Dia 616
Chegámos a Chachapoyas bem cedo, pouco passava das 07h00. Como já tínhamos feito uma reserva para duas noites, fomos diretos ao alojamento. O tempo não estava nada bom, mal chegámos ao alojamento começou a chover bastante. Felizmente, o quarto já estava disponível, assim podemos colocar as nossas mochilas no quarto e ir tomar o pequeno almoço. Aproveitámos este dia para nos informarmos sobre os tours e transporte público. Passámos o resto do dia a descansar e a atualizar o website.
Dia 617
Neste dia, também não estávamos com muita sorte, a chuva continuava a cair. Sendo assim, não podemos fazer nenhum tour e mais uma vez ficámos no alojamento a planear as nossas futuras viagens. Depois de almoço, fomos a uma agência marcar dois tours. No dia seguinte iriamos visitar o complexo arqueológico “Kuélap” e no outro dia, iriamos fazer uma caminhada para conhecer a cascata “Gocta”. Na realidade, não precisávamos de fazer um tour para conhecer estes locais, mas as razões que nos levaram a fazer foram:
– “Kuélap” sendo um complexo arqueológico , faz mais sentido fazer a visita com um guia para compreendermos melhor o que estamos a ver. Pagámos 170 soles os dois, com transporte, almoço, teleférico, guia e entrada incluídos.
– Para irmos ver a cascata “Gocta”, o preço do tour era bastante atrativo e assim, também evitámos o deslocamento até ao terminal para apanhar um transporte e depois um moto táxi. Para além que estes tours também têm incluído almoço. Pagámos 90 soles os dois, com transporte, almoço e entrada incluídos.
Mais tarde, fomos jantar uma deliciosa pizza ao restaurante “La Esquina Artesanal Pizzeria – Trattoria”.
Dia 618
Depois de tomarmos o pequeno almoço, seguimos em direção à agência de viagens. Para chegarmos ao sítio arqueológico de “Kuélap”, tivemos de andar cerca de uma hora de carro e depois apanhar um teleférico que está em funcionamento somente desde 2017. Caso não fossemos de teleférico, teríamos de caminhar 9 km com um desnível de cerca de 1300 metros. O teleférico teve o custo de 20 soles e a entrada no complexo arqueológico 30 soles, por pessoa. Quando chegámos ao topo o tempo não parecia estar muito bom, tanto que quando começámos a andar começou a chover, mas rapidamente passou e o sol apareceu. Deixamos aqui algumas curiosidades sobre “Kuélap” e a civilização pré-inca “Chachapoyas”:
– O significado de “Chachapoyas” é Guerreiro das nuvens;
– Este local foi povoado 600 anos antes dos Incas e mais tarde, os Incas conquistaram esta zona;
– Pensasse que são descendência dos “vikings”, pois tinham pele branca, olhos azuis e cabelo ruivo;
– “Kuélap” era a capital religiosa e política administrativa desta civilização;
– Esta cidade foi descoberta pelos espanhóis em 1538 e incendiada/destruída em 1570;
– Existiam cerca de 400/500 casas redondas e eram feitas de pedra calcária;
– Viviam nesta cidade entre 2000 a 3000 pessoas, 4 a 5 pessoas por casa;
– Algumas famílias enterravam os familiares falecidos dentro das suas casas;
– Na parte sul, encontrou-se um túmulo comum com mais de 300 corpos (esqueletos), talvez devido a um massacre com a chegada dos Incas ou devido a alguma epidemia.
Quando terminámos a visita, fomos almoçar a um restaurante na povoação de Nuevo Tingo e depois regressámos a Chachapoyas. Gostámos muito de conhecer “Kuélap”, conhecido como o Machupicchu do Norte. É um local impressionante, tanto pela sua localização (Andes), como pela história.
Dia 619
Neste dia íamos ver a cascata “Gocta”, que tem uma altura de 771 metros. Depois de chegarmos à povoação de Cocachimba, iniciámos a nossa caminhada. Para sermos sinceros, pensávamos que era mais curta, sendo necessário caminhar 5 km com altos e baixos até à base da cascata. Quando chegámos, ficámos impressionados com a sua altura, nunca tínhamos visto nada igual. Aproveitámos para relaxar um pouco, enquanto apreciávamos a vista e comíamos o lanche. Depois, foi tempo de fazer o caminho inverso para irmos almoçar uma deliciosa truta frita. Mas para lá chegarmos, tivemos de subir bastante, coisa que não reparámos quando estávamos em direção à cascata. Depois de almoço, tivemos de esperar pelas outras pessoas que ainda não tinham chegado. Por volta das 17h30, já estávamos de volta a Chachapoyas. Mais tarde, fomos comer um hambúrguer a um pequeno restaurante em frente ao nosso alojamento e para sobremesa comemos uma deliciosa tarde de limão ?.
Dia 620
Tínhamos um grande dia de viagem pela frente. O nosso objetivo para este dia, era ir de Chachapoyas até Cuenca, Equador (cerca de 750 km). Para isso, apanhámos um minibus de Chachapoyas até Jaén, um autocarro de Jaén até Loja (City of Loja), Equador e finalmente, um autocarro de Loja até Cuenca. No total, por esta viagem pagámos cerca de 30 € (15 soles + 21,60 dólares + 7,5 dólares), mais o moto táxi em Jaén (5 soles para os dois). Com todas estas viagens, saímos de Chachapoyas às 8h30 e chegámos a Cuenca no dia seguinte às 07h00. Este tempo todo, deveu-se em muito ao facto da estrada depois da fronteira não ser asfaltada e ter imensas curvas e buracos. A fronteira “La Balsa” é bem rudimentar, mas passámos sem qualquer problema.





















