Tour Sud-Lipez e Uyuni

Dia 562

Início da aventura de San Pedro de Atacama até Uyuni. Tivemos de acordar bem cedo para arrumar tudo e tomar o pequeno almoço, pois vinham buscar-nos por volta das 06h30. Deu tempo para despedirmo-nos da Jenny, que também já estava acordada e passado pouco tempo a carrinha chegou. Depois de entrarmos na carrinha, ainda faltava ir buscar mais 3 casais para preencher os 12 lugares, antes de seguirmos viagem até à fronteira com a Bolívia. Demorámos 50 minutos até chegarmos à fronteira, passámos pelos serviços de migração do Chile e depois tomámos o pequeno-almoço que o motorista preparou. Quando terminámos, fomos carimbar o nosso passaporte para podermos entrar na Bolívia. A fila de pessoas era grande e ainda demorámos mais de 30 minutos. Finalmente na Bolívia, conhecemos o nosso motorista/guia, José Luís. Íamos passar os próximos 3 dias num Toyota Land Cruiser com um belíssimo motor V8 (é claro que esta parte foi escrita pelo João). O nosso grupo era de 6 pessoas, um casal brasileiro, a Daniele e o Paulo e um casal francês, a Eléonore e o Remi. A nossa primeira paragem foi na Reserva Nacional de Fauna Andina “Eduardo Avaroa”. A entrada custa 150 bolivianos por pessoa. Começámos por ver a “Laguna Blanca”, onde saímos do carro para apreciar a lagoa e também tirar várias fotos. Poucos metros mais à frente, voltámos a parar, desta vez para ver a “Laguna Verde”, que apresenta esta cor devido a conter muitos minerais de magnésio, carbonato de cálcio, chumbo e arsénio. Estas duas lagoas ficam muito próximas do vulcão “Lincancabur” (5916 metros), que fica na fronteira entre a Bolívia e o Chile. Continuámos viagem, até chegarmos ao deserto Salvador Dalí, ou vale do Dalí, que tem este nome por se assemelhar às pinturas de paisagens surrealistas de Salvador Dalí. Antes do almoço, ainda parámos para nos banharmos numas piscinas de banhos termais. Para usufruir destas piscinas, tivemos de pagar 6 bolivianos cada um. O almoço estava muito bom e era muito completo. Já de barriga cheia, continuámos a nossa viagem. Depois de uma hora de viagem parámos para ver Geysers, mas antes disso tínhamos passado pelo sítio mais alto com cerca de 4900 metros e era uma planície ?. Além dos Geysers, também havia lagos com lama a ferver e outros de diferentes cores. O cheiro a enxofre fazia-se sentir por todo o lado. Daqui, seguimos em direção à Laguna Colorada. Quando chegámos, saímos do carro, andámos uns quantos metros e deparámo-nos com uma paisagem lindíssima. A cor vermelha do lago é inacreditável e ainda para mais, estava cheio de flamingos andinos e chilenos. Difícil não gostar desta paisagem, até ficámos mais tempo do que era suposto. Chegámos ao nosso alojamento na povoação “Villa Mar” por volta das 19h30. Antes do jantar, ainda tivemos direito a um café/chá. Nós partilhámos quarto com o Remi e a Eléonore, enquanto que o Paulo e a Daniele ficaram num quarto privado. O jantar estava muito bom e a quantidade era mais que suficiente. Depois de um pouco de conversa, fomos tomar banho e dormir, tinha sido um dia longo.

Dia 563

Felizmente neste dia, não tivemos de acordar tão cedo como no anterior ?. Depois de acordarmos e arrumarmos tudo, fomos tomar o pequeno almoço. As panquecas com o doce de leite estavam deliciosas. Por volta das 09h00, fomos caminhar um pouco pela povoação e vimos bastantes lamas. Nesta aldeia, as pessoas vivem maioritariamente de agricultura (quinoa) e gado. Pouco tempo depois, começámos de novo a viagem com o nosso guia. A nossa primeira paragem foi no “Valle de Rocas”. Esta zona tem imensas rochas vulcânicas com muitas formas diferentes. Dependendo da imaginação de cada um, conseguimos ver caras de animais, um troféu e muito mais. Um pouco mais à frente voltámos a parar, desta vez para ver uma rocha que parece um camelo?.  Voltámos a parar 2 km mais à frente ??, para ver a “Laguna Vinto”, onde também estavam alguns flamingos. Depois destas três paragens praticamente seguidas, continuámos até chegar à “Laguna Negra”. Esta lagoa, como diz o nome, é negra. Ficámos algum tempo a observá-la e no caminho para o carro, passámos por mais lamas. O almoço foi bem perto, na casa de uns locais. Comemos uma espécie de empadão com batata, ovo, salsichas, cenoura, … Já com as energias repostas, continuámos a nossa viagem em direção a Uyuni. Parámos no miradouro com vista para o lindo Vale das Anacondas. Aqui, também vimos uma plantação de quinoa. A segunda paragem foi na Vila San Cristóbal, onde vimos a igreja (só por fora) e o mercado local (para os turistas). Daqui até Uyuni, foram praticamente 2 horas. Chegámos ainda não muito tarde a Uyuni, por isso aproveitámos e fomos com o Remi e a Eléonore ver os horários dos autocarros para Potosí, o nosso próximo destino. Quando voltámos para o hostal (hotel barato) já estava na hora de jantar. O José Luís veio buscar-nos para nos levar até ao restaurante. À nossa espera, tínhamos um belo churrasco e uma garrafa de vinho. Depois do jantar, foi só mesmo ir tomar um banho e dormir, porque no dia seguinte íamos acordar bem cedo.

Dia 564

Pouco passava das 05h00 e já estava o despertador a tocar. Era por uma boa razão, pois íamos ver o nascer do sol no Salar do Uyuni (deserto de sal). Chegámos ao local onde iríamos ver o nascer do sol, pouco passava das 06h00. Foi aí que saímos do carro (com bastante frio) e caminhámos na água para tirar bastantes fotos e contemplar este momento. Depois de o sol aparecer, fomos tomar o pequeno almoço que bem precisávamos ?. Com a barriga mais aconchegada, fomos tirar mais fotos, mas desta vez em perspetiva. Após a sessão fotográfica, continuámos o passeio pelo Salar de Uyuni até chegarmos ao mais antigo hotel de sal. As únicas coisas que estão a funcionar neste hotel são as casas de banho (que custam 5 bolivianos) e a venda de recordações. Mesmo assim, deu para termos uma ideia de como era por dentro. A próxima paragem foi o cemitério de comboios. Pelo caminho, ainda parámos numa espécie de feira para turistas. Ficámos um pouco desapontados com o cemitério dos comboios, pois por ser um ponto de paragem, pensávamos que estava mais bem preservado (muitos grafitis). Daqui, seguimos diretamente para o restaurante onde iríamos almoçar. Acabámos o passeio por volta das 14h30 e ficámos bastante contentes com a experiência. Além das paisagens incríveis que vimos, também tivemos um excelente guia. Antes de irmos comprar os bilhetes de autocarro para o dia seguinte, aproveitámos para descansar um pouco. Mais tarde, fomos jantar com a Eléonore e o Remi e outro casal francês, que tinha feito o mesmo passeio.

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