Dia 632
De manhã, os proprietários ainda tentaram encontrar o outro sapato, mas nem sapato nem cão. Tínhamos comprado os ténis em Lima, há cerca de 1 mês atrás, a sorte é que “só” tinham custado 45 dólares. O proprietário ainda nos deu 25 dólares, que já foi melhor que nada. Para ajudar à festa, o tempo estava frio e de chuva e o João tinha de ir de chinelos ?. Quando chegámos a Latacunga, apanhámos outro autocarro para Quito e nem foi preciso esperar. Por esta viagem pagámos 2,15 dólares cada um. O Hendrik e a Julia também foram no mesmo autocarro, mas sairam antes. Nós chegámos ao terminal rodoviário Quitumbe (Quito) por volta das 11h00. Daí, apanhámos o autocarro Ecovia (cada viagem 0,25 doláres) e fomos até ao terminal “Playón de la Marin”. Depois, apanhámos um táxi até à casa da Alessandra. Conhecemo-la em Perú, quando fizemos o passeio para visitar o lago Parón. Ficámos muito contentes por voltar a vê-la ?. Como ela teve de ir trabalhar à tarde, nós aproveitámos para ficar em sua casa a descansar e a tomar conta do gato Seibo. À noite, fomos jantar com a Alessandra e o seu amigo Pablo ao restaurante “Café Mosaico” que tem uma bela vista sobre a cidade. Depois de jantar, fomos passear pelo centro histórico e ver a estátua “La virgen de el Panecillo”. Daqui, também podemos ter uma vista bem bonita de Quito. Como já era tarde, decidimos ir descansar.
Dia 633
A Alessandra preparou-nos um delicioso pequeno almoço, arepas com abacate, queijo e ovos. Para não nos perdermos ?, ela foi connosco até ao centro histórico. Mas rapidamente teve que voltar, pois tinha que ir trabalhar. Durante o dia, o centro não é tão calmo como à noite, pois já tem muito mais pessoas nas ruas, mas ainda assim é muito bonito. Como o nosso objetivo era comprar uns sapatos para o João, tivemos de ir à procura de uma loja. Depressa percebemos que ia ser uma missão complicada, pois aqui no Equador as coisas são bastante caras. Tivemos de ir até ao centro comercial “El Recreo” e depois de ver muitas lojas, lá conseguimos comprar algo parecido ao que queríamos. Como o tempo estava de chuva, decidimos voltar para casa. Mais tarde, fomos ter com a Alessandra ao trabalho dela para jantar na casa do Pablo. Passámos um serão muito divertido, entre uma boa conserva e bom vinho. Só nos deitámos, já passava das 3h00.
Dia 634
Acordámos um pouco mais tarde e fomos almoçar os 4 uma “encebolada”, um prato típico da costa equatoriana. Já no centro da cidade, começámos por visitar a “Basílica del Sagrado Voto Nacional”, ou melhor, as suas torres. Para lá entrarmos, tivemos de pagar 2 dólares cada um e subir bastantes escadas ?. A Basílica e a vista sobre cidade são fantásticas. Daí, decidimos passear novamente pelo centro. Passámos pela “Plaza Grande” e “perdemo-nos” pelas suas ruas pitorescas da cidade. A arquitetura desta cidade é muito bonita e bem conservada, com casas típicas e muitas igrejas. Não é de admirar que faça parte do Património Cultural da Humanidade, Unesco. Voltámos para casa para atualizar um pouco o website e esperar que a Alessandra saísse do trabalho. Desta vez, fomos jantar ao restaurante “El Árabe”. O Pablo veio ter connosco e aproveitámos para ir passear pela zona dos bares na “Plaza Foch” e beber umas cervejas artesanais. No dia seguinte, iriamos visitar Mindo. Esta pequena cidade é conhecida pela sua floresta tropical, repleta de aves e borboletas.
Dia 635
Custou um bocadinho acordar cedo ?, pois já nos tínhamos deitado tarde. Depois de nos despacharmos, apanhámos um táxi para nos levar até ao terminal rodoviário “la Ofelia”. De lá, apanhámos um autocarro direto a Mindo. Por esta viagem de autocarro, pagámos 3,10 dólares cada um. Chegámos a Mindo por volta das 10h30 e fomos procurar uma pastelaria para comprar uns pães típicos desta região. Depois, fomos de “táxi 4×4” até à entrada do Parque, onde começam as caminhadas. A estrada tem imensos buracos, por isso o transporte também é mais caro, pagámos 12 dólares ida e volta. A entrada do parque custa 5 dólares e está incluída a viagem de “tarabita”, uma espécie de teleférico. Já do outro lado, começámos a nossa caminhada. Optámos por ir primeiro até à cascata “la Reina”. A trilha é muito bonita, apreciámos a vegetação densa e o cantar dos pássaros. A cascata estava com bastante caudal e as rochas em redor eram bastante escorregadias. Depois de tirarmos várias fotos, voltámos para trás. Pouco tempo depois, começou a chover imenso e não havia perspetivas de que iria parar. Mesmo com a chuva, decidimos ir ver mais umas cascatas que ficavam numa outra trilha, a “Nambilla”, a “Ondinas” e a “Guarumos”. Já não deu para ver mais, porque tínhamos perdido algum tempo à espera que parasse de chover. Voltámos de “tarabita” e com a chuva que caía, nem a melhor roupa aguentaria. Do outro lado, já tínhamos o nosso transporte à espera para nos levar de volta ao centro de Mindo, mas ainda tivemos tempo de comer um “choclo con queso” (milho com queijo). Quando chegámos a Mindo, ainda tivemos de esperar quase 1h pelo autocarro e aproveitámos para secar um pouco as roupas, mochila… Já em Quito, apanhámos um Uber e fomos tomar o tão merecido banho. Já com roupas secas e quentinhos, o Pablo veio ter connosco e fomos jantar um delicioso hambúrguer. Neste dia, já não houve cerveja para ninguém, estávamos todos cansados e no dia seguinte íamos acordar cedo outra vez para ir até ao vulcão Cotopaxi.
Dia 636
Acordámos outra vez bem cedo, ainda nos custou mais que no dia anterior ??. Depois do pequeno almoço, o Pablo veio buscar-nos e fomos os 4 em direção ao Vulcão Cotopaxi. Este é o segundo vulcão ativo mais alto do mundo. O dia não estava nada risonho, tudo encoberto e a chover um bocadinho, estávamos a ter um “déjà vu” do dia anterior. Chegámos à entrada do parque onde tínhamos de fazer o registro e continuava a chover. Desde a entrada até ao sítio onde íamos começar a caminhar é uma distância de cerca de 23 km, por isso ainda demorámos mais uns 30 minutos de carro. Quando chegámos, já não estava a chover, mas não podíamos ver o vulcão Cotopaxi, porque estava todo tapado com nuvens. A caminhada não é muito longa, mas é sempre a subir. Basicamente, tínhamos de caminhar cerca de 900 metros, com uma variação de altitude de 364 metros, a uma altitude de 4864 metros. Passado 30 minutos, chegámos ao refúgio José Ribas, bem mais rápido do que estávamos à espera. Quando chegámos, conhecemos um guia que estava com um grupo e que nos disse para caminhar até perto do glaciar. Assim o fizemos, seguimos por uma trilha à esquerda do refúgio e caminhámos mais 30 minutos. O glaciar estava a uma altitude de cerca de 5000 metros. Quando lá chegámos, o tempo abriu bastante e até fez sol, conseguimos ver o topo do vulcão e a paisagem ao seu redor. De volta ao refúgio, parámos para comer um “choclo con queso” e uma sopa. Depois foi hora de descer, porque o Pablo ainda nos queria levar a conhecer mais um sítio, as águas termais de “Papallacta”. Antes de sairmos do parque, ainda parámos na lagoa “Limpiopungo” e qual não foi a nossa surpresa, quando as nuvens começaram a desaparecer e conseguimos ver uma grande parte do Vulcão Cotopaxi ?. Daqui, seguimos até à localidade de Papallacta e demorámos quase 2h. Antes de irmos relaxar, aproveitámos para jantar. Quanto às águas termais, ficámos bastante impressionados com o espaço. Depois da caminhada, foi a melhor recompensa. No total, ficámos cerca de 2h e foi excelente, estávamos bem relaxados. Hora de voltar para casa, porque já estava a ficar tarde e estávamos cansados.
Dia 637
Este iria ser o nosso último dia no Equador, pois no dia seguinte mudaríamos de país. Depois de tomarmos o pequeno almoço, a Alessandra levou-nos até à paragem de autocarro para irmos visitar o monumento “Mitad del Mundo”. Como ela tinha de ir trabalhar, não podia ir connosco passear. Para lá chegarmos, tivemos de apanhar o autocarro Ecovia desde a paragem “Seminario Mayor” até ao terminal “la Ofelia” e depois outro autocarro até ao nosso destino. Este atrativo turístico, não é só um simples monumento que simboliza a divisão entre o hemisfério norte e o hemisfério sul. Além do monumento, existem vários outros edifícios, entre eles:
– Vivendas Ancentrais, que mostra um pouco das construções dos três povos do Equador e como eles viviam;
– Museu do Cacau, que explica a história de um dos produtos mais exportados e valiosos do Equador;
– Museu da cerveja artesanal; – Planetário com tecnologia 3 D…
Quanto ao monumento “Mitad del Mundo”, quando entrámos, subimos logo até ao último andar, onde se pode ter uma vista sobre todo o parque, as montanhas e os vulcões em redor. Dentro do monumento, também podemos visitar um museu que tem vários andares e onde explica a história, a cultura do Equador e também fatores relacionados com o planeta terra, como os solstícios e os equinócios. Pensávamos nós que íamos demorar pouco tempo, mas acabámos a visita já passava das 17h00. Mais tarde, o Pablo veio buscar-nos para irmos para sua casa. jantar e dormir O jantar foi muito agradável e divertido, na companhia da Alessandra, do Pablo e de um amigo dele. Para jantar, o Pablo comprou “tigrillo”, prato típico do Equador. Depois de muita conversa acompanhada de um bom vinho, fomos dormir.







































