouro onde é suposto vê-las, havia imensas focas, de todas as idades e cores ahah. Até vimos focas bebés a brincar numa espécie de piscina natural formada nas rochas, um momento mágico, há muito esperado por nós. Sinceramente são estávamos à espera de ver tantas. Ainda demos uma pequena caminhada até ao farol e depois seguimos viagem pela lindíssima estrada Great Coastal Road até Punakaiki, onde se encontram as famosas rochas em camadas, conhecidas como Pancake Rocks e também os Blowholes. Continuámos caminho nesta estrada acompanhados por um arco-íris com cores super vivas e fomos parando em alguns miradouros. Já no final do dia chegámos a Hokitika, onde passámos a noite no parque de campismo Seaview Lodge, que recomendamos imenso. Há noite fomos ver Glow Worms na floresta mesmo ao lado do parque. São nada mais nada menos que pequenos animais que se iluminam à noite e que se encontram em florestas e caves.


Dia 226

Acordámos com uma bela vista para o mar. Depois de tomarmos o pequeno almoço e nos despacharmos fomos visitar a Hokitika Gorge, onde tivemos de passar uma ponte suspensa. Seguimos caminho até ao glaciar Franz Joseph. Desde que começámos a aproximar-nos das montanhas começou a chover bastante, mas mesmo assim iniciámos uma caminhada de 1h30 até perto do tal glaciar. Quando chegámos à base do glaciar estávamos encharcados e mal o conseguíamos ver devido às nuvens, mas pouco tempo depois a chuva deu tréguas e as nuvens afastaram-se o suficiente para conseguirmos ver o belo glaciar e as montanhas em seu redor. No caminho de volta para o carro conseguimos então usufruir do belo passeio entre os vales, onde passámos o rio e onde se podiam ver várias quedas de água. Mais à frente, queríamos parar no lago Matheson, conhecido pelo efeito espelho das montanhas, mas como estava muito encoberto e a chover, decidimos não parar pois não iriamos ver nada. Sobre chuva seguimos viagem até à praia Monro para ver se era possível ver os pinguins raros, os hoiho. Estes pinguins comparados aos pequenos pinguins azuis, são muito mais tímidos e sensíveis, e em número reduzido. Quando lá chegámos estava um placar com a informação sobre a melhor altura para os ver, que é durante novembro e março. Visto que estávamos em abril, não era a melhor altura e também a chuva e frio que se fazia sentir, decidimos seguir viagem até ao campismo Pleasant Flat, a caminho de Wanaka.


Dia 227

Neste dia acordámos ainda com nuvens e chuva fraca, mas quando nos aproximámos dos lagos perto de Wanaka já o sol tinha aparecido. Pelo caminho ainda parámos nas Blue Pools, onde se tinha que passar uma ponte suspensa. Talvez devido ao tempo, mas a cor não era muito azul. Depois parámos nos diferentes miradouros dos lagos Wanaka e Hawea. Ficámos vislumbrados com tanta beleza, com a cor azul profunda dos lagos e com a neve no topo as montanhas que rodeiam os mesmos. Finalmente depois destas paragens todas lá chegámos ao centro de Wanaka. Depois de uma pequena paragem no centro de informações, fomos ver a vista para o lago e com a famosa árvore perdida no meio da água. Como era outono, as cores das folhas das árvores ainda deram um toque mais especial à paisagem. Decidimos passar a noite no parque de campismo Luggate Cricket Club Camping Ground, a cerca de 12 km de Wanaka, pelo qual pagámos 5 $ cada um.



Dia 228

Neste dia decidimos fazer uma caminhada até ao topo do monte Roys. Mas antes de irmos e como estava um dia perfeito de sol, voltámos mais uma vez ao centro de Wanaka para ver o lago e tirar mais umas fotos. Já a meio da manhã decidimos então subir o monte Roys, com uma altitude de 1578 metros. Demorámos cerca de 5 horas a subir e voltar até ao carro, mas o esforço compensou e muito, a vista lá de cima sobre os lagos e montanhas é simplesmente magnífica, adorámos este passeio. Depois fomos fazer umas comprar e passámos a noite no mesmo sítio do dia anterior.


Dia 229

Neste dia seguimos viagem até Queenstown. Pelo caminho parámos para ver uma das paisagens onde foi gravada uma das cenas do filme o Senhor dos Anéis, claro que o João não podia deixar escapar esta oportunidade. Perto desta zona existe uma ponte de onde se faz bungee jumping, muito famoso por ter sido o primeiro a ser feito a partir de uma ponte, que já remonta a 1881 e tem uma altura de 43 metros. Daí seguimos viagem, até que a Carina diz para pararmos no lago Hayes, porque dava para ver o efeito espelho na água com as montanhas de fundo e foi isso que fizemos. Valeu bem a pena pois a paisagem é lindíssima. Já em Queenstown parámos o carro perto do lago e fomos almoçar com uma vista privilegiada. Depois do almoço fomos andar até ao centro. Gostámos muito do passeio, mesmo apesar de ser uma cidade muito virada para o turismo, principalmente para os chineses. Antes de deixarmos esta cidade, fomos ainda até um ponto mais alto para ver a vista. Depois só parámos mesmo em Lumsden e passámos a noite no Lumsden motor camp.



Dia 230

Depois de um banho quentinho e de um belo pequeno almoço, seguimos para Te Anou. Antes de sairmos do parque de campismo ainda fomos tirar umas fotos a alpacas. A viagem até Te Anou foi muito curta, apenas de uma hora. Quando chegámos fomos ao Departamento de Conservação (DoC) para nos informarmos das caminhadas que existem na zona de Milford Sound. Ainda antes de sairmos de Te Anou em direção a Milford Sound, fomos até uma zona Wifi Spark onde nos podemos ligar à internet e fazer o download de umas séries no Netflix. Na estrada parámos em vários sítios para observar a paisagem. A primeira paragem foi para ver o lago Mistletoe, para tal tivemos de fazer uma pequena caminhada. Mais à frente observámos o lago Te Anou de um miradouro em Te Anou Downs. Depois deixámos de ter o lago como paisagem e passámos ter os lindíssimos vales Eglinton. Uma planície bastante larga com o rio Eglinton a passar no meio e com as montanhas já com alguma neve dos dois lados. Um pouco mais adiante fizemos uma pequena pausa para ver os lagos espelho, onde se pode ver o reflexo das montanhas em redor, o que dá muito encanto, principalmente quando está sol, o que foi o caso. A nossa ideia para depois de almoço era de subir até ao Key Summit para ver a vista, mas como estava bastante nevoeiro, decidimos desistir da ideia e ir ver a cascada Marian, que adorámos. Depois, decidimos voltar para trás em direção ao campismo onde iríamos passar noite e fazer um passeio ao pé do lago Gunn. Para acabar a tarde nada melhor que beber um café com as montanhas de fundo e ler um pouco.

 


 

Dia 231

Acordámos e ainda nem tinha nascido o sol. Como neste dia íamos fazer um passeio de barco em Milford Sound, tivemos de acordar bem cedo. Depois de tomar o pequeno almoço, fizemos cerca de 45 km de carro até chegarmos ao porto de embarque em Milford Sound. O passeio custou-nos 80 $ na companhia Jucy e teve a duração de cerca de 2h. O tempo não estava fantástico, mas não nos podemos queixar, pois não choveu e ainda teve um pouco de sol. Adorámos o passeio, a baía, as montanhas, as cascatas, tudo é lindíssimo. Parece que estávamos num filme e ainda conseguimos ver uma foca. Depois deste lindo passeio, tivemos de fazer o caminho todo para trás até Te Anou. Pelo caminho ainda parámos em mais alguns sítios. Primeiro para ver a cascata The Chasm. Mais à frente no parque de estacionamento a seguir ao túnel Homer onde podemos apreciar a vista e ainda ver as aves Kea que gostam de destruir os limpa para-brisa com o seu bico ?. E por fim parámos no miradouro Pop’s View para ver a vista sobre o vale com as montanhas de fundo. Para almoçar decidimos parar no campismo onde tínhamos passado a noite. Depois até chegarmos a Te Anou já não paramos em lado nenhum pois já tínhamos visitado tudo no dia anterior. Tempo de ir fazer umas compras para jantar e fazer o download de mais uns episódios. Para passar a noite, fomos até ao campismo em Lumsden onde tínhamos ficado há dois dias. Depois do jantar e quando estávamos a ler um pouco, começámos a falar com um casal francês, a Céline e o Mathieu com quem ficámos a falar um bom bocado, basicamente até fecharem a cozinha ahah.


Dia 232

Depois de acordarmos, tomarmos o pequeno almoço e arrumarmos a “casa”, seguimos de carro até Curio Bay, onde existem algumas espécies raras de animais, como golfinhos, leões marinhos, pinguins de olho amarelo e focas. Depois de chegarmos, de darmos uma volta e de estarmos sentados na praia, não conseguimos ver rigorosamente nada. Não sabemos bem se foi falta de sorte ou se é mais publicidade enganosa ahaha Depois seguimos viagem até ao próximo destino, as caves catedral, que têm a particularidade de só estarem abertas 1h30 antes até 1h depois da maré baixa. Como neste dia a hora da maré baixa era às 17h45, tentámos ir ver. Quando chegámos à entrada, estava tudo fechado e a última informação num placard tinha já 3 dias, pelo que nos deixou um pouco “chateados”, mas não podíamos fazer nada a não ser continuar. Como já era 16h30 não podíamos fazer grande coisa por isso decidimos ir só ver as cascatas Purakaunui. Basicamente foi a única coisa que vimos de “jeito” neste dia. Para passar a noite, fomos para um campismo que gostámos muito, o Keswick Park Camping Ground. Enquanto jantávamos, conhecemos a Lola e a sua mãe, com quem estivemos a falar um bocado.


Dia 233

Como ainda não tínhamos visto nenhum leão marinho, este era o nosso grande objetivo para este dia ?? Depois de nos despacharmos, fomos em direção às nossa primeira paragem, a baía Canibal. O tempo não estava o melhor, mas mesmo assim, saímos do carro para tentar ver os leões marinhos. Quando chegámos à praia, não vimos nada. Seguimos então rumo à próxima paragem, Nugget Point. Este sítio é bastante conhecido pelas rochas que se podem avistar do farol, daí o nome deste sítio. Conseguimos também ver mais umas quantas focas estendidas nas rochas. Como ainda era cedo, fomos em direção à península de Otago, que fica mesmo antes da cidade de Dunedin, e era onde pretendíamos ficar essa noite. Pelo caminho só parámos mesmo para fazer umas compras. Depois de escolhermos o campismo Portobello Village Kiwi Tourist Park, fomos logo diretos e assim ainda podemos almoçar confortavelmente. Depois de almoço fomos até à praia Allans. Aqui finalmente vimos leões marinhos ? mais precisamente 3 machos, dois deles estavam a brincar e depois entraram na água, o outro estava deitado na areia e era enorme. Estas criaturas são incrivelmente grandes e pesadas, podendo os machos chegar até aos 500 kg. Na praia encontrámos uma senhora neozelandesa que estava a passear com a sua filha, também para verem leões marinhos. Foi então que ela nos disse que no caminho para esta praia, podíamos ver uma família de leões marinhos, que tinha 5 bebés e que talvez os pudéssemos ver a brincar. Ela parou connosco nesse sítio e ficámos muito contentes porque estavam lá dois bebés a brincarem na água. Eles muito curiosos não saíram dali e parece que ainda estavam a posar para as fotos. Tivemos sorte pois a mãe não estava ao pé deles, senão eles não estavam tão próximos. Foi sem dúvida um dos momentos mais felizes da nossa viagem, pois vimos algo que normalmente só se consegue ver num jardim zoológico, na melhor das hipóteses. Depois de passarmos mais de 30 minutos (e podíamos ter ficado bem mais), decidimos ir tentar ver os pinguins de olho amarelo na baía Sandfly. Aqui já não tivemos tanta sorte pois não os conseguimos ver, porque chegámos 5 minutos cedo demais à praia. Sim foram 5 minutos ? um grupo que chegou depois consegui ver 1, o que já se pode dizer que é uma grande sorte, pois estes pinguins são bastante raros. Mesmo não conseguindo vê-los, ainda vimos mais uns 5 leões marinhos. Como já estava bastante escuro, decidimos voltar para o campismo para jantar e descansar.

Dia 234

Apesar de não termos visitado nada no centro de Dunedin, quando passámos de carro, pareceu-nos ser uma cidade muito interessante e com vários monumentos históricos, por exemplo a estação de comboio. Como não parava de chover, não podíamos visitar grande coisa e nem sabíamos bem se íamos até perto do monte Cook, que era o nosso plano inicial ou se seguimos caminho na costa com direção a Christchurch. Enquanto não decidíamos, seguimos em direção a Oamaru. Pelo caminho parámos ainda em três sítios. O primeiro foi o Shang Point onde podemos ver várias focas bem de perto. Mais à frente, parámos em Katiki point, um farol onde mais uma vez vimos muitas focas e onde também era possível ver pinguins hoiho mas infelizmente, mais uma vez não os vimos. A última paragem foi para almoçar e ver as rochas Moeraki. Quando chegámos a Oamaru, decidimos continuar com o nosso plano inicial e ir em direção ao monte Cook. Para dormir decidimos ficar num campismo gratuito perto de Omarama.


Dia 235

Como a chuva não parava e estava frio (cerca de 7°C), decidimos não avançar muito e por isso optámos por ficar num campismo na povoação de Twizel que tinha internet e assim podemos passar o dia a pesquisar coisas para os nossos próximos destinos e descansar um bocado. O campismo custou-nos 19 $ por pessoa, o que foi um pouco caro, mas aqui nesta zona tudo é mais caro.

Dia 236

Estávamos na esperança que este dia não chovesse e assim foi. Quando acordámos já não chovia o que nos deixou extremamente contentes. Depois de arrumarmos tudo, partimos à descoberta do monte Cook. No caminho parámos no miradouro Peter para observar o lago Pukaki com uma cor azul clara glaciar. Quando chegámos já perto da vila monte Cook, virámos à direita para primeiro ir fazer uma pequena caminhada até ao miradouro sobre o lago Tasman e o glaciar com o mesmo nome. Muito bonito, tudo cheio de neve à volta do lago. Na descida ainda aproveitámos para ver os lagos “azuis”, que na realidade têm a cor verde, por ser água da chuva. Seguimos então para o parque de estacionamento ao lado do início do Hooker Valley Track. Para chegar ao lago Hooker, andámos por entre trilhos já com alguma neve, passámos três pontes suspensas, vimos o lago Muller e ainda atirámos neve um ao outro ??. Quando chegámos ao lago, percebemos que a caminhada tinha valido bem a pena, pois vimos o lago quase todo congelado com o glaciar de fundo e as montanhas em redor todas brancas. No total fizemos 10 km em 2h30, foi sem dúvida uma excelente caminhada, só foi mesmo pena não termos visto o monte Cook por causa das nuvens. Como decidimos ficar mais um dia nesta zona para fazermos esta caminha, tivemos de fazer ainda 250 km até um campismo gratuito já perto de Christchurch. Pelo caminho parámos outra vez para ver o lago Pukaki e ainda conseguimos ver o topo do monte Cook por estre as nuvens, o que nos deixou muito contentes. Mais à frente voltámos a parar, desta vez para ver o lago Tekapo, mas só mesmo tempo para sair e tirar uma foto porque ainda tínhamos muitos km pela frente. Mal chegámos ao parque de campismo, jantámos e fomos dormir, porque estávamos bem cansados.

 

Dia 237

No dia anterior, como chegámos já tarde, nem vimos o parque em condições. Este parque sendo gratuito não podemos esperar que tenha grandes comodidades, mas mesmo assim tem mesas com barbecue, 4 casas de banho e lavatórios. Quem quer, pode deixar uma pequena doação para ajudar na manutenção do parque e foi o que nós fizemos. Sendo este o nosso último dia na Nova Zelândia e como estava um lindo dia de sol, decidimos ir visitar a península Banks. Começámos por ver a vista sobre a maior baía desta península, onde se encontra a pitoresca vila Akaroa. Como estava maré baixa, aproveitámos para atravessar a pé até à península Onawe. Daqui consegue-se ter uma vista de 360° sobre toda a baía. Como já estava a ficar na hora de almoço, fomos até Akaroa comer um belo fish and chips. Depois demos mais uma voltinha pela vila antes de seguirmos para Christchurch para entregar a campervan e seguir para o aeroporto.


 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *