Dia 66
Este foi dia para mudar outra vez de alojamento. Desta vez escolhemos um hostel com piscina. Tendo em conta as temperaturas que se faziam sentir por aqui (32 ºC), soube mesmo bem. Basicamente, ficámos num quarto quadruplo juntamente com o Dan e a Betina. Depois de nos instalarmos, de darmos os primeiros mergulhos na piscina e de almoçarmos, resolvemos ir visitar um templo que se encontra no topo do monte Phou Si. Daqui pudemos ter uma vista panorâmica sobre a cidade de Luang Prabang, com o bónus de termos desfrutado de um belo pôr do sol. No final do dia demos uma volta pelo mercado noturno e também jantamos por lá, no mesmo sítio do dia anterior.
Dia 67
Levantei-me (Carina) cedo, quer dizer super cedo, por volta das 5h20 da manhã para ir ver o tradicional “Alms Giving Ceremony”, onde os monges passam pelas ruas para recolher as oferendas (fruta, arroz…) que os laosianos têm para lhe dar. Depois passámos (Carina, Joshua and Anne) pelo mercado de rua, onde os comerciantes já estavam a preparar tudo para o resto do dia e ainda assistimos à chegada de várias pessoas do outro lado do rio, com mercadoria. Depois de acordar o João, fomos tomar um bom pequeno almoço para depois irmos tratar do visto para o Vietname. Já mais tarde, juntamente com o grupo de pessoas que conhecemos desde o cruzeiro pelo rio Mekong, decidimos atravessámos o rio Mekong num pequeno barco para o outro lado e explorar essa zona. Não vimos sinais de turistas, por outro lado vimos aldeias características, uma escola e alguns templos perdidos no meio da floresta, para não falar da vista que tivemos mais uma vez sobre o rio Mekong e sobre a cidade de Luang Prabang. Depois deste passeio e como a nossa barriga já estava a pedir comida, escolhemos um restaurante à beira rio e fomos almoçar com vista privilegiada sobre o Mekong. Como estava muito calor, fomos só dar uma vista de olhos ao templo Wat Mai Suwannaphumaham e ao Haw Pha Bang. Acabámos mais uma vez dentro da piscina, porque era impossível andar na rua com tanto calos. Ao final da tarde decidimos ir ver o pôr do sol à beira do rio Mekong e visitar o complexo de templos Wat Xieng Thong. Adorámos este templo, toda a sua arquitetura, os pormenores e as pinturas nas paredes, simplesmente impressionante. Já de noite, passámos pela ponte de bamboo. Uma curiosidade, é que esta ponte só está aberta durante 5 meses, porque quando é a altura das chuvas ela é retirada. Atravessámos ainda a ponte velha, que é muito característica por a sua base ser em madeira (como muitas das pontes aqui em Laos). No final da noite acabámos por ir para o bar Utopia ter com o Luca e a Daniela, pessoas que também conhecemos no barco.
Dica: Tratar do visto para o Vietname, foi muito simples. Apenas foi necessário 1 foto, preencher um formulário e pagar 45 USD (pois nós queríamos o visto em 2 dias). Os preços variam entre 40 USD e 50 USD, no caso de ser urgente (1 dia útil) ou pedido normal (3 dias úteis). O valor também pode ser pago em LAK, sendo que na altura que fomos a conversão era de 1 USD = 8500 LAK.
Dia 68
Neste dia decidimos ir visitar umas das cascatas mais conhecidas e bonitas da Ásia, as cascatas Kuang Si. Para lá chegar, tivemos de apanhar um tuk tuk, que nos custou 35 000 LAK (ida e volta) e negociámos de forma a lá ficar 2h30. Para entrar no parque onde podemos ver as cascatas, temos de pagar 20 000 LAK. Dentro do mesmo recinto pudemos também visitar a área protegida de ursos pretos que foram resgatados. Para poder vê-los melhor, existem plataformas de onde os podemos ver os a descansar, brincar e procurar por comida. O que dizer destas cascatas? Elas são simplesmente lindíssimas, a sua cor azul turquesa, a natureza que as envolve e o facto de nos pudermos banhar nelas, faz com que seja uma experiência incrível. Depois deste belo momento apanhámos o tuk tuk de volta para o centro da cidade (cerca de 50 minutos) e decidimos descansar e trabalhar um bocadinho no site. À noite fomos (outra vez) até ao bar Utopia, onde jogámos voleibol e bebemos uns copos. Acabámos a noite, todos (João, Carina, Joshua, Anne, Dan, Betina e Luca) a jogar bowling num local mas afastado da cidade, mas muito procurado pelos turistas.
Dia 69
Acordámos bem cansados, devido à noite anterior. Mas apesar de custar, lá tivemos que sair da cama, pois tínhamos que ir buscar os vistos que já estavam prontos, mas antes, aproveitámos também para ir visitar o museu UXO Lao (Lao National Unexploded Ordnance Programme). Antes de dizer que museu é este nada melhor que andar um pouco atrás no tempo. Durante a Segunda Guerra de Indochina (mais conhecida como guerra do vietnã ou guerra americana) os EUA bombardearam Laos de forma a cortarem as rotas de abastecimento aos combatentes comunistas na Guerra do Vietname. Devido a isto, Laos foi o país mais bombardeado do mundo durante 1964 e 1973. Muitas pessoas não sabem, nem nós sabíamos, mas foram lançadas mais bombas durante estes anos, do que durante toda a segunda guerra mundial. Ficámos também a perceber que esta situação ainda afeta muito este país. Todos os dias morrem pessoas, incluindo muitas crianças, pois grande parte destas bombas ainda estão ativas e encontram-se no solo e subsolo, o que faz com que as pessoas também não possam explorar as terras para agricultura e afins. Aproximadamente 25 % de vilas em Laos estão contaminadas com estas bombas. Cerca de 80 milhões de bombas que não explodiram permaneceram em Laos depois da guerra. Achámos este museu muito interessante, pois explica o tipo de trabalho que UXO Lao está a fazer de forma a desmantelarem/descativarem as bombas nas regiões mais afetadas em Laos.
Depois de fazermos o check-out no hostel, apanhámos um tuk-tuk (10 000 LAK) até à estação de mini-vans, onde pudemos apanhar uma mini-van (105 000 LAK) rumo a Vang Vieng, juntamente com o Dan e a Betina. Já chegámos a Vang Vieng às 18h00, apesar de serem só 180 km que separam estas duas regiões, a viagem dura entre 4 a 6 horas, devido às condições da estrada. Quando chegámos a Vang Vieng foi tempo de encontrar um alojamento, jantar e descansar deste longo dia.
















