Dia 596
Neste dia, além da caminhada de volta para Cabanaconde, ainda tínhamos uma viagem de 7 horas de autocarro até Arequipa. Iniciámos a subida por volta das 06h00, primeiro porque a esta hora já estava de dia e segundo porque ainda não estava calor. Esta subida foi um desafio para nós e ficámos bem contentes ao chegarmos ao topo pouco passava das 08h20. Depois da foto da praxe, fomos para o alojamento arrumar tudo para podermos apanhar o autocarro das 09h15. Estes três dias de caminhada foram cansativos, mas sem dúvida valeram a pena. Chegámos ao terminal terrestre de Arequipa já passava das 16h00 e depois, apanhámos um táxi por 8 soles até à “Plaza de Armas. Como já era tarde e neste dia já tínhamos feito muito, acabámos por ficar o resto do dia no hostal. Mais tarde, fomos jantar um belo hambúrguer à hamburgueria “Burger Chulls”.
Dia 597
Da parte da manhã, ficámos pelo alojamento a arrumar umas coisas e a trabalhar um pouco no website. Saímos já era hora de almoço e por isso, fomos diretos ao restaurante vegetariano “Omphalos”. De seguida, fomos fazer um “free walking tour” pelo centro de Arequipa, que iria começar às 15h00. O ponto de encontro foi em frente ao restaurante “Las gringas”, na rua “Santa Catalina” porta 204. O tour começou com uma prova de chá de cacau, que para sermos sinceros não gostámos muito. Depois dirigimo-nos à Universidade Nacional “San Agustin”, onde o guia nos mostrou um edifício com uma arquitetura típica da cidade. De seguida, passámos pela “Plaza de Armas” e fomos até à “Iglesia de la Compañia”. Fomos conhecer a famosa “Picanteria Victoria” (restaurante típico) e o João provou uma bebida tradicional, um shot de Anis e chicha morada (bebida feita à base de milho com cor de vinho tinto). De seguida, fomos até ao parque de “San Francisco” e acabámos o tour na Feira de artesanato “Fundo el Fierro”. Ficámos a saber que Arequipa é uma das cidades mais perigosas do mundo, pois está rodeada de vulcões (alguns deles ativos) e com uma atividade sísmica muito grande. Quase todos os dias são sentidos tremores de terra de pequena intensidade. Durante o século XVI a cidade foi várias vezes destruída por erupções vulcânicas e terramotos. Da última vez, os edifícios foram reconstruídos com pedras vulcânicas “sillar”, tendo uma arquitetura bem particular e preparada para tremores de terra. A cidade de Arequipa foi muito importante aquando a conquista dos espanhóis, tanto pela sua posição geográfica como pelo clima. A primeira produção de vinho na América do Sul foi em Arequipa. Esta cidade foi chamada de “white city” ou cidade branca, porque nessa época a maioria da população era “branca” ou europeia.
Dia 598
Depois de tomarmos um bom pequeno almoço, fomos visitar o museu “Mundo Alpaca”. Como o nome indica, aqui podemos encontrar tudo o que está relacionado com as alpacas, mas também com as lamas, viñucas e guanacos. Aprendemos todo o processo de fabrico de têxteis com o pelo destes animais, desde a sua extração até ao produto final. Ficámos a saber que estes animais fazem parte da família dos camelídeos e que o pelo da viñuca é mais valioso do que o pelo da cabra de caxemira. Depois desta visita bem interessante e gratuita, fomos visitar o Mosteiro de Santa Catarina. Fundado em 1579 pela Ordem Dominicana. Para entrar, tivemos de pagar 40 soles por pessoa. Este é o único convento no mundo que é uma cidade dentro de outra cidade. Podemos ver claustros, várias ruas, igreja, uma praça, uma galeria de arte e casas onde as freiras viviam. Feito a partir de pedra vulcânica “sillar” e muito colorido, este é um dos monumentos religiosos mais importantes de toda a América Latina. Quando acabámos a visita já estava na hora de almoço, por isso fomos ao restaurante “Ratatouille”, que não recomendamos. Logo a seguir ao almoço, fomos visitar o museu arqueológico que faz parte da Universidade Católica de Santa Maria. Achámos bastante interessante, percebemos quais os povos que passaram pelo Peru e como viviam e também vimos várias múmias, sendo a mais importante a múmia “chiribaya”. Daí, seguimos até ao mercado “San Camilo”, porque o João tinha de cortar o cabelo e também precisava de arranjar os ténis. Enquanto esperávamos que os ténis ficassem prontos, demos uma volta pelo mercado, que tem de tudo um pouco. Quando os tênis já estavam prontos, seguimos de volta até ao hostal. Pelo caminho ainda visitámos a linda Catedral de Arequipa.
Dia 599
Este foi o nosso último dia em Arequipa, pois à noite tínhamos um autocarro para Cusco. Aproveitámos a parte da manhã para atualizar o website. Da parte da tarde, decidimos caminhar até ao miradouro “Yanahuara”. Este era o primeiro dia que conseguíamos ver com clareza o vulcão “Misti”. Deste miradouro, consegue-se ver o vulcão e uma parte da cidade. Quando passámos pela ponte Grau, também conseguimos ver o vulcão “Chachani”. Depois, voltámos para o alojamento e trabalhámos mais um pouco no website. O autocarro para Cusco partiu às 21h30. Para fazer esta viagem, nós escolhemos a empresa “Transzela” e pagámos 50 soles cada um.


















