Dia 630
Depois de tomarmos o pequeno almoço, fomos diretos ao terminal rodoviário para apanhar um autocarro para Latacunga. O nosso destino final seria Guayama San Pedro e para lá chegarmos, ainda tínhamos de apanhar outro autocarro no terminal de Latacunga, às 11h30. Guayama San Pedro é uma aldeia que fica muito próxima do lago Quilotoa. Nesta povoação só existe um alojamento, evitando assim ficar na aldeia de Quilotoa, onde os alojamentos são mais caros e é mais turístico. O nome do alojamento é Hostal Rosita. O preço total dos transportes desde Baños até Guayama San Pedro (duas pessoas) são:
– De Baños até Latacunga 5 dólares;
– Táxi desde a paragem (estrada) até ao terminal rodoviário de Guayama San Pedro 2,5 dólares;
– De Latacunga até Guayama San Pedro 5 dólares.
Quando chegámos ao alojamento, só estava uma das filhas dos proprietários. Mal pousamos as mochilas no quarto, ela quis logo ir jogar futebol connosco ?. Estivemos a jogar durante um bom bocado com ela e com mais alguns miúdos que se juntaram a nós. Mais tarde, chegaram os proprietários e mais um casal de turistas alemão, a Julia e o Hendrik. Com os proprietários não conversámos muito, mas passámos o jantar a falar com este casal que também queria fazer o mesmo passeio que nós no dia seguinte.
Dia 631
Neste dia acordámos relativamente cedo, pois tínhamos um longo caminho pela frente. Depois de tomarmos o pequeno almoço, juntamente com o Hendrik e a Julia iniciámos a caminhada até ao lago Quilotoa. Para lá chegarmos, tivemos de caminhar 3 km sempre a subir. Por volta das 09h00, já estávamos a contemplar a beleza deste lago, que fica na cratera de um vulcão. Mesmo durante a subida, podemos admirar a paisagem em redor. Nós estávamos bastante cansados com a subida, mas mesmo assim decidimos fazer a caminhada em redor do lago. No total são cerca de 10 km, mas o nosso objetivo era chegar até à povoação de Quilotoa e depois, apanhar o autocarro até Guayama San Pedro. Assim, não precisaríamos de dar a volta toda ao lago e regressar a pé até Guayama San Pedro. Nós optámos por fazer no sentido horário, como nos tinham sugerido. Durante a caminhada, tirámos várias fotos e fizemos vários vídeos, a paisagem é simplesmente única. Depois de várias subidas e descidas chegámos ao Monte “Juyende”, o pico mais alto da cratera, com 3930 metros. Parámos outra vez no miradouro “Shalala” para admirarmos a vista. Chegámos a Quilotoa por volta das 13h00, mesmo a tempo para apanhar o autocarro, mas ele não apareceu. Nós tínhamos 3 opções: ir com um local que nos cobrava 20 dólares, esperar que o proprietário nos viesse buscar às 17h30 ou ir a pé. Nós decidimos ir a pé, pois o mais difícil já tinha passado (pensávamos nós). Quando saímos de Quilotoa, decidimos ir por um caminho que pensávamos ser mais curto. Depois de cerca de 1,5 km a descer, chegámos a uma quinta, onde estava um senhor e um cão, que queria morder o João. O dono lá acalmou o cão e disse que tínhamos de voltar para trás, pois não havia caminho por ali. Para não voltar tudo para trás, decidimos subir 400 metros bem íngremes para voltarmos ao caminho correto. Daí em diante, a caminhada foi bem tranquila e sempre a descer, mas com um nevoeiro cerrado bem presente. Chegámos ao alojamento por volta das 17h00 e no total, caminhámos cerca de 16 km. Por volta das 19h00, fomos jantar e aproveitámos para conversar mais um pouco. Tanto nós como o casal alemão partíamos no dia seguinte, mas com destinos diferentes, nós íamos para Quito ter com a Alessandra ? e eles iam para perto do vulcão Cotopaxi. Antes de irmos dormir, quando o João foi buscar os ténis ao terraço, eles tinham desaparecido. Depois de falar com os proprietários, percebemos que tinha sido o cão deles que os tinha “roubado” ?. Depois de bastante tempo a procurar pelos ténis no jardim, lá encontrámos um, mas o segundo nem vê-lo. Tempo de ir dormir, porque no dia seguinte íamos apanhar o autocarro para Latacunga às 6h00.










